sexta-feira, julho 11

O que nota em primeiro lugar quando entra numa livraria?

Ricardo Araújo Pereira:
«A escolha dos livros que estão expostos. Vejo se são os mesmos que todas as livrarias destacam ou se se se trata de uma escolha diferente. Por exemplo, na Livraria Pó dos Livros, em Lisboa, as escolhas são sempre muito interessantes. mas a Bertrand do Chiado também percebe do assunto...»

in Jornal Público

sábado, junho 7

A Pó dos livros também vai estar na Noite da Literatura Europeia



Evento britânico - autora convidada é Deborah Levy no British Council
O evento britânico tem lugar no British Council e a autora convidada é Deborah Levy, autora de peças de teatro, aclamadas pelos seus "rigor intelectual, fantasia poética e imaginação visual" e de cinco romances: Nadar para Casa, finalista do ManBooker Prize (& Other Stories/Faber), Beautiful Mutants, Swallowing Geography (reeditado pela Penguin em 2014),The Unloved (Penguin), Billy and Girl (Bloomsbury). A sua coleção de contos Black Vodka (& Other Stories), publicada em 2012, foi nomeada para a The Frank O'Connor Award e para a BBC International Short Story Award.
Para a BBC Radio 4, Deborah escreveu duas aclamadas dramatizações dos mais famosos estudos de caso de Freud, "Dora" e "The Wolfman". Deborah lecionou no The Freud Museum, no Goethe-Institut, na Serpentine Gallery, na Tate Modern, na Henry Moore Foundation, na Royal Academy School. Atualmente é Visiting Professor de escrita na Universidade de Falmouth.
Deborah Levy irá realizar algumas das leituras em inglês, estando as restantes leituras a cargo da jornalista e também autora Susana Moreira Marques.
A Dom Quixote, que em Portugal editou Nadar para Casa, de Deborah Levy, e a Tinta da China, editora da obra Agora e na Hora da Nossa Morte, da autoria de Susana Moreira Marques, estarão também presentes no evento com a venda das obras das duas autoras.

Hoje, no Príncipe Real, é Noite da Literatua Europeia


http://www.literaturenights.eu/2014/city/46-lisbon/page/noite-da-literatura-europeia/?lang=pt

quinta-feira, maio 22

Incompetência


Cliente: Você já leu todos os livros que tem aqui na livraria?
Livreiro: Não, não posso dizer que sim.
Cliente: Bem... você não é lá muito bom no seu trabalho, pois não?

Livraria Preferida 2014

Pelo segundo ano vamos promover a escolha da livraria preferida, desta feita, não apenas dos lisboetas, mas dos portugueses. A votação pode ser feita no seguinte endereço (clique na imagem):


Os resultados da “Livraria Preferida” serão revelados durante a feira do livro de Lisboa.

quarta-feira, maio 14

Sábado, na Pó dos livros

(clique na imagem para aumentar)

No próximo Sábado, 17 de Maio, às 16h30, teremos na Pó dos livros o lançamento do livro O RAPAZ QUE NÃO SE TINHA QUIETO, de Rita Taborda Duarte, com ilustrações de Ana Ventura. Apresentação de Dora Batalim e leituras por António Carlos Cortez. Tragam as vossas crianças (9 -12 anos).

domingo, abril 27

Vasco Graça Moura (1942-2014)


Soneto do Amor e da Morte

quando eu morrer murmura esta canção 
que escrevo para ti. quando eu morrer 
fica junto de mim, não queiras ver 
as aves pardas do anoitecer 
a revoar na minha solidão. 

quando eu morrer segura a minha mão, 
põe os olhos nos meus se puder ser, 
se inda neles a luz esmorecer, 
e diz do nosso amor como se não 

tivesse de acabar, sempre a doer, 
sempre a doer de tanta perfeição 
que ao deixar de bater-me o coração 
fique por nós o teu inda a bater, 
quando eu morrer segura a minha mão. 

Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

sexta-feira, abril 25

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substãncia do tempo

Sophia de Mello Breyner Andersen, in O Nome das Coisas


fotografia de Eduardo Gageiro


quarta-feira, abril 23

Melhor que Falecer na Pó dos Livros


Hoje, não perca "Melhor que Falecer", na TVI.
Sem querermos tirar o mérito a Ricardo Araújo Pereira, nem a Miguel Guilherme, a verdade é que o cenário (Livraria Pó dos Livros) onde se vai desenrolar toda a acção vai fazer toda a diferença.

sexta-feira, abril 4

Jorge Fallorca (1949-2014)


Comecei a compreender que este lugar é o verdadeiro destino de que tenho andado à procura, e que a minha vida aqui, ainda que dolorosa, é o meu verdadeiro destino, do qual passei toda a vida a tentar fugir.

Jorge Fallorca, escritor e tradutor. Um amigo que me mostrava sempre o melhor que a vida tem. Vou sentir a tua falta.

Jaime Bulhosa

quarta-feira, março 26

As 50 Posições


Não passa uma semana sem que saia um livro sobre sexo. A vontade de ler sobre sexo só é ultrapassada pela vontade de o praticar. Deve ser por esta razão, que o livro As 50 Posições se encontra em primeiro lugar, desde há seis meses, como o livro mais visto da nossa página de vendas Vintage, apesar de termos disponíveis obras raras e de valor literário. E a propósito, ainda ontem telefonaram para a livraria a perguntar o preço do livro As 50 Sombras de Grey. Informei o cliente que se tratava de uma trilogia. O senhor ficou muito admirado pela obra ser tão extensa. No entanto, não deixou de me perguntar:
- E são ilustrados? 

Jaime Bulhosa

terça-feira, março 18

Festa da francofonia na Pó dos livros







Este ano, a festa da francofonia, organizada pelo Institut Français du Portugal, estará também na Pó dos livros:

Hoje, terça-feira, 18 de Março, às 17h00 - Leituras de L'Histoire du Portugal par coeur, de Almada Negreiros, por Fernando Cabral Martins e Sílvia Laureano Costa.

Quarta-feira, 19 de Março, às 17h00 - Encontro com os poetas Nuno Júdice e Marco António Campos.

Quinta-feira, 20 de Março, às 10h00 - Contos Daqui e Dali, com Alice Vieira.

Quinta-feira, 20 de Março, às 18h30 - Je veux une vie en forme d'arête. Vida e humor em Boris Vian, por Rosa Azevedo. Através de uma leitura encenada, vamos percorrer a atípica vida de Boris Vian, o verdadeiro homem dos sete instrumentos, sete vidas, sete profissões e perceber a forma como o humor esteve sempre presente em todas elas.

CURSO DE POESIA PORTUGUESA MODERNA E CONTEMPORÂNEA


Federico Garcia Lorca

ABRIL-JULHO DE 2014

por
 António Carlos Cortez


(Lisboa, 1976). Professor de Literatura Portuguesa.
Poeta, crítico e ensaísta. Colaborador permanente do Jornal de Letras
e de revistas da especialidade (Colóquio-Letras e Relâmpago).
Publicou sete livros de poesia, o último dos quais na Relógio d'Água,
intitulado «O Nome Negro».


No quadro de evolução das formas poéticas em Portugal, a segunda metade do século XX é um dos momentos mais ricos no que diz respeito à criação literária.
De Pessoa a Jorge de Sena, passando por Sophia de Mello Breyner Andresen e Eugénio de Andrade, sem esquecer Cesariny e Alexandre O’Neill, até obras como as de Fiama Hasse Pais Brandão, Luíza Neto Jorge ou Gastão Cruz, não sofre contestação que há dois momentos definidores desse percurso moderno e contemporâneo na nossa poesia.
Um primeiro momento, que vai de 1915 a 1935 e abrange o Modernismo e movimentos adjacentes, com suas revistas (Orpheu, Athena, Centauro, Presença, entre outras publicações), e suas figuras de proa (Pessoa, Sá-Carneiro, Almada, até chegarmos a Vitorino Nemésio, fundador da Revista de Portugal). Todavia, esse primeiro momento não pode ser compreendido sem recuarmos às experiências finisseculares e muito em particular às poéticas de Cesário, António Nobre e Camilo Pessanha.
Um segundo momento da nossa contemporaneidade poética abarca sensivelmente as seguintes datas: de 1958, ano em que se estreiam Ramos Rosa e Herberto Helder, até 1970, ano em que Fiama Hasse Pais Brandão edita (Este) Rosto.
A década de 60 surge-nos, pois, como um lapso de tempo fecundo em que poetas de gerações anteriores, nomeadamente os que se lançaram em livro na década de 40 (Sena, com Perseguição, em 1942, Carlos de Oliveira, editando Turismo, igualmente em ‘42, Sophia, com Poesia em 1944, Cesariny em 1947, via Surrealismo, Eugénio de Andrade em 1948...) estão activos e alcançam fortuna crítica, determinando um olhar sobre o Modernismo, agora visto como já sendo «clássico». Os mais jovens dessa década de 60 – com relevância para os poetas de «Poesia 61» e outros como Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho ou Ana Hatherly, reinterpretam, adequam ou de algum modo revivem certa aventura órfica... A aventura da linguagem, a aventura da palavra em constante estado de invenção.
Com o fito de interelacionar esses tempos poéticos – o oitocentista, o modernista e os anos sessenta – este curso dirige-se a investigadores, professores, alunos dos ensinos Secundário ou Universitário, e demais comunidade leitora. O curso contará com a presença de alguns convidados em determinadas sessões.


