sexta-feira, junho 6

Como é que eu não me lembrei disto?!

Passei por uma das mais representativas livrarias de Lisboa e deparei com esta montra. Fiquei a sentir-me um parvo. Como é que eu não me lembrei disto?! De facto, há gente que é visionária. Por estas e por outras é que os pequenos livreiros não vão para a frente.
Realmente, devo estar rodeado de idiotas... Eu não posso pensar em tudo e ninguém aqui na Pó dos Livros pensou numa forma de aproveitar este grande momento da literatura portuguesa que é o Euro 2008! Ou seja, ninguém se lembrou de dar destaque a obras como as do Cristiano Ronaldo, do Nuno Gomes ou desse «gigante» da literatura que é o José Mourinho. Claro, se estes assuntos não passam na televisão, como poderia eu lembrar-me? Ah, a propósito, entre os diversos livros que estavam na montra dessa mesma livraria, um intitulava-se: «Como Tornar-se Doente Mental». Seria piada?... Bem... Viva Portugal!
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Jaime Bulhosa

4 comentários:

Miguelangelo disse...

Srº. Jaime Bulhosa cada qual faz as montras que quer; se o Srº. não se lembrou de aproveitar o Euro 2008, deveria ter-se lembrado - ou não me diga que a Pó dos Livros existe para dar prejuízo? É por estas e por outras que que as coisas não andam neste país...

Miguelangelo disse...

Agora mais a frio,permita-me discorrer mais um pouco sobre este seu post. Em primeiro lugar pedir desculpa pelo tom que usei no comentario anterior,não foi o mais indicado.

Segundo, como o Srº Jaime Bulhosa sabe, existem acordos entre editoras/grupos editoriais e cadeias de livrarias para serem feitas montras de destaque; e neste caso, na Bertrand do Chiado, (pois foi dessa livraria que o Srº Jaime Bulhosa tirou a fotografia) existem várias montras que permitem não só cumprir com os tais acordos de destaque como também fazer montras que sejam consideradas potenciais geradoras de mais valias para a própria loja. E foi este o caso, precisamente; não vem ao caso se concordo com essa montra; a verdade é que numa lógica de vendas, de mercado, fez sentido (para alguém) ter esta montra assim.

Aliás é curioso que desde há uns anos a esta parte, a palavra que mais se ouve e escreve no que aos livros diz respeito é: mercado; e não aquela que seria suposto que é: livro(s).

Infelizmente estamos cada vez mais subjugados a esta lógica mercantilista, e salvo excepções, como a sua Pó dos Livros; parece que este circo criado à volta do livro, veio para ficar.

Bem haja.

Pó dos Livros disse...

Caro Miguel Ângelo,

Claro que cada um faz as montras que quer. Também sei que há acordos comerciais a cumprir e eventualmente a Pó dos livros também os poderá fazer. Mas com isso não quer dizer que abdique daquilo que considero ser os padrões mínimos de qualidade e responsabilidade perante os meus clientes. O que está em causa é o seguinte: num país em que se lê tão pouco e se vê tanto futebol não me parece que uma das mais emblemáticas livrarias do país necessite, também ela de promover o futebol, já por si suficientemente divulgado.

Jaime Bulhosa

Miguelangelo disse...
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