quarta-feira, abril 30

Estou confuso…

Correção ao post anterior: onde se escreve “fato” deve escrever-se “facto”, esta palavra mantêm o “c”. Ou seja, existem palavras em que se pronuncia a consoante na norma lusoafricana e a mesma não é proferida na norma brasileira e vice-versa. Trata-se, portanto da coexistência de duas grafias no universo da língua portuguesa no novo acordo ortográfico.
Pela distração, peço desculpa.
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Jaime Bulhosa

terça-feira, abril 29

atual

Não tenho opinião sobre o novo acordo ortográfico, deixo isso para quem sabe destas coisas.
De fato, para mim é ótimo, como já escrevia mal, assim pode ser que passe despercebido.
Para que não fiquem na dúvida, se o que leem é erro ou se pelo contrário já reflete o atual acordo, aqui fica este livrinho.
Hão de aprender…

Texto Editores, PVP 4.90€
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Jaime bulhosa

segunda-feira, abril 28

Dia 16 de Maio pelas 21h 30




Coisas

Pintura contemporânea, bolo-rei, fotocópias em papel A4, jantares de aniversário, girassóis, boas maneiras à mesa, anos bissextos, eleições, melancias, quociente de inteligência, cascas de caracol, comércio electrónico, filas de trânsito, beleza, faróis, a Segunda Guerra Mundial...O que é que todas estas coisas têm em comum? Ou talvez devessemos perguntar, o que é que todas as coisas têm em comum?


"A Matemática das Coisas",
Nuno Crato, Gradiva, 2008
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Isabel Nogueira

sábado, abril 26

Sextante





Muito bonita a página da Sextante Editora.

Opiniões

Gostei de ler este artigo de opinião “Uma parte da guerra” de Francisco José Viegas sobre a (des)organização da Feira do Livro deste ano. Embora, não concorde inteiramente com a frase: “O ideal seria, evidentemente, que cada editor (e, no futuro, cada grupo editorial, uma vez que o mercado mudou) planeasse os seus stands com inteira liberdade”. Tenho algumas dúvidas, se não seria aumentar cada vez mais o fosso entre grandes grupos editoriais e pequenas editoras. Introduzir uma lógica de mercado em tudo que fazemos, pode ser a meu ver, tão perigoso como a criação de regras de uniformização.
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, abril 24

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andersen


História de Uma Flor,
Matilde Rosa Araújo, João Fazenda (ilustração),
Editorial Caminho, 2008
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Isabel Nogueira

Câmara de Lisboa entrega Parque à APEL para fazer Feira do Livro

Autarquia rejeita pedido da UEP, alegando que chegou mais tarde e que não é possível entregar o Parque Eduardo VII a duas entidades distintas
A Câmara de Lisboa decidiu entregar o Parque Eduardo VII à Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) para que esta entidade aí organize a habitual Feira do Livro, entre 21 de Maio e 9 de Junho, e recusou um pedido idêntico que lhe tinha sido apresentado para idênticas datas e pelo mesmo local pela organização rival da primeira, a União de Editores Portugueses (UEP).

terça-feira, abril 22

Resposta ao passatempo

A resposta ao passatempo é: Parágrafo lipograma (não utiliza uma das vogais, neste caso a vogal “i”). Agradecemos a todos a participação.

O passatempo foi retirado do novo livro “DECICLOPÉDIA” de Gideon Haigh, Edições Tinta-da-China. Tradução e Adaptação: Vladimiro Nunes.
PVP 14.95 €. Nas livrarias a 28 de Abril.


Uma «enciclopédia» tão hilariante quanto informativa. Seleccionados e agrupados segundo critérios inauditos, descubra Dez Lugares com Nomes Mórbidos, Dez Coloquialismos de Casino, Dez Dias Que Nunca Aconteceram, o Comprimento do Pénis de Dez Espécies. Descubra também, como nunca antes vistos, Dez Sinais Usados pelos Vagabundos Americanos, Dez Assinaturas de Grandes Artistas. E ainda, como nunca antes lidos, Dez Slogans Publicitários de Alexandre O’Neill, a História dos Dez Piratas mais famosos do mundo…

Excertos:

segunda-feira, abril 21

Realidade virtual

- Por favor! Procuro uma livraria chamada Amazon.
- A Amazon não é uma livraria.
- Não! Mas vende livros, não vende?
- Sim…
- Pode indicar-me onde fica?
- Não se pode lá ir…
- Porquê, fica assim tão longe?
- Na Internet.
- Como… na Intermete?
- Não me diga que nunca ouviu falar do Cyber-espaço?
Na defensiva.
- claro que já ouvi!
- Fico mais descansado.
- Então… diz-me ou não?
- O quê?
- Onde fica esse tal… Cyber -espaço.
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Jaime Bulhosa

Hábitos de Leitura

Entre este inquérito (PNL) e o da (APEL), em qual é ficamos?

