quarta-feira, outubro 1

Estratégia FNAC

Segundo a notícia do «Público», se a comunidade FNAC como lhes chamam os seus responsáveis, tem 250.000 aderentes, fazendo um raciocínio simples (não esquecendo que a margem perdida nos descontos praticados fica por conta do fornecedor, já que as margens oferecidas são superiores às da maior parte do retalho) e, se cada cartão custa 15€ e 5€ para quem é estudante de acordo com o folheto exposto na Internet pela empresa. Fazendo por hipótese uma média de 10€ cada cartão, multiplicarmos por 250.000 dá dois milhões e quinhentos mil euros facturados com o a venda do cartão. Mesmo com todas as vantagens que o cliente possa ter, por possuir um cartão FNAC, (não ponho em causa que sim) não deixa de ser um grande negócio para a FNAC.
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Jaime Bulhosa

8 comentários:

Luís Filipe Silva disse...

Por outro lado, visto da perspectiva do cliente, imaginando que o preço médio do livro seja 15 Euros, significa um desconto de 1,5 euros por livro e apenas 10 livros para o cartão compensar - a partir daí é só vantagens.

Restringir aos clientes com cartão faz assim todo o sentido para a FNAC, pois para quê a distinção de alguém ser considerado cliente FNAC se o tratamento comercial que realmente interessa (o junto da caixa) era idêntico para toda a gente?

Num país com uma política comercial do livro perfeitamente indigente, que insiste em manter o preço a nível livreiro praticamente fixo ao longo dos anos de existência da edição e só na feira do livro surge a oportunidade de encontrar descontos significativos - ao contrário de mercados como o americano, no qual já se percebeu que o livro tem actualmente um factor de "desvalorização" ao longo do tempo semelhante ao dos carros e da informática, e que deve ser "despachado" logo que passe um prazo razoável (portanto ao final de um ano do lançamento podem encontrar-se fins de edição por um preço de pechincha na Borders e no Wal-Mart) - esta é uma das poucas medidas possíveis para dinamizar o mercado (parece-me, que não sou livreiro, mas viciado em livros).

Espero que do exemplo da FNAC surja uma resposta à altura das livrarias independentes, criando por exemplo um cartão comum às livrarias participantes para aliar a atractividade inerente a estes espaços livreiros com uma vantagem financeira para o leitor.

Cmps
LFS

Teresa Coutibnho disse...

Em relacção à Fnac, não acho que seja assim tão vantajoso. O desconto que possamos ter nessas lojas , também podemos ter noutros sitios.

Só poderá ter algum beneficio, quando se compra alguma coisa mais dispendiosa, o cartão pode funcionar como de crédito. Mas mesmo aí há contra-partidas.

Rui Pedro Lérias disse...

Eu não gosto de cartões. Nem de gasolina, nem de supermercados, nem de livrarias. Acho que o desconto deve estar já reflectido no preço do produto.

Mas sei que os mesmos resultam, daí ter também sugerido há algum tempo um cartão comum a livrarias independentes.

Quanto à FNAC, cresceram com o desconto, acham que já não precisam dele. Aliás, só não acabam com os livros de vez para não dar mau aspecto. A informática, música e filmes deve ser uma percentagem crescente do seu negócio.

CAP CRÉUS disse...

Bom dia,

Em tempos tive o cartão fnac, já que era cliente assíduo das lojas. NO dia em que me obrigaram a renovar o dito cartão, e ainda por cima com multa, fiz queixa e desisti. Desde então nunca mais lá voltei e não faço tensões disso!
Longa vida à Pó dos Livros.

Pó dos Livros disse...

Obrigado cap créus.

pó aos livros disse...

A propósito: alguém sabe o que é feito da Associação dos Livreiros Independentes? O que é que foi feito, em concreto, desde a sua fundação?

Pó dos Livros disse...

Pó aos livros, boa piada…

As Livrarias Independentes ainda não existem enquanto associação. O que existe é um movimento de livrarias independentes que está a trabalhar no sentido de criar uma associação. Mas como deve calcular não é uma tarefa fácil, requer consenso geral das muitas pessoas envolvidas, para além dos requisitos legais necessários para a formar.

pat disse...

Boas, começo por dizer que a FNAC nunca me seduziu, apesar da inegavel variedade na oferta, livrarias prefiro as pequenas, aconchegantes, muitas vezes com pó, chamem-me romantica se quiserem, música e filmes é pior, mais dificil de escapar ao monopolio fnaciano, se a Fnac não tem determinado filme, já sei que é praticamente impossivel encontrar noutro sitio, infelizmente.Nunca tive cartão de cliente.Não me sinto tentada a ter.Não vejo porque tenho de pagar 15 euros para fazer compras naquela loja, com ou sem vantagens, não paguei para ter o cartão da bertrand (que também não uso, mas enfim), não paguei para ter cartão da Letra12, nunca paguei para ter cartão nenhum.Não é suposto o cartão servir para fidelizar o cliente?Parece que a FNAC funciona ao contrário e é bem sucedida, não faltam por ai escravos da FNAC. Precisamos de concorrencia!

cumprimentos