segunda-feira, março 31

Perguntas e Respostas

Durante as férias no Rio de Janeiro, ao passar de táxi na praia de Ipanema o Vasco de cinco anos pergunta: Pai! As ondas aqui também funcionam de noite?

Para saber responder a esta e outras perguntas aconselho a leitura do livro “Breve História de Quase Tudo”, Bill Bryson, Quetzal.




Jaime Bulhosa

sexta-feira, março 28

Turista Intencional

Gosto de cidades. Gosto de andar à deriva pelas ruas, sem programa, sem “sítios a não perder”, tentando despistar os clichés e encantando-me quando os apercebo. Gosto de me misturar com os de lá, parecendo que pertenço, mas com o gozo de ver de fora. Gosto de voltar, apoderar-me mais um pouco, sabendo que não perderei a liberdade de ser uma estranha. Ah, poder experimentar assim Lisboa!
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Veio isto a reboque de uma nova remessa de “Moleskines” que chegou à Pó dos livros. Entre elas vinha o “City Notebook Lisboa”, dá mesmo vontade de sair por aí a olhar com olhos de ver e, de caneta em punho, anotar a minha cidade.
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Isabel Nogueira
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quarta-feira, março 26

árvores livrescas

Afinal, livrarias onde crescem árvores. Chama-se Lloyd's of Kew Bookshop, fica em terras londrinas, e lá dentro estica os seus ramos uma irresistível "árvore de livros", recheada com algumas preciosidades. Confesso que não me importava de ver uma árvore destas nascer aqui na Pó dos Livros, cheia de antigos livros da Arcádia, da Moraes, da Minerva, da Portugália e de muitas outras edições que não gostava de ver desaparecer.

Outros livros que passeiam: pelas paredes, em comboios, com molduras, e pelo tempo com um ar "vintage/anita".


Débora Figueiredo

Poesia Erótica

É sabido e certo que se juntarmos um bando de livreiros, editores, autores e outros que tais, inevitavelmente ouviremos apenas daquelas conversas chatas, repletas de solenidade cultural e grandiosas tiradas intelectuais. Atentem nesta:
Reunido um tal bando à volta da mesa do jantar, a conversa versava, às tantas, sobre os tiques da profissão. Unânimes, os livreiros presentes diziam que constantemente envergonhavam familiares e amigos por desatarem a endireitar os livros ou a colocá-los nos expositores vazios, em livrarias alheias. Logo, uma editora confessou que já tinha “arrumado livrarias” para, digamos assim, proporcionar aos seus livros o destaque que lhes era devido. Foi então que um dos autores presentes, afirmando que ele próprio arrumava os livros nas livrarias que frequentava e os mudava de lugar de acordo com as suas preferências e a importância relativa que lhes atribuía, defendeu que tal se tratava até de um valioso serviço prestado à causa da cultura. "Por exemplo, se eu chegar à secção de poesia e vir a Florbela Espanca por cima do Fernando Pessoa, é óbvio que os troco e ponho o Fernando Pessoa por cima da Florbela Espanca." Responde outro de imediato, " Tu também és mauzinho, eles se calhar preferiam assim, coitados!"


"Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica"

Selecção, prefácio e notas Natália Correia

Antígona/Frenesi, 2005

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EPHITALAMIUM

(...)

Para a igreja vos arranca

um animado e ruidoso murmurar.

Na ordenada ala o sol se entorna.

Os olhares que sitiam a noiva

apalpam como mãos suas ancas seus seios.

Como a roupa de dentro colada à sua pele

cercam-na bloqueiam toda a possível greta

levantam-lhe a camisa

como se atormentando

ou lhe solicitando

a escondida fenda.

in English Poems III, Fernando Pessoa, tradução Natália Correia

Isabel Nogueira

sexta-feira, março 21

dia da árvore

Sempre gostei do Dia da Árvore, e das suas celebrações que passam sempre por plantarmos mais árvores, o que só me parece bem. Aqui, na Pó dos Livros, como não temos espaço para plantar uma árvore, vamos festejá-lo a ler um livro. Chama-se "A Árvore Generosa" e há muito que tínhamos vontade de falar dele e da editora que o publicou, mas decidimos guardá-lo para este dia especial.
A editora chama-se Bruaá e promete um trabalho interessante, para já gostei da ideias dos icons que se espalham pelo seu site e marcadores do livro (ímpar, tocante, intemporal, selecionado) e da frase: "manter sempre ao alcance das crianças!". E achei muito feliz a escolha deste clássico de Shel Silverstein para estreia - uma história lindíssima.
Desejamos-lhes um bom começo e ficamos curiosos à espera dos novos livros que irão editar.

Débora Figueiredo.

quarta-feira, março 19

"PENSEI QUE O MEU PAI ERA DEUS"

(...)Normalmente era a minha mãe que aparecia, mas, neste caso, foi o meu pai. Ninguém gostava muito de Mr. Bernhauser, mas o meu pai dedicava-lhe um ódio muito especial porque ele ficava com todos os brinquedos e bolas que fossem parar ao seu quintal. De maneira que, um dia Mr. Bernhauser desatou a gritar connosco para nunca mais tocarmos na sua querida ameixeira e vai o meu pai pergunta-lhe qual era o problema. Mr. Bernhauser respirou fundo e lançou-se numa diatribe sobre miúdos ladrões, delinquentes, ladrões de fruta e monstros em geral. Imagino que o meu pai já estava farto e mais que farto do vizinho, pois gritou-lhe que fosse morrer longe – de preferência longe, acrescentou, mas também podia ser ali. Mr. Bernhauser parou de gritar, olhou para o meu pai, ficou vermelho que nem um pimento, depois roxo, agarrou-se ao peito, de roxo passou a cinzento e, lentamente, afundou-se no chão do quintal. Pensei que o meu pai era Deus.
in Pensei Que o Meu Pai Era Deus, de Robert Winnie
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"PENSEI QUE O MEU PAI ERA DEUS"
Antologia organizada por Paul Auster
Edições Asa, 2006, pvp: 16.00€
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Isabel Nogueira

Livros com Pó

Chegaram anteontem à livraria mais "novos livros velhos" que trouxemos da última expedição pelos alfarrabistas. Agora, que estão arrumados na mesa, a dificuldade é mesmo escolher.
Eu, continuo indecisa entre o "Solo Virgem", de Turguéniev, numa edição da Futura (1975) e, qualquer um da colecção Arcádia de bolso . O mais desejado -"A Vida Difícil" do Italo Calvino (o nº 1 da colecção)- fica à espera de nova viagem, porque desta vez só encontrámos um exemplar.


"Pais e Filhos" de Turguéniev, Presença, 1963.

"Uma aventura em Ferrara" de Bóris Pasternak, Inquérito (capa de Vespeira).

"O homem e o espectro" de Charles Dickens, Arcádia, 1967

"Viver não custa" de Françoise Sagan, Bertrand (Unibolso), 1973


Débora Figueiredo.

terça-feira, março 18

Última Jornada

Rafael Bordalo Pinheiro
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Rafael Bordalo Pinheiro
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Damos aqui por terminado o nosso Campeonato (ver post com este título). O resultado de 62% para a equipa do Eça, contra 38% para a equipa do Camilo, não nos surpreendeu, a mundanidade de Eça torna-o mais atraente para o nosso tempo.
Não esperávamos, no entanto, uma disputa Norte-Sul (introduzida, aliás, pelos nossos leitores do Norte, feverosos adeptos do Camilo – parece que as gentes do Norte são mais bairristas, até na literatura!). Esta disputa torna-se ainda mais divertida, quando Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa (coisa de que até recentemente, poucos lisboetas se podiam gabar) e Eça de Queiroz nasceu na Póvoa de Varzim.
Vale o que vale, mas agradou-nos também o facto de Camilo e Eça terem suscitado mais comentários que o habitual, tanto aqui no blog e no mail, como na livraria.
Coincidência ou não, na manhã seguinte a termos lançado esta brincadeira, um cliente levou “A Corja” de Camilo Castelo Branco e “Uma Campanha Alegre” de Eça de Queiroz, (ambos em edição da Lello - essa tradicional editora do Norte de que nós aqui na Pó dos livros tanto gostamos). E é só isso que temos a ganhar com este campeonato: um lembrete, uma vontade renovada para ler Eça e ler Camilo,
Obrigado a todos por terem participado.
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Isabel Nogueira