A PÓ DOS LIVROS, celebrando também os 40 ANOS DO 25 DE ABRIL, convida todos os interessados a frequentar este TEMPO DE POESIA, cujas sessões seguem abaixo sumariadas, as quais decorrerão sempre entre as 18.00 e as 19.30, às Quartas-feiras.

Inscrições: 45.00€ (para todas as sessões)
Tel: 21 795 93 39
Avenida Marquês de Tomar n.º89
1050-154 Lisboa
e-mail:podoslivros@gmail.com



2 de Abril: 1ª sessão:

CESÁRIO VERDE, «PINTOR NASCIDO POETA»

Cesário Verde: temas e linguagem. A épica breve: «O Sentimento dum Ocidental», coordenadas de leitura, processos retóricos, a estilística e a novidade da poesia de Cesário.

9 de Abril: 2ª sessão:

ANTÓNIO NOBRE: «LUSITÂNIA NO BAIRRO LATINO», leitura metódica. Figuração do poeta em António Nobre; coloquialismo e heteronímia, hipóteses de leitura. Organização estrófica, rigor frásico e métrico, visões do real sob a óptica do decadentismo.

16 de Abril: 3ª Sessão:

CAMILO PESSANHA: Clepsydra (1920). História de um livro, estrutura dos textos. Simbolismo, importância da visão refractada do real, releitura de alguns poemas: «Inscrição», «Tenho sonhos cruéis: n’alma doente», «Passou o Outono já, já torna o frio...» e «Chorai arcadas». A lei das correspondências, a importância da imagem e da metáfora. Os símbolos.

 23 de Abril: 4ª Sessão:
FERNANDO PESSOA: HETERONÍMIA E FICÇÃO LITERÁRIA, COMO LER?

Abordagem geral sobre a poética pessoana. Leitura e análise de quatro poemas do ortónimo: «Ao longe ao luar», Autopsicografia» «Isto» e «A morte é a curva da estrada». Fingimento, auto-conhecimento e poesia. Tradição dramática e o poeta como figurador/encenador. Os heterónimos como criação de estilos. O efeito da assinatura.

30 de Abril: 5ª Sessão:
FERNANDO PESSOA E ALBERTO CAEIRO

Entre o que se diz que é e o que se escreve: coordenadas de leitura de Caeiro, o Mestre. O bucolismo como hipótese falhada da poesia na modernidade. O funcionamentop do «como se» em alguns fragmentos de «O Guardador de Rebanhos».

7 de Maio: 6ª sessão:
FERNANDO PESSOA E RICARDO REIS, RESPONDENDO A CAMPOS – DIÁOLOGOS SOBRE O MESTRE

Releitura de «Ode Triunfal» (ou o anti-triunfalismo de uma ode) e de duas odes de Reis: «Para ser grande sê inteiro» e «Quando, Lídia, vier o nosso Outono». Diferenças de linguagem, de visões do mundo e de poética.

14 de Maio: 7.ª sessão
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO, CONTINUADOR DE NOBRE?

Releitura de «Álcool» e de «A Queda». Imagens do poeta em Sá-Carneiro; interseccionismo e simbolismo; o poema como perfeição formal e o poeta como cinzelador. Morte e suicídio, ficção literária e razão de ser desta poesia.

21 de Maio: 8.ª sessão

DE ALMADA NEGREIROS A VITORINO NEMÉSIO, SÍNTESE DE UM PERÍODO PÓS-ORPHEU - «ORPHEU NÃO MORREU, ORPHEU CONTINUA». Revistas literárias. Com a presença do Professor Fernando J. B. Martinho.

28 de Maio: 9.ª sessão
SOBRE JORGE DE SENA, ALGUNS ASPECTOS DA SUA POESIA E SUA PRESENÇA NA CULTURA PORTUGUESA

Alguns poemas sobre poesia. Poesia como testemunho e luta contra «as evidências». Releitura de um prefácio escrito por Sena sobre o que pretendeu ser a sua poesia. Releitura de dois poemas: «Uma pequenina luz» e «Noutros lugares». Meditação sobre a morte, o amor, a eternidade.

4 de Junho: 10.ª sessão
SOPHIA DE MELLO BREYNER – RIGOR, VEEMÊNCIA, FIDELIDADE À PALAVRA

Coordenadas gerais sobre a obra poética de Sophia: a poesia como ética. Relações com Cesário Verde: a importância do olhar. Leitura do poema «Cesário Verde». Releitura das artes poéticas II e IV. Forma e conteúdo e «No Poema», «Catarina Eufémia» e «A escrita». Verso livre e ritmo.

11 de Junho: 11.ª sessão
CARLOS DE OLIVEIRA: «AS PALAVRAS PESAM»

Para uma abordagem da poesia de Carlos de Oliveira. Os poemas como laboração, reescrita, cristais e cintilações. Leitura e análise de três poemas: «Soneto» («Acusam-me de mágoa e desalento») e de «Soneto» («Rudes e breves as palavras pesam»). Duas fases na poesia de Carlos de Oliveira: do neo-realismo à questão textual. Ainda um poema: «Salto em Altura IV». Convidado: Gastão Cruz

18 de Junho: 12.ª sessão
EUGÉNIO DE ANDRADE: RENTE AO DIZER

A poesia como «erótica verbal»; visões do corpo e da cidade em Eugénio. Figuração do poeta no autor de O Sal da Língua: do «Green God» à voz de «Um Rio te Espera». Fases ou facetas em Eugénio. Rigor métrico, herança popular, oralidade e escrita. Funcionamento da metáfora.

 25 de Junho: 13.ª sessão
MÁRIO DE CESARINY: PARA ALÉM DO SURREALISMO.

Alguns avisos sobre o surrealismo por Mário de Cesariny. Releitura de «O Virgem Negra». Leitura de «Poema podendo servir de posfácio»: automatismo e enumeração caótica e outros processos de escrita.

 2 de Julho: 14.ª sessão
DE ANTÓNIO RAMOS ROSA A HERBERTO HELDER, TANGENTES, ELIPSES E CIRCUNFERÊNCIAS.

Abordagem das poéticas de Ramos Rosa e Herberto Helder: leitura de «E certas palavras», de Ramos Rosa e de «    O Boi da Paciência». Verso livre, realismo e imagem em Ramos Rosa. Leitura de «As Musas Cegas (VII)» e de «a carta da paixão», de H. Helder. Alquimia verbal, magia, torrencialidade e alucinação na poesia. O caso Ana Hatherly. Convidado: Ana Marques Gastão.

9 de Julho: 15.ª sessão
OS ANOS 60: «POESIA 61», O QUE FOI?

Alguns aspectos evolutivos da linguagem poética portuguesa ocorridos nos anos sessenta: Fiama, Luíza Neto Jorge, Gastão Cruz, Maria Teresa Horta e Casimiro de Brito. Alguns poemas e alguma teoria. Realismo, linguagem, revisitação do modernismo? Poemas: «O texto de Joan Zorro»  e «Peregrinação e Catábase», de Fiama; «A porta aporta», «O Poema (I)) e «O Poema Ensina a Cair», de Luíza neto Jorge. Leitura de dois poemas de Gastão Cruz: «Os nomes desses corpos», «Erros» e «Dentro da Vida». As emoções linguísticas. Maria Teresa Horta e o poema como provocação; Casimiro de Brito, à procura de um equilíbrio.

 16 de JULHO: 16.ª sessão
RUY BELO:«SOBRE SINOS E VENTOS SIBILANTES»
Uma hipótese de leitura: interseccionismo e coloquialidade. Passado no presente do futuro: alguns poemas em análise: «Fala de um homem afogado ao largo da Senhora da Guia no dia 31 de Agosto de 1971» e «Poema para Catarina». Temas e processos textuais em Ruy Belo. Uma arte poética: «Um dia não muito longe não muito perto».

23 de Julho: SESSÃO DE ENCERRAMENTO

OUTROS POETAS DE 60 E O ANO DE 1979:
De Armando Silva Carvalho a Luís Miguel Nava: tensões e intenções na poética de 70. Rupturas e continuidades. Franco Alexandre, Helder Moura Pereira e Luís Miguel Nava.

Convidado: Nuno Júdice.

segunda-feira, março 10

Metáfora

Uma miúda dos seus 4 a 5 anos corre ofegante para o balcão:

- Eu estou a brincar às escondidas. Por acaso não tem um livro grande onde eu me possa esconder?
- Não temos um livro assim tão grande, mas podes esconder-te atrás de uma estante.
- (franzindo o sobrolho) Não percebo… a minha mãe diz que gosta de livros porque se pode perder dentro deles.
- Ah! Mas não me parece que seja exactamente isso que ela quis dizer.