sexta-feira, outubro 24

José Rodrigues dos Santos, orgulho nacional.

Devo ter espírito de merceeiro. Gosto de tirar o lápis de trás da orelha e fazer umas contas rápidas num pedaço de papel aproveitado de uma folha A4, usada e dividida em seis bocados para poupar. As contas que faço são complexas, como derivar e primitivar operações com funções reais com n variáveis. Não são apenas somas e multiplicações simples, mas pelo menos tenho o mérito de não usar calculadora. Só um lápis e borracha, e esta só é necessária quando, como neste caso, se trata de números com muitos dígitos. Não vou aqui fazer nenhuma crítica com notas de rodapé (como este post muito engraçado de José Mário Silva), até porque nunca li uma linha sequer de qualquer livro de JRS. Estava a pensar avançar primeiro para obras com menos páginas.

Vamos então às contas: a obra de JRS, e focando-me apenas nos livros de ficção, é composta por 6 volumes. Desde o livro “A Filha do Capitão” (2004) até este último, “A Vida Num Sopro” (2008), JRS escreveu 3227 páginas em quatro anos. Tendo em conta que cada página tem em média 3000 caracteres, chegamos ao extraordinário número de 96810000 caracteres. É um orgulho nacional ter mais um guinness português, não acham?
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Jaime Bulhosa

2 comentários:

Pantapuff disse...

o JRS é d facto um bom escritor, ainda só tive a oportunidade de ler um dos seus livros:"a formula de Deus", mas assim que puder quero ler outros...

Teresa Coutinho disse...

Não há muito a dizer depois de tanto que se disse do senhor. É sempre bom conhecer os escritores para se avaliar as suas intenções. Quanto à sua escrita, gostei do 1º livro "A filha do capitão". Os outros, talvez sejam um pouco repetitivos.