sábado, maio 3

Nem só de livros

Pois é, nem só de livros se fala no blogue de uma livraria e hoje apetece-me falar de música, ou melhor, apetece-me falar de fado, apetece-me falar de Camané, apetece-me falar de SEMPRE DE MIM.
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Camané, Sempre De Mim,
EMI Valentim de Carvalho, 2008
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Quando vamos ler a poesia cantada por Camané, surge-nos primeiro um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen que, no disco, Camané não canta, nem diz:
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SE TODO O SER AO VENTO ABANDONAMOS
E SEM MEDO NEM DÓ NOS DESTRUIMOS,
SE MORREMOS EM TUDO O QUE SENTIMOS
E PODEMOS CANTAR, É PORQUE ESTAMOS
NUS, EM SANGUE, EMBALANDO A PRÓPRIA DOR
(...)
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e se sentimos que estes versos estão lá, porque é assim que Camané se nos apresenta e nos oferece a sua arte, sentimos também que antes de os lermos, porque o ouvimos cantar, já o sabíamos.
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Isabel Nogueira

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