terça-feira, fevereiro 12

O sucesso comercial

O sucesso comercial de um livro (sucesso comercial e não sucesso literário) depende dos diversos intervenientes ou mediadores com capacidade de influenciar a decisão de compra.
Primeiro temos o autor. É ele que pensa o livro que o desenvolve e passa para o papel. De seguida vem o editor que o descobre, faz a triagem e possibilita, ou não, que o livro seja editado. Trabalha com o autor ou com o tradutor (quando existe) e sugere alterações, cortes, acrescentos, etc. O revisor e o paginador também podem marcar a diferença tendo uma função importante no resultado final do livro. O designer gráfico é cada vez mais um elemento preponderante no seu sucesso, uma capa apelativa é, como sabemos, essencial no processo de compra por impulso. A distribuição (força de vendas) junto dos livreiros, influencia-os no sentido de acreditarem mais em determinado título levando-os muitas vezes a dar-lhe mais destaque no ponto de venda, e isso é absolutamente crucial para o seu sucesso. Claro que temos muitos outros factores que têm tanta ou mais importância, como: a qualidade do texto, o nome do autor, a temática, o marketing directo e os materiais usados.
O papel do livreiro embora mais discreto é o de “ouvir” os leitores: sugestões e partilha de leituras, desejos, reclamações, desilusões, ansiedades, relatos, e muitas vezes indicar-lhes os livros que procuram mas não sabem que existem. No fundo, o livreiro é o que está mais perto do leitor e o que tem a noção mais aproximada das suas necessidades.


Jaime Bulhosa

3 comentários:

Bibliófilos disse...

Seria necessário que as editoras tivessem um conselho editorial...ou algo parecido.

Pó dos Livros disse...

Se não o têm deviam ter.

Isabel Castanheira disse...

Boa análise, Livreiro do Pó dos Livros.
Confirmo totalmente as suas palavras no que se refere à influência que podemos exercer na escolha do(s) livro(s).
Quantas vezes certos clientes nos pedem: quero um livro, o que me aconselha?
E se isso sucede na generalidade, no que se refere à literatura infantil/juvenil, com muito mais acuidade.
Nas livrarias onde ainda se preza o contacto entre o leitor/cliente e o livreiro/vendedor,
há sempre oportunidade para dois dedos de conversa em redor dos livros.
E aí também que ainda reside um certo gozo de se ser livreira.
Isabel