Uma coisa é certa, quando toca a responder sobre os nossos hábitos de leitura geralmente temos tendência para dizer que lemos mais do que na realidade lemos.
O que não é necessariamente mau, apenas significa que cada vez mais reconhecemos a importância da leitura.
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Jaime Bulhosa

sábado, abril 19

em trabalho...


Também fui à feira do livro de Londres. Podia aqui dizer que foi em trabalho, (coitado de mim...) Não passa de uma boa desculpa. A verdade é que a maior parte das pessoas faz como eu, aproveita a viagem e junta o útil ao agradável. Faz um bom passeio sem putos, umas compras, visitas aos museus e às excelentes livrarias. Por fim, vê uma boa peça de teatro.
É neste contexto e beneficiando da presença em Londres de um perito nestas coisas, fui ver a peça de Alan Bennett, “The History Boys”. Se tiver que lá ir em trabalho, (coitado...) Não deixe de ver esta peça, se não, leia o livro.
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Jaime Bulhosa

sexta-feira, abril 18

Nada como reclamar...

Finalmente chegaram os dois volumes do "O Homem Sem Qualidades" de Robert Musil, Dom Quixote.
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Débora Figueiredo

quinta-feira, abril 17

Breves infantis

A revista "Malasartes-cadernos de literatura para a infância e juventude" está de volta. Depois de tanto tempo desaparecida, regressa com o nº 15 e é agora editada pela Porto Editora. As boas notícias são que a linha editorial não difere muito dos números anteriores da revista, parecendo-me mais completa.

A Relógio D'Água vai editar o Feiticeiro de Oz, de L.Frank Baum, e ainda bem!

Está quase a chegar à Pó dos Livros o "O mundo num segundo" um livro novo da editora Planeta Tangerina.

"Cerca" de Natalia Colombo foi o livro vencedor da 1ª edição do Prémio Internacional Compostela de Álbuns Ilustrados (via Planeta Tangerina).

Dois livros novos, um menos novo e um antigo:

Mariluz avestruz, Rachel Chaudler e Bernardo de Carvalho, OQO

A Casinha de chocolate, J.E.W.Grimm e Pablo Auladell, Kalandraka


Pinguim em fundo branco, António Torrado, Afrodite


Débora Figueiredo.

sexta-feira, abril 11

As penas do costume...

Este desentendimento entre APEL e UEP sobre a Feira do Livro fez-me lembrar um objecto que nós aqui na Pó dos Livros usamos muito: O Espanador de Penas.
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Ao que parece a APEL quer deixar o pó onde está, enquanto a UEP que dar uma boa sacudidela. O problema é que quando se usa o espanador o pó simplesmente levanta voo e volta a poisar, normalmente em casa de quem tem um espanador mais pequeno…
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, abril 10

Nomes e Marcas

Há quem pense que o nome de uma empresa é irrelevante para a construção de uma marca consistente. Eu tenho uma opinião oposta, acho que o nome tem grande influência na implementação de uma marca e diz muito sobre a sua missão e posicionamento no mercado. Senão vejamos: Quem contrataria os serviços de uma agência funerária com o nome: “Divina Comédia” ou uma companhia de aviação com a sigla: TSDC “Tudo O Que Sobe Deve Convergir” ou ainda uma agência de viagens com o nome: “Vai E Não Voltes Tão Depressa”, se calhar alguém ainda se lembra de chamar a uma livraria “Pó dos Livros”.
Posto isto, lembrei-me de fazer um inquérito sobre nomes de Editoras, e perguntar qual o nome mais conseguido. Das centenas de opções seleccionei dez nomes (subjectivamente, claro) e dividi-as em dois grupos: editoras de edições gerais e editoras de livros infantis. Participe.
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Jaime Bulhosa

Pré-Publicação "A Globalização no Divã"


A Globalização no Divã
Coordenação de Renato Miguel do Carmo, Daniel Melo e Ruy Llera Blanes, Edições Tinta-da-China
PVP: 16.90€

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Uma nova geração fala dos efeitos da globalização no mundo contemporâneo.
Um grupo de jovens investigadores nascidos na geração de 70 reuniu-se para explorar as muitas vertentes que a globalização, tão discutida nos dias que correm, apresenta.
Das viagens virtuais pela internet até aos filmes do James Bond rodados no Sudeste Asiático, passando pelos benefícios e malefícios da globalização da ciência ou dos regimes de trabalho e pelas políticas de liberalização do comércio externo, os autores aventuram-se por caminhos variados, propondo ideias e teorias que inevitavelmente estimularão acesos debates.

quarta-feira, abril 9

Um passeio pela Pó

(Taxímetro 1971)
Quando tiver tempo, apanhe um táxi e venha à Pó dos livros. Estaremos sempre livres para o receber.
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(Gramofone Portátil 1930)
Enquanto percorre as mesas e vê as últimas "novidades", oiça música no nosso Gramofone portátil. O seu iPod é uma mera imitação.

(Telefone 1907)
Estamos sempre actualizados e em contacto com os melhores escritores do nosso e doutros tempos.

(Voigtlander)
Uma visita que ficará fotografada na sua memória.
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Jaime Bulhosa

terça-feira, abril 8

Curiosidades

A Biblioteca Apostólica Vaticana é a mais antiga da Europa, mesmo não sendo a primeira biblioteca Papal. Foi o primeiro núcleo de colecções pontifícias (religiosas), fundada por Nicolau V em 1450, com a herança das velhas bibliotecas dos Papas.
Em 1475, seu sucessor, Sisto IV, fiel ao espírito renascentista, decidiu permitir o acesso dos eruditos aos 2.524 textos santos e profanos ali reunidos. No começo, a biblioteca teve um carácter especial: era composta por Bíblias e trabalhos teológicos, mas especializou-se depois em trabalhos seculares, sobretudo, os clássicos em grego e em latim.
Actualmente possui mais de 8,3 mil incunábulos (livros impressos nos primórdios da imprensa, por volta do século XV), 150 mil codex manuscritos, 100 mil gravuras e desenhos, 300 mil moedas e medalhas e quase 20 mil objectos de valor artístico.

É também a biblioteca no mundo que possui a maior colecção de livros sobre sexo.
Vá-se lá saber porquê…
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Jaime Bulhosa

sexta-feira, abril 4

Classificações

Uma das tarefas que aqui na Pó dos Livros às vezes implica alguma dificuldade é a da classificação dos livros para sua posterior arrumação na secção correcta. Todos os livros são classificados com um tema, que normalmente é óbvio. Por exemplo: um romance de um escritor português será classificado em Ficção / Lusófona; um livro sobre o regicídio, em História de Portugal /Contemporânea. Mas existem outros que, pela sua temática, geram por vezes entre nós, discussões quanto à classificação. É o caso deste: depois do estrondoso sucesso comercial da “Estrela de Joana”, o livro “A Estrela de Madeleine”, de Paulo Pereira Cristóvão, Editorial Presença.
Para sua classificação, sugeri aos meus colegas a criação de um novo tema: Oportunismos. Não sei se concordam comigo?

Jaime Bulhosa

Passatempo - Pó dos livros / Quidnovi


"Quanto tempo demorará a notar algo de estranho neste parágrafo? Parece tão vulgar que poderá pensar que não há nada de errado com ele, e de facto não há. Mas, no entanto, é fora do vulgar. Porquê? Se o observar bem e pensar um bocado, pode ser que descubra. Eu não vou ajudá-lo de forma alguma. Você está por sua conta. De certeza que, se for perseverante, a solução lhe há-de ocorrer. Ou talvez não. Agora, faça-se ao trabalho e tente a sua sorte."
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Nota: Temos 10 livros "A Conspiração Medici", Peter Watson, Edição Quidnovi para oferecer às primeiras 10 respostas correctas. Basta para isso que nos envie um e-mail (podoslivros@gmail.com) com a seguinte informação: Nome, Morada e resposta correcta.
Logo que receba um e-mail da Pó dos Livros com a confirmação do prémio, poderá levantá-lo na loja.
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(Caso viva fora da grande Lisboa poderá pedir o envio do mesmo por correio)

terça-feira, abril 1

Maio'68


Ilustração Pedro Vieira
(clic na imagem para aumentar)

Mosaico

Mosaico é o nome da editora e foi uma das descobertas mais curiosas da nossa última viagem pelos alfarrabistas. A colecção chama-se "Pequena Antologia de Obras Primas"e o nome "pequena" refere-se só mesmo ao formato dos livros (uma espécie de pequenos fascículos), porque a colecção é extensa. São pequenas novelas ou contos de vários autores - Machado de Assis, Selma Lagerlöf, Vladimiro Korolenko, Blasco Ibañez, entre muitos outros - e, começa da melhor forma com Camilo Castelo Branco, o nº 1 da colecção ("O Cego de Landim").
As capas de Bernardo Marques são lindíssimas e é caso para dizer "já não se fazem livros assim".


Débora Figueiredo.