quinta-feira, maio 15

Através de uma mosca livreira tivemos acesso a um pequeno “diálogo” entre a CML, APEL e UEP.

CML: Meus senhores, vamos ter calma e ser civilizados, a fim de resolvermos o problema da Feira do Livro de Lisboa.

APEL: Problema! Não havia problema nenhum até esses senhores chegarem.

UEP: Quem nós?

LEYA: Cala-te! Não estão a falar de ti.

APEL: Por razões pré-históricas, achamos que a feira deve ser realizada por nós.

LEYA: (Sussurrante) Ainda não perceberam que estão extintos…

APEL: Vêem, vêem… eles é que começaram com as ofensas.

UEP: Quem nós?

LEYA: Cala-te! Não estão a falar de ti.

APEL: Estes senhores defendem apenas os interesses do grande capital e não querem saber das classes operárias.

LEYA: E por vocês andávamos todos de bata azul como na China de Mao-Tsé-Tung.

APEL: Vocês são uns Mouros!

LEYA: Galegos!

UEP: Quem nós?

LEYA: Cala-te! Não estou a falar de ti.
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Jaime Bulhosa

3 comentários:

Faroleiro disse...

Totalmente DIVINO!!!!
De rir aé a inauguraçao da feira do Livro de Lisboa!
Talvez no proximo seculo!

Rui Pedro Lérias disse...

De facto está engraçado.

Pena não haver uma associação de livreiros. Há uma mista, uma de editores mas falta de de livreiros.

E irá fazer falta nos próximos tempos para assegurar igualdade de condições no acesso aos livros. Nos EUA houve um processo importantíssimo que obrigou as editoras a disponibilizarem a todas as livrarias os mesmos preços para encomendas iguais.

Para quando isto em Portugal? OU já é assim?

Pó dos Livros disse...

Grande ideia, mas infelizmente em Portugal ainda não é assim. Talvez cheguemos lá daqui a uns… 10 anos.
Obrigado pela dica.

Jaime