sexta-feira, março 14

Sementes

Marcelo Cubículo, munido do seu bloco de notas, dispõe-se a partir numa fantástica aventura. Vai em busca das “(...) mais notáveis sementes. Sementes de Cabanas. Sementes que bastaria plantar e regar para ver uma cabana germinar. Encontram-se ao pé das cabanas, e cabanas, há pelo mundo inteiro”. Conduz-nos assim, maravilhados, pelos quatro cantos da Terra (e do Mar), dando-nos conta das mais extraordinárias cabanas e dos seus habitantes. Partilha connosco as suas descobertas científicas. Conta-nos as suas peripécias e faz o balanço dos sucessos e insucessos da sua missão.
Como este é um blog de livreiros, Marcelo Cubículo envia-nos notícias desta cabana que encontrou «Em Paris, num bairro com caracter. (...)
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Cabana de Livros
(ou para ler)
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Mora lá Baptista Alfarrabista. É um velho de costas curvas, conhecido por ser o homem que mais livros leu no mundo.
“Dantes morava numa casa como toda a gente, contou-me ele na sua voz maliciosa. Mas perdia demasiado tempo a ir à biblioteca ou à livraria fazer as minhas aquisições. Um belo dia resolvi virar uma página e viver rodeado dos meus livros.(...)»




Sementes de Cabanas
Philippe Lechermeier e Éric Puybaret, Kalandraka, 2007
PVP: 22,00€



Este é um livro para ler e para ver, para reler e rever, em todas as idades e sem deixarmos nunca de querer voltar.

Isabel Nogueira

"A Chave Secreta Para o Universo"

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Dos meus dois anos de aulas de físico-química no liceu, retenho apenas uma árida lembrança de tabelas periódicas, fórmulas para calcular massas e problemas com alavancas e roldanas. Foi, por isso, com alguma surpresa que percebi o entusiasmo da minha filha e dos primos, quando assistiram às suas primeiras aulas desta disciplina. Eles começaram então a falar (e – socorro! - a perguntar) de cosmos, big-bang, buracos negros e “é por isso que a lua não cai”, como se tivessem acabado de sair dum simulador de realidade virtual. A minha surpresa pareceu-me então descabida. Os miúdos são naturalmente curiosos e, com a abordagem certa, a Física e a Química podem ser empolgantes Afinal, melhor que qualquer outra disciplina, nos fazem querer perceber o mundo, desde os factos mais quotidianos – Porque é que a nossa imagem no espelho é simétrica a nós? - às inocentes perguntas das crianças - Como é que o açúcar se transforma em Algodão Doce? - até à questão definitiva – Quem somos, donde vimos, para onde vamos? Não sei se algum dia nos darão de facto “A Chave Secreta Para o Universo” mas, entretanto, podemos espreitar pelo buraco da fechadura!
--- "A Chave Secreta Para o Universo"
Lucy & Stephen Hawking, Editorial Presença, 2008
PVP: 12,50€
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Isabel Nogueira

quinta-feira, março 13

Brasil

Vou de férias para a terra de: Ruben Fonseca, Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Vinicius de Morais, Machado de Assis, João Ubaldo Ribeiro entre muitos outros. Nas dez longas horas de viagem, para lá e para cá, vou tomando uma caipirinha de contos.


PVP 42.95 "Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século" Objectiva 2000

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Jaime Bulhosa

terça-feira, março 11

Camilo


Sem querer influenciar ninguém, encontrei algumas referências a Camilo Castelo Branco por aqui e por ali:

A Casa Museu de Camilo.

E ESTAMOS A PERDER!

Débora Figueiredo.
*caricatura de Camilo Castelo Branco por Vasco.

Ana Hatherly

Ana Hatherly, poetisa, romancista, ensaísta e artista plástica, comemora este ano 50 anos de carreira literária. A Biblioteca Nacional assinala o facto, com uma mostra documental evocativa da sua obra. Amanhã, 12 de Março, às 18:00 horas, na Livraria da Biblioteca Nacional realizar-se-á uma sessão com a presença da autora.
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Labirinto de Letras, Ana Hatherly
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A SILENCIOSA FORÇA DAS FLORES
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A silenciosa força das flores
Emana de suas cores
Que são a sua voz
Os seus anúncios
O seu mosaico de intenções
E digressões
Vitais em seus prenúncios
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Sua beleza
Sua inestimável fineza
Está
Em seu corpo a corpo com o desejo
Sua façanha é
Inspirar o beijo
Do errante visitante que as fecunda
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Silentes
Apelam
Dando gritos de perfume
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in “A NEO-PENÉLOPE”
Ana Hatherly, & etc, 2007
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Isabel Nogueira

segunda-feira, março 10

Campeonato






Aqui na Pó dos livros temos dois clubes. (Não, este não vai ser mais um post sobre futebol.) Temos os do Eça (a Isabel e o Jaime) e os do Camilo (a Débora e o Carlos). Não questionamos nem comparamos a grandeza de cada um, é apenas uma questão de afectos. Jogue connosco neste campeonato, votando no inquérito com este título. Sabemos que apurar vencedores não faz qualquer sentido, mas podemos divertir-nos e ver qual é claque mais barulhenta.

sábado, março 8

Feministas

- Tem o último da mulher do Paul Auster? Eu devia saber o nome dela... , sorri a cliente a desculpar-se.
- Eu também nunca me lembro do nome dessa autora, respondo compreensiva, deslocando-me ao computador.
- Ainda por cima, já li outros livros dela. Acho-a excelente...continua.
- “Aquilo Que Eu Amava”, informo, enquanto digito o título na base de dados. E sigo, cúmplice, por acaso acabei de o ler, gostei imenso! Cá está, chama-se Siri Hustvedt.
- É isso mesmo. O nome soa-nos um pouco estranho e vamos pelo caminho mais fácil...,diz a minha amiga.
- Enquanto retiro o livro da estante: pois é, acontece-me o mesmo. Mas é indecente, digo estendendo o livro à minha companheira. A...a...(como é que ela se chama?)...
- Siri Hustevedt, em coro, lendo o nome na capa do livro, correligionárias debruçadas sobre o balcão.
- A Siri Hustvedt merece ser reconhecida é pelo seu trabalho!
- Sem dúvida!
E despedimo-nos, satisfeitas com a solidariedade feminina.
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À laia de protesto, sugiro-vos alguns “maridos” pelos quais nos podem perguntar aqui na Pó dos livros: um filósofo francês que viveu com a Simone de Beauvoir; um dramaturgo norte-americano que foi casado com a Marilyn Monroe; aquele escritor baiano que era casado com a Zélia Gattai; o Henry não-sei-quantos, aquele que foi amante da Anaïs Nin...ah! e, claro, o marido daquela grande romancista, poetisa e ensaísta norte-americana, a....a...


“Aquilo Que Eu Amava”,
Siri Hustvedt, Edições Asa,
Preço: 17,00€
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Isabel Nogueira

sexta-feira, março 7

O primeiro livro da colecção «Deixar Marcas»

Todos os profissionais do marketing acreditam que a economia portuguesa precisa de marcas fortes. Com uma série de obras prestigiadas, mas de cariz extremamente prático, a colecção «Deixar Marcas» oferece aos empresários e gestores portugueses os recursos essenciais para darem um novo fôlego às suas marcas e às suas empresas.
Em «O Culto das Marcas – Quando os Consumidores Se Tornam Verdadeiros Crentes», Douglas Atkin estabelece um paralelismo entre os impulsos que levam ao consumo de certas marcas e as crenças associadas aos cultos e práticas de devoção.
«Uma leitura obrigatória para quem acredita que as marcas podem trazer lucros às empresas.» (Sergio Zyman, ex-director de marketing da Coca-Cola, autor de «O Fim do Marketing tal como o Conhecemos»)
PVP 19.90€ Edição Tinta-da-China, 2008

3 livrarias inglesas

Scarthin Books em Derbyshire, Cromford é conhecida como a "livraria mais agradável de Inglaterra". O seu livreiro contrapõe esta afirmação com muito sentido de humor, lembrando que o mote original era "uma livraria para a maioria das minorias".
A livraria está recheada de livros novos e em 2ª mão, um confortavel café e um recanto de curiosidades. Confesso que também prefiro o segundo mote e gostei da ideia da livraria ser especializada em "diversidade". E claro, que já faz parte da minha lista imaginária de livrarias para visitar.

Pearkik Books - dizem que é o paraíso para quem gosta de livros infantis e tem um serviço de entregas especial.

E uma vista do interior da Camilla´s Bookshop.


Débora Figueiredo

quinta-feira, março 6

Já fazia falta no blog um tema como este.

Existe um tema do qual ainda não falei aqui no blogue: o futebol, fonte de novas correntes literárias. Estão a pensar: o que é que o futebol tem a ver com os livros? Tudo. Escrevem-se livros com verdadeiras teorias filosóficas, económicas, sociológicas, psicológicas, acerca do jogo e das suas diversas aplicações para a vida prática. Para além disso, existem prosas extraordinárias sobre apenas uma jogada, sobre apenas um movimento técnico, e nasce através do seu vocabulário próprio um novo léxico.
Nada está mais na moda entre a intelectualidade nacional, do que o futebol. Basta observar com atenção aquilo que se leva para ler no estádio enquanto se espera. Dantes, levava-se os jornais desportivos, a Bola, o Record. Hoje não! É comum ver-se um Dostoievski, um Philip Roth, um W.G. Sebald na mão dos espectadores, e os aparelhos de rádio que se leva para ouvir o relato têm por trás um locutor com um discurso altamente erudito que, para gente comum como eu, é difícil de perceber.

O nível do público mudou. Eu, por exemplo, já fui ver o Benfica acompanhado não por um mas por dois intelectuais, verdadeiros intelectuais, daqueles que vivem do que pensam e escrevem livros a sério. Pois bem, esta alteração nos frequentadores dos estádios de futebol, sobretudo nos estádios do centro e do sul do país, e não nos do norte (deve ser por isso que eles ganham), levou a uma alteração substancial nos insultos inteiramente necessários ao espectáculo. Hoje já não se chama boi preto ao árbitro, mas sim bovis niger ou filius meretrix. Quando um avançado da nossa equipa falha um golo, já não se diz vou dar-te cabo…, mas sim vou dar-te cabo dos teus genitalis masculinus pater, fora todas as referências a obras literárias, como quando a selecção portuguesa perde e se diz que é a “Decadência dos Povos Peninsulares”. Infelizmente, estes insultos não são entendidos pela maioria dos jogadores e portanto não exercem o efeito necessário, mas que é cultura, lá isso é.
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Jaime Bulhosa

Lançamento na Casa Fernando Pessoa

Dia 8 de Abril pelas 18h30 na Casa Fernando Pessoa.
O livro será apresentado por Jorge Listopad.
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Ainda sem data definida, será feita também uma apresentação do livro aqui na

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(Ver Post anterior)
À venda nas livrarias na próxima semana

quarta-feira, março 5

Pré-Publicação "O Que Está Escrito Nas Estrelas", de José Carlos Fernandes


José Carlos Fernandes, ilustrador e autor consagrado de banda desenhada, publica agora um álbum de horoscopia muito peculiar. Com belíssimas ilustrações e textos divinatórios, num tom entre a ironia e o surrealismo, uma paródia em torno da futurologia «científica».
«O Que Está Escrito nas Estrelas»
um horóscopo de assombroso rigor científico, elaborado com base na sabedoria milenar dos magos caldeus, dos druidas de Stonehenge e dos sacerdotes-astrónomos de Chichén Itzá, aliada às mais modernas observações do telescópio Hubble e à capacidade de cálculo dos computadores do CNRS
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(Ver parte do interior do livro)
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PVP 21.90€, Edições Tinta-da-China 2008

Glicínia

Chegou hoje à livraria o documentário de Jorge Silva Melo "Conversas com Glicinía", Artistas Unidos . Chegou hoje e ainda não parei de o espreitar.

A primeira vez que vi Glicínia Quartin foi no filme Dom Roberto de Ernesto de Sousa e nunca mais a esqueci. Voltei a revê-la algumas vezes na Cornucópia, e na televisão - uma Winnie (em Dias Felizes de Samuel Beckett) que não me deixava respirar colada ao ecrã a vê-la afundar, e que agora não consigo encontrar referências. Inesquecível.

E agora está aqui, mesmo ao meu lado, uma caixa cheia de conversas "conversadas" com Jorge Silva Melo e eu, só consigo imaginar-me sentada em casa naquela hora da noite em que tudo acalmou, a ouvi-la falar, contar, provocar.
Chegou hoje e já sei que logo vai comigo para casa.

Do verso do DVD:

"Gosto tanto de a ouvir falar, à Glicínia. Mas não queria que ela falasse só comigo. Por isso fiz este filme, para partilhar as minhas conversas com Glicínia Quartin."

Jorge Silva Melo

"Não sei do que gosto mais, se de ouvir o que pensa (que não pára de pensar), se de a ouvir contar tanta vida que viveu (que não sabe estar parada sem viver), se de a ver brincar (que a vida para ela tem de ser festa). Gosto de a ver representar: pensa, mexe-se, brinca, imagina e enquanto representa conta coisas que conhece do que viu nos outros. Conversa, de facto ("não achas?", "lembras-te?", "e tu?", "quero perguntar-te uma coisa"), curiosa de mim, de ti, de todos os outros e de todas as coisas, firme no que decide e a querer saber o que o outro quer, sempre a pedir esse "tu". Inventa-se e inventa espaço. Transporta a alegria. Sem peso. Sempre em movimento. Porque vive em sedução. E porque ama como ninguém a sua e a minha e a tua e a nossa liberdade. Há mais actriz? Há mais pessoa? Melhor amiga?"

Luís Miguel Cintra

"Olha que é uma frase do Rainer Maria Rilke: uma profissão não chega para uma vida. Não chega? Para mim não chega. Se me aparecesse agora alguma coisa, eu ainda ia. Às vezes penso nisso."

Glicínia Quartin
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Débora Figueiredo

Mãe sofre!

Pai sofre!


Pai Casaco
Pai avião
Pai cabide
Pai travão
Pai grua
Pai tractor
Pai sofá
Pai motor
Pai esconderijo
Pai colchão
Pai bóia
Pai esfregão
Pai chocolate
Pai seta
Pai cofre
Pai meta
Pai ambulância
Pai despertador
Pai escadote
Pai doutor
Pai carrossel
Pai cavalinho
Pai túnel
Pai pequenino!
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PVP 11.90€ Planeta Tangerina
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Jaime Bulhosa

terça-feira, março 4

Mercado Editorial e Livreiro

Ao pesquisar informação para fazer um post sobre o mercado editorial e livreiro, deparei-me com algumas frases de escritores e outros que o espelham muito melhor do que eu.
Para quê inventar:

É absurdo ter uma regra rigorosa sobre o que se deve ler ou não. Mais de metade da cultura intelectual moderna depende do que não deveriamos ler.
Oscar Wilde

Há muitos livros escritos para evitar espaços vazios na estante
Carlos Drummond de Andrade

Dá tanto trabalho escrever um livro mau como um bom; ele brota com igual sinceridade da alma do autor.”
Aldous Huxley

Nunca leias um livro que não tenha pelo menos um ano de idade.
Ralph Emerson

O editor é alguém que separa o joio do trigo - e publica o joio.
Adlai Stevenson

A cultura valeu-se principalmente dos livros que fizeram os editores ter prejuízo.
Thomas Fuller

Nenhum livro para crianças deve ser escrito para crianças.
Fernando Pessoa

Nunca entendi como dois homens se podem juntar para escrever um livro. Para mim, é como precisar de três pessoas para produzir um filho.
Evelyn Waugh

Na verdade um livro que não merece ser lido duas vezes não é digno de ser lido nem uma vez.
Jean Paul

Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.
Machado Assis

Para mim, a televisão é muito instrutiva. Quando alguém a liga, corro à estante e pego um bom livro para ler.
Groucho Marx

A máquina tecnologicamente mais eficiente que um homem jamais inventou é o livro.
Northorp Frye

Basta ler meia página do livro de certos escritores para perceber que eles estão despontando para o anonimato.
Stanislaw Ponte Preta

Nunca leio um livro antes de o analisar: a leitura influência negativamente.
Sydney Smith

O bom livro é aquele que se abre com interesse e se fecha com proveito.
Amos Alcott

Os maiores pensadores do mundo não têm a menor ideia de como o mercado funciona... e é precisamente por isso que ele funciona.
Tom Peters

A glória assemelha-se ao mercado: por vezes, quando nos demoramos, os preços baixam.
Francis Bacon

O segredo do mercado está em levar as coisas de onde abundam para onde são mais caras.
Ralph Emerson

As grandes livrarias são monumentos da ignorância humana. Bem poucos seriam os livros se contivessem somente verdades. Os erros dos homens abastecem as estantes.
Marquês de Maricá

As empresas existem para criar e preservar seus clientes. Não para criar produtos, como muita gente imagina. Os produtos são efémeros; os clientes não.
Don Peppers

É bom ter livros de citações. Gravadas na memória, elas inspiram-nos bons pensamentos.
Winston Churchill

Jaime Bulhosa

Morreu - Maria Gabriela Llansol

segunda-feira, março 3

Guardião-mor dos livros

A propósito de termos sido invadidos por um bichinho chamado Lepidoptera Librorum (ver post com o mesmo nome), uma leitora encontrou uma solução:


“No Verão passado visitei a biblioteca do Palácio de Mafra. Bonita, com muitos livros, muito bem arrumados e que guardam tantas histórias, a dada altura a guia deliciou-nos com a história do guardião-mor dos livros - um morcego pequenino que vive por ali comendo os bichitos antes que eles cheguem aos livros. Quem sabe se não seria uma solução.”
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(Cristina GS)

sábado, março 1

Aparelhos de alta tecnologia

Aqui na , só usamos aparelhos altamente sofisticados.
Muitos dos nossos clientes, principalmente aqueles com menos de 20 anos, têm tido grande dificuldade em usá-los, inclusive hoje, uma cliente com 15 anos tentava carregar nos "botões".
Para facilitar o seu uso futuro, decidimos colocar um filme moderno sobre a sua utilização:





Um documento histórico

Será que os livros da ainda são feitos assim?

Jaime Bulhosa

Sugestão

Começa a manhã a ajudar o Joanica Puff a inventar uma música sobre as folhas das árvores e os pingos da chuva, enquanto passeiam pela floresta; logo depois do almoço não te esqueças de passar na casa da Zé, e junto com o Júlio, o David, a Ana e o Tim apanha o barco que já está no cais à vossa espera com destino à Ilha do Tesouro e, prepara-te para muitas aventuras; à tarde, há panquecas com doce e brincadeiras disparatadas em casa da Pipi das Meias Altas, o Tomás e a Anita também vão lá estar; no fim do dia, não vais querer perder o pôr-do-sol nas margens do rio, acompanhado pelo amigo Rato, o Toupeira e o Texugo, enquanto escutas as mil histórias que eles têm para contar.

"Puff e os seus amigos", A.A. Milne, ilustrações de E.H. Shepard, Relógio d'Água.

"Os Cinco na Ilha do Tesouro", Enid Blyton, Notícias.

"Pipi das Meias Altas", Astrid Lindgren, Difel.

"O Vento nos salgueiros", Kenneth Grahame, ilustrações de E. H. Shepard, Tinta da China.

Bom fim-de-semana.


Débora Figueiredo.