sexta-feira, outubro 31

Livros que valem a pena... voltar a falar


Lembrei-me de destacar livros que por já não serem novidade deixaram de se ver nas livrarias (excepto na pó dos livros, claro). Não porque celebrem alguma efeméride ou sejam clássicos que se aconselham sempre, mas que por algum motivo aleatório me voltaram a cair nas mãos, como foi o caso deste MPB.pt, uma selecção de entrevistas a músicos e cantores brasileiros no programa Pessoal e...Transmissivel de Carlos Vaz Marques. Já agora oiçam Camané e Mário Laginha numa actuação única, há dois anos, no lançamento deste livro.
Jaime Bulhosa

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"Eu Fui o Capitão do Exodus"

Ike Aronowicz tinha apenas vinte e três anos quando se tornou comandante do Exodus. Sessenta anos depois, conta a longa e dramática travessia do Mediterrâneo, em Julho de 1947, com 4545 judeus a bordo, refugiados dos campos nazis e candidatos à emigração clandestina para a Terra Prometida. A odisseia termina com uma batalha feroz contra as forças britânicas que marcará a memória internacional. Alguns meses depois, no dia 29 de Novembro de 1947, a ONU decide a criação do Estado de Israel.
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Sextante Editora
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(Lançamento do livro na Pó dos livros dia 6 de novembro)

Resposta ao passatempo


A resposta correcta ao último passatempo: George Orwell.

Na esquina entre Pound Street e South End Green em Londres existia uma livraria onde George Orwell trabalhou entre 1934 e 1935, hoje transformada em Pizaria. Orwell viveu nesse mesmo edifício onde escreveu o texto “Bookshop Memories”.



quinta-feira, outubro 30

Dia 01 de Novembro às 16h – Sala de Leitura Jorge de Sena do CCB


No dia 01 de Novembro, na segunda sessão organizada pelos Livros Cotovia para a comemoração dos 20 anos da editora.
Neste evento, assistiremos a uma lição do Professor Vítor Aguiar e Silva sobre Camões e a uma leitura de alguns poemas pelo actor Luis Miguel Cintra.
A entrada é livre para todas as sessões até ao limite da capacidade da sala. É aconselhável a confirmação da presença para os eventos de 01 de Novembro, 09 de Novembro e 16 de Novembro, através do telefone 213471447 ou do mail info@livroscotovia.pt


Não Perca Os 3 - com Francisco Louçã

O casamento entre pessoas do mesmo sexo. 1,50''

Práticas da CML, J.S. Fernandes 7,20''

"Manuela Ferreira Leite, seguro de vida para Sócrates" 3,30''

"Uma ditadura nunca é de esquerda" 9,30''

Sem noção...


Esta pequena estória passou-se há uns anos na Bulhosa Livreiros de Entrecampos com um colega meu:

- Por favor, necessitava da sua ajuda.

- Com certeza, é para isso que aqui estamos.

- Vou ser franco consigo, eu tenho uma nova namorada e ela gosta muito de ler. Veja lá, só os da Margarida leu-os todos, no fundo é uma intelectual. Antes de a levar lá a casa gostaria de adquirir alguns livros para iniciar uma pequena biblioteca. Sabe, para a impressionar!

- Tem ideia do critério que deseja para formar essa biblioteca?

- Sim, pelo início! Queria livros de autores começados pela letra A.

Jaime Bulhosa

terça-feira, outubro 28

Última hora (M.S.Tavares)

História da China

Stephen G. Haw começa por explicar as civilizações pré-históricas de há quatro mil anos atrás, seguindo para o desenvolvimento do comércio das sedas. Aqui encontramos a origem das principais invenções da era pré-moderna - o papel, a pólvora, a bússola magnética -, que seriam transmitidas da China para o mundo ocidental. Das gloriosas dinastias Tang e Song, durante as quais nasceriam as grandes cidades chinesas, passamos ao período de declínio e do esforço ocidental para dominar este território gigante. Finalmente, Haw percorre os anos conturbados e as vitórias da Revolução Chinesa, bem como as mudanças progressivas que foram ocorrendo desde os anos setenta até aos dias de hoje, nomeadamente a transferência dos últimos territórios sob controlo ocidental para o Governo chinês e o desenvolvimento fulminante da economia do país.Como se afirma logo no ínicio deste livro: «O Oriente é uma universidade na qual o estudante nunca consegue o diploma. É um templo onde o suplicante adora, mas nunca vê o objecto da sua devoção. É uma viagem, na qual se vislumbra sempre o objectivo, sem nunca se conseguir alcançá-lo.»
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Tema: História
tradução: Joana Estorninho de Almeida e Rita Graña
1.ª edição: Outubro de 2008
n.º de páginas: 376
formato: 15.5x23.5 cm
isbn: 9789728955809
pvp: 24.75 euros

segunda-feira, outubro 27

O Pequeno Azulejo



«O Pequeno Azulejo» com ilustrações e texto de Tosca é o primeiro livro editado em português pelas Editions Chandeigne.

domingo, outubro 26

Debate "Não Perca Os 3" na Pó dos livros

Debate "NÃO PERCA OS 3" dia 28 de Outubro às 21h30, com Fernanda Câncio, Pedro Mexia e Rui Tavares. Convidado Francisco Louçã. Temas: E se fosse Primeiro Ministro? - As eleições americanas .

sexta-feira, outubro 24

O Governo Sombra


O Governo Sombra reune-se às 19h, na TSF, mas já se pode espreitar um pouco http://tinyurl.com/6jtq9k pelo buraco da fechadura do estúdio.


Via twitter Carlos Vaz Marques

Isto é que era uma capa de livro...

(Retirado daqui)
«Não consigo deixar de pensar que o mais interessante de tudo o que se tem passado à volta dos problemas no sistema financeiro é a súbita explosão de opiniões - muito certas e definitivas, claro - sobre a falência do sistema capitalista e as alterações estruturais que esta crise vai implicar.»

José Rodrigues dos Santos, orgulho nacional.

Devo ter espírito de merceeiro. Gosto de tirar o lápis de trás da orelha e fazer umas contas rápidas num pedaço de papel aproveitado de uma folha A4, usada e dividida em seis bocados para poupar. As contas que faço são complexas, como derivar e primitivar operações com funções reais com n variáveis. Não são apenas somas e multiplicações simples, mas pelo menos tenho o mérito de não usar calculadora. Só um lápis e borracha, e esta só é necessária quando, como neste caso, se trata de números com muitos dígitos. Não vou aqui fazer nenhuma crítica com notas de rodapé (como este post muito engraçado de José Mário Silva), até porque nunca li uma linha sequer de qualquer livro de JRS. Estava a pensar avançar primeiro para obras com menos páginas.

Vamos então às contas: a obra de JRS, e focando-me apenas nos livros de ficção, é composta por 6 volumes. Desde o livro “A Filha do Capitão” (2004) até este último, “A Vida Num Sopro” (2008), JRS escreveu 3227 páginas em quatro anos. Tendo em conta que cada página tem em média 3000 caracteres, chegamos ao extraordinário número de 96810000 caracteres. É um orgulho nacional ter mais um guinness português, não acham?
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, outubro 23

Ministra preocupada com alta taxa de insucesso no 1º Ciclo

«É um problema que ainda não conseguimos resolver definitivamente e precisamos de resolver. Temos de conseguir concretizar aquilo que são os objectivos da Educação e do Sistema Educativo que é todas as crianças aprenderem a ler e a escrever bem nos primeiros anos de escolaridade»

(Ver mais aqui)

No rescaldo da Feira de Frankfurt… (Será boato?)


Pelos corredores da feira de Frankfurt ouvia-se em surdina um rumor:

«Os Booktailors vão comprar a Leya»

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Jaime Bulhosa

Causas Da decadência Dos Povos Peninsulares




«Meus Senhores:A decadência dos povos da Península nos três últimos séculos é um dos factos mais incontestáveis, mais evidentes da nossa história: pode até dizer-se que essa decadência, seguindo-se quase sem transição a um período de força gloriosa e de rica originalidade, é o único grande facto evidente e incontestável que nessa história aparece aos olhos do historiador filósofo. Como peninsular, sinto profundamente ter de afirmar, numa assembleia de peninsulares, esta desalentadora evidência. Mas, se não reconhecermos e confessarmos francamente os nossos erros passados, como poderemos aspirar a uma emenda sincera e definitiva? O pecador humilha-se diante do seu Deus, num sentido acto de contrição, e só assim é perdoado. Façamos nós também, diante do espírito de verdade, o acto de contrição pelos nossos pecados históricos, porque só assim nos poderemos emendar e regenerar.»
Antero de Quental

Edições tinta-da-china
tema: Clássicos Ensaio
prefácio: Eduardo Lourenço
1.ª edição: Outubro de 2008
n.º de páginas: 120
formato: 13.5x20 cm
isbn: 9789728955700
pvp: 14.40€

Contra Capas


«É assim que o activo "touriste" atravessou grande parte da Europa, em menos de 50 dias: 46 foram eles ao certo, porque o Sr. Cordeiro partiu de Lisboa no dia 3 de Junho, às 8 da noite, e voltou no dia 20 de Julho, às 3 da tarde: ele próprio nos quis dar, no seu livro, estas informações precisas. Nestes 46 dias viu Madrid, Paris, Roma, Veneza, Viena de Áustria e boa parte da Alemanha. Chama-se a isto andar depressa, e a viagem faz honra ao sistema de viação acelerada! (...)O estilo parece-nos melhor do que o dos outros livros do Sr. Cordeiro. E ousaremos confessá-lo? Tendo o Sr. Cordeiro escrito tanto, sobre tantos assuntos, altos, profundos e até graves, este livro, ligeiro como é, vagabundo e escrito a correr, parece-nos o seu melhor livro! Desculpe-nos o publicista, o homem de ciência, o crítico, o economista, o filósofo: damos a palma ao viajante. Entreteve-nos, divertiu-nos o seu livro de "Viagens". É que ninguém está bem senão no seu elemento – e, decididamente, a divagação é o elemento natural do Sr. Luciano Cordeiro, e as narrativas de viagens o seu verdadeiro género literário.»


Antero de Quental, sobre «Viagens: Espanha e França», de Luciano Cordeiro

Edições tinta-da-china
tema: ClássicosEnsaio
prefácio: Ana Maria Almeida Martins
1.ª edição: Outubro de 2008
n.º de páginas: 104
formato: 13.5x20 cm
isbn: 9789728955717
pvp: 14.40€

«Não existe autor em Portugal que escreva tanto e tão rápido...»


Virginia Woolf

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«Resgatada ao silêncio, a voz de Virginia Woolf, na única gravação que chegou até nós: Não é isto um tesouro?»

(Via Twitter Carlos Vaz Marques)

segunda-feira, outubro 20

Passatempo





Propomos para este passatempo que nos digam quem foi o livreiro que escreveu o texto em causa? Avançamos uma dica: é hoje considerado um dos mais importantes escritores do século XX.


"Quando trabalhei num alfarrabista – lugar facilmente idealizável, quando não se trabalha lá, como uma espécie de paraíso onde cavalheiros encantadores procuram incansavelmente volumes encadernados a pele – aquilo que mais me surpreendeu foi a escassez de pessoas verdadeiramente livrescas. A livraria tinha um catálogo excepcionalmente interessante, mas duvido de que sequer dez por cento dos nossos clientes fosse capaz de distinguir um bom de um mau livro. Os snobes das primeiras edições abundavam mais dos que os amantes da literatura.Muitas das pessoas que apareciam eram daquele género que seria um transtorno em qualquer outro sítio, mas que têm magníficas oportunidades numa livraria. Por exemplo, a amorosa velhinha que deseja «um livro para uma inválida» ou a outra amorosa velhinha que leu um livro óptimo em 1897 e pergunta se será possível arranjar-lhe um exemplar. Infelizmente, não se lembra do título do livro nem do nome do autor nem propriamente da história, mas lembra-se, isso sim, que a capa era vermelha. Para além destas, há duas outras pragas bem conhecidas que assombram todos os alfarrabistas. Uma é a pessoa decadente que cheira a côdea de pão velho e que aparece diariamente, com frequência várias vezes ao dia, tentando vender livros inúteis. A outra é a pessoa que encomenda grandes quantidades de livros e não tem qualquer intenção de algum dia vir a pagá-los. Chega e solicita um qualquer livro raro e caro, obriga-nos a prometer vezes sem conta que lho guardaremos, e depois desaparece para não mais voltar. "




Nota: O texto foi traduzido e adaptado gentilmente por Madalena Alfaia. Segundo julgamos saber nunca tinha sido traduzido para português.

Nota1: Temos 5 livros “Breve História Da Guerra Civil de Espanha” Helen Graham, Edições Tinta da China para oferecer às primeiras 5 respostas correctas. Basta para isso que nos envie um e-mail (podoslivros@gmail.com) com a seguinte informação: Nome, Morada e nome do escritor. Logo que receba um e-mail da Pó dos Livros com a confirmação do prémio, poderá levantá-lo na livraria.

(Caso viva fora da grande Lisboa poderá pedir o envio do mesmo por correio)








O teste

“Conforme sugeres, não há dúvida que seja qual for o divertimento que a leitura de uma pura novela nos proporciona, raramente conseguimos extrair qualquer prazer artístico da sua releitura. E este é talvez o teste mais prático para distinguir o que é literatura daquilo que não é. Se não conseguimos voltar a ler um livro, não adianta tê-lo lido uma vez (...)”, in O Declínio da Mentira, Oscar Wilde, Vega, 1991

Isabel Nogueira

No próximo sábado, dia 25, estas casas vão ser habitadas pelo Pó dos livros.

sábado, outubro 18

lol

"A maior parte das pessoas não age com coerência. Em certas circunstâncias uma pessoa age de forma inteligente, e noutras essa mesma pessoa comporta-se como ingénua. A única importante excepção à regra é representada pelas pessoas estúpidas que, normalmente, mostram a máxima propensão para a plena coerência em qualquer campo de actividade."
Este parágrafo é retirado de "As leis fundamentais da estupidez humana" o segundo ensaio de Carlo M. Cipolla, incluído no livro "Allegro Ma Non Troppo", editado pela Texto & Grafia.
No primeiro ensaio, com o título "O Papel Das Especiarias (E Da Pimenta, Em Particular) No desenvolvimento Económico da Idade Média", o autor analisa... o papel das especiarias (e da pimenta, em particular) no desenvolvimento económico da Idade Média... e mais uma coisita ou outra.
No mínimo, um livro estupidamente divertido!


Isabel Nogueira
No próximo sábado, dia 25, este veado vai passear pelo Pó dos livros.

sexta-feira, outubro 17

Gente do leste

Os russos estão a invadir as livrarias! Não, não se trata de uma nova vaga de imigração, são os autores russos clássicos que não param de chegar! Em novas edições e reedições, têm chegado nos últimos tempos, primeiro discretamente, depois quase em catadupa, autores e títulos que os leitores recebem com entusiasmo. Por nós dizemos: Senhores Tolstoi, Dostoievski, Turgueniev, Bulgakov, Lermontov, Gogol, .... muito nos honram, sejam bem vindos!
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Isabel Nogueira
No próximo sábado, dia 25, esta sereia vai flutuar pelo Pó dos livros.

quinta-feira, outubro 16

Teaser

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“O filho do médico jazia na cama, rígido, em contracções. Corpo inundado de suor, sentia-se febril. Pela fresta da janela, via o desenho anguloso da rua – uma árvore, um telhado, três janelas – que obscurecia, vagarosamente. Um fio ténue de fumo subia direito da chaminé em frente. No quarto, baixo e abobadado, adensava-se agora a escuridão, mais pesada ainda que na rua. Pela janela aberta, vertia-se o calor asfixiante do início de Verão; aureolavam-se de verde, no crepúsculo vaporoso, os candeeiros a gás. Em noites de Primavera, cai, por vezes, este nevoeiro impalpável, que tinge de reflexos verdes as luzes da rua. Na cozinha, a criada passava a ferro e cantarolava. Reflectindo-se obliquamente na vidraça da janela aberta, crepitou o ferro de passar num círculo lúbrico em brasa, como fósforo sulfuroso que se risca numa tábua, na escuridão; nesse instante a rapariga rodava sobre a cabeça a chapa de ferro incandescente.
Jazia, rígido, e olhava em frente, com náuseas. O bando debandara às três horas. Assim de repente, tinha a sensação de acordar de um sonho horrível; mas tudo se havia de compor, e depressa, bastava acordar de vez, sair, fazer frente à vida e levar as coisas com afabilidade e aplicação. Esboçou um ricto, doloroso. E, lentamente, ergueu-se, recuperou a consciência de cada um dos seus membros, bamboleou as pernas, vagueando em volta com ar abismado. Em movimentos pesados, arrastou-se da cama, dirigiu-se ao lavatório, e, tacteando na escuridão, procurou o jarro, inclinou a cabeça sobre a bacia e molhou o cabelo e a fronte suados com água quente, estagnada. Pingando, encaminhou-se, meio às cegas, para a porta, até encontrar o interruptor. Sentou-se à mesa, e, com a toalha felpuda e distraída, começou a esfregar a cabeça.”
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É assim que começa o último romance de Sándor Márai editado pela Dom Quixote: “Rebeldes”. E já não apetece parar de ler!
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Isabel Nogueira

terça-feira, outubro 14

no infantil

Chegaram “novos livros velhos” à Pó dos livros. Vêm directamente dos armazéns da Livros Horizonte e já estão muito bem instalados numa das bancadas da secção infantil.
A maior parte pertence às colecções Sete Estrelas e Pássaro livre da Livros Horizonte e chamei-lhes "velhos" porque as datas de edição rondam os anos 80. As histórias e as ilustrações são mais do que actuais e foi um prazer revê-las, enquanto as arrumava - "Os presentes" e "As três maçãs" de Maria Keil; "Tudo gira em toda a parte" de Fernando Miguel Bernardes com ilustrações de Pedro Carvalheiro; "O coelho barafunda" de José Barata-Moura com ilustrações de Luiz Duran; "Helena e a cotovia" de Sidónio Muralha com ilustrações de Fernando Lemos; "As bolas de sabão" de Ana Leão com ilustrações de Leonor Santa-Rita, entre tantos outros.


Deixei aqui espaço para um especial, o meu preferido - "Baltazar e Barnabé" de Eva Janikovski e László Réber, Livros Horizonte, 1985.

Débora Figueiredo.

segunda-feira, outubro 13

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"O Bobby vive ao pé de um monte,
tão alto e inclinado,
que faz perder o horizonte
a quem não tiver cuidado.

O carrinho do Bobby, certo dia,
ladeira abaixo se escapou;
a ama, em gritos, acodia,
o Bobby, folgão, disparou."

de "O livro inclinado" de Peter Newell, Orfeu Negro (colecção Orfeu Mini), tradução de Rui Lopes, 2008.

Corra pelas páginas de "O livro inclinado", atrás do Bobby e do seu carrinho "desvairado", na inclinada e irresistível edição da Orfeu Negro, que chegou na sexta-feira à Pó dos livros.


Débora Figueiredo

sábado, outubro 11

Quando a velhice chega

A velhice não chega com a primeira madeixa de cabelos brancos, mas sim quando deixamos de perceber os nossos filhos.

- “O Jiraya disse que o Kabuto era do mesmo nível do Kakashi mesmo sem Sharigan.”
(Afonso Bulhosa 12 anos)

Nota: Não sei se os nomes estão bem escritos.

Jaime Bulhosa

Foi Você Que Pediu Uma História da Publicidade?





(Faça clique na imagem para aumentar)
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Autor:Luís Trinda­de
Revisão:Tinta ­da ­china
Capa e composição:Vera Tavares
Capa dura
248 páginas
25,1 x 20,6 cm
(igual a Primeiras Páginas
e Lisboa Revolucionária)
pvp 44,00 Euros

quinta-feira, outubro 9

Major Alvega


O herói clássico de banda desenhada Battler Britton, popularizado em Portugal com o nome “Major Alvega”, regressa este mês às livrarias portuguesas pela mão da editora BDMania, com uma história inédita comemorativa dos 50 anos da personagem. A história assinada pelo britânico Garth Ennis e pelo neozelandês Colin Wilson – chega a Portugal no dia 20 de Outubro, dois anos depois da edição nos Estados Unidos, que assinalou, na altura, os 50 anos da estreia do major da Força Aérea Britânica.A edição portuguesa integra um texto introdutório, assinado por João Miguel Lameiras, que explica porque é que nas histórias publicadas em Portugal, nos anos 1960 e 1970, Battler Britton foi rebaptizado de Major Alvega.

O que se vê no abc



Um café e uma crónica

Passam poucos minutos das oito da manhã, estou sentada num café de bairro, com uma italiana e a revista Visão, aberta na crónica de Lobo Antunes, sobre a mesa. Esta pausa antes de começar um dia de trabalho reconcilia-me com a tarefa de motorista de uma filha com horário escolar madrugador.
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“(...) Desde que me conheço que aguardo a minha vez. A minha vez de quê? E lá fora uma chuvinha sem peso. Um princípio não bem de frio, de desconforto.”
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Enquanto hesito entre se mestria de Lobo Antunes é uma excelente maneira de começar o dia ou se vou ficar deprimida com as vidas e misérias que tão bem capta e resume
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“(...) A do alto no pescoço
-Molha-me o pijama todo
e a que não tem alto enviuvou: uma coisa no pâncreas resolveu-lhe o matrimónio em três meses e enfiou-lhe, em lugar de uma, duas alianças no dedo”
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na mesa à minha frente foi-se sentando, sem eu dar por isso, um grupo de septuagenárias. Agora reparo nelas porque as vozes sobem de tom e conversam animadamente... sobre livros.
...
-E as personagens não têm nome...
...
-Eu empresto-te, vais adorar!
...
-Andei o verão todo a ler a obra do Machado de Assis.
...
-Ah! Eu tenho que me ir embora, senão chego atrasada à ginástica.
-Eu também vou, já recomecei a natação...
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O grupo dispersa e eu continuo a folhear a revista onde, inevitavelmente, um dos grandes temas é a actual crise financeira. Inspirada pela conversa que “cusquei”, decido que vale a pena investir mais no meu pé-de-meia para a reforma. Para já vou adquirir dois activos cujo lançamento no mercado é noticiado na revista, são totalmente isentos de risco e têm elevado retorno garantido:
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"O Arquipélago da Insónia"
António Lobo Antunes
Dom Quixote, 2008

"A Faca Não Corta O Fogo - Súmula & Inédita"
Herberto Hélder
Assírio & Alvim, 2008

Isabel Nogueira

Nobel 2008


O Prémio Nobel da Literatura deste ano vai ser entregue ao francês Jean-Marie Gustave Le Clézio, anunciou esta manhã o Comité da Academia Sueca.

Poemas desenhados por Almada Negreiros expostos pela primeira vez

Três poemas desenhados por Almada Negreiros em 1920 vão estar expostos pela primeira vez em "Caligrafias - Uma Realidade Inquieta", exposição com obras de trinta artistas portugueses e estrangeiros que abre ao público sábado no Museu das Comunicações.

(Ver mais aqui)

quarta-feira, outubro 8

Não leya entre linhas...

Uma moeda e um cigarro.

Passo por eles todos dias, sei que estão ali mas não os vejo. É como se fizessem parte da paisagem arquitectónica, como se fossem estátuas que já não vemos, por tantas vezes as termos olhado. Interrogo-me sobre o seu passado e imagino as suas histórias. Não são residentes, porque isso implica ter uma residência. No entanto, vivem aqui. São os sem-abrigo das Avenidas Novas.

Há uns meses atrás, num sábado de manhã, quando o movimento nesta zona da cidade diminui substancialmente em relação aos dias da semana, um sem-abrigo, cuja face me é familiar, entra na livraria. Estava com um aspecto mais limpo do que o habitual, barba feita e roupa lavada, não teria mais de cinquenta anos. Não diria que era um sem-abrigo se não o soubesse; talvez por isso se tenha aventurado a entrar sem receio. Pede-me uma moeda e um cigarro, que eu prontamente lhe cedo. Ao voltar as costas para se ir embora inclina a cabeça, coloca a mão na orelha, como quem a abre para ouvir melhor, faz um sinal afirmativo com a outra mão e diz:

- A música que se ouve na loja é “In a Sentimental Mood”, de Duke Ellington.

Espantado, respondo que sim, não é toda a gente que reconhece o piano de Duke Ellington. Não parou mais, a conversa seguiu por Milles Davis, John Coltrane, Elvin Jones, Bill Evans, Chet Baker, Shirley Horn e tantos outros. Depois passou inevitavelmente para os livros: Victor Hugo, Albert Camus, Balzac, Flaubert. Decididamente, preferia os francófonos, eu quase sem dizer nada, estupefacto com tanto conhecimento, sem qualquer exagero, era das pessoas mais cultas com quem tinha tido, ultimamente, o prazer de conversar. No final, agradeceu a moeda e o cigarro e saiu. Recentemente, há uns dias, voltei a cruzar-me com ele, disse-lhe olá, ele não me reconheceu, pediu-me uma moeda e um cigarro, agradeceu e partiu.
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Jaime Bulhosa

segunda-feira, outubro 6

Miguel Esteves Cardoso a imprensa e os blogues

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Miguel Esteves Cardoso, esta segunda-feira, Pessoal e... transmissível, na TSF, depois das 19h com Carlos Vaz Marques.

Colóquio Internacional


Começa hoje, na Fundação Gulbenkian, um colóquio internacional sobre Eduardo Lourenço, promovido por iniciativa do Centro Nacional de Cultura (CNC) a pretexto dos 85 anos do autor. Durante dois dias ouvir-se-ão comunicações de cerca de 40 investigadores, e ainda, a encerrar, os testemunhos pessoais de figuras como José Saramago, Bérnard da Costa, Maria Helena Rocha Pereira ou Manuel Alegre. O colóquio está dividido em sete painéis temáticos, que mostram bem a diversidade de disciplinas e tópicos que a obra de Eduardo Lourenço vem iluminando.
Os trabalhos iniciam-se, hoje pela manhã com a presença do ministro da Cultura e o presidente da AR.

sexta-feira, outubro 3

Dinis Machado 1930-2008


O escritor Dinis Machado morreu hoje em Lisboa, aos 78 anos.O corpo do escritor estará ainda hoje em câmara ardente na capela mortuária da Igreja de Santa Catarina, em Lisboa.
Nascido a 21 de Março de 1930, em Lisboa, Dinis Machado foi jornalista desportivo, crítico de cinema e dedicou-se também à banda desenhada. O seu maior êxito como escritor foi o romance "O Que Diz Molero", editado em 1977 e reeditado em 2007, no dia do seu 77.º aniversário, e já adaptado ao teatro.Sob o pseudónimo Dennis McShade, escreveu alguns policiais, que estão agora a ser reeditados pela Assírio & Alvim.

Aconselho a todos a ouvir hoje na TSF

Governo Sombra.mp3

Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Carlos Vaz Marques reúne semanalmente o Governo Sombra na TSF: Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares. Eles querem, podem, mas não mandam. Governo Sombra: às sextas, depois das 7 da tarde, aos sábados depois das 11 da manhã.

(veja um pouco aqui)

Um artigo do jornal El País sobre o mercado livreiro em Espanha


«Cuando se producen 357 millones de libros en un año en España, se alcanzan los 70.520 títulos -es decir, aparecen 220 productos librescos distintos cada día (sábados y domingos inclusive)- y los catálogos de títulos vivos superan las 369.000 referencias, el punto de venta se convierte en crucial para el sector. Eso, sin contar los nuevos hábitos de consumo y los tiempos de recesión. Así lo entienden potentes grupos editoriales como Planeta y Random House Mondadori y empresas como FNAC y las librerías Nobel o Topbooks, que crecen espectacularmente y en algunos casos tienen previsto doblar el número de sus librerías en España en los próximos años. En realidad, ya han empezado: es el caso de la cadena Casa del Libro (Planeta), que en los últimos 18 meses ha abierto ocho centros en España (seis de ellos el año pasado) y que desea alcanzar los 40 establecimientos antes del 2012. O de Bertrand (Random House Mondadori), que en un año y medio lleva ya siete tiendas, abrirá una de 1.300 metros cuadrados en el centro de Barcelona antes de estas Navidades y para 2011 espera contar con 30 centros. O de la FNAC, que acabará el año con 19 locales en España (esta semana estrenó el de Málaga y en breve abrirá sedes en Zaragoza y Vallecas), colocándose así a mitad de camino de las 40 tiendas previstas para 2013.»


Fnac e os 10% por Pedro Vieira


O Pedro Vieira consegue dizer mais com um desenho do que eu com mil palavras.
Obrigado Pedro.
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, outubro 2

Revolução industrial


Quando um livro chama a minha atenção, tenho por hábito folheá-lo e espreitar ao acaso algumas frases, é assim que decido se vale a pena ou não lê-lo.
Foi o que fiz com "Toda a Geografia do Mundo" de Jean-Claude Barreau e Guillaume Bigot, Teorema, 2008. Logo na primeira página em que o abro, surge a bold o nome Burkina-Faso, os autores começam por caracterizar a população, constituída em cerca de 50% pela etnia mossi: “Os mossi são agricultores pacientes e dão excelentes operários.” Por mim chega, estou esclarecida!
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Isabel Nogueira

Nova Quetzal

A Pó dos livros esteve ontem na apresentação aos livreiