sexta-feira, fevereiro 8

DAGREST

Há dias, a pretexto do lançamento pela cavalo de ferro, da edição bilingue de “O que resta do dia”, uma antologia de poesias de Judith Herzberg, Jorge Silva Melo esteve na Pó dos livros na companhia da autora e da sua tradutora Ana Maria Carvalho.

Eu não conhecia a obra de Judith Herzberg, poetisa e dramaturga holandesa já publicada em Portugal pelos Artistas Unidos. Sentei-me na plateia com recompensada expectativa.
Apresentada a autora e a sua obra, JSM leu poemas de Judith Herzberg. Por vezes a autora vez dueto com ele, lendo o mesmo poema em neerlandês...

A terminar o prefácio de “O que resta do dia”, JSM diz que gosta de ler as poesias de Judith Herzberg em voz alta. “É também como se anotasse a minha vida e a da minha gente.” - Talvez para gostar de poesia tenha de ser mesmo assim!



FICA

Fica longe das pessoas de bom senso
fica perto dos apaixonados
nem que estejas só e não seja por ti
fica antes num luto perplexo
porque o bom senso é contagioso
e dá sempre cabo deles.

in “O que resta do dia”, Judith Herzberg,
cavalo de ferro, 2007

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Isabel Nogueira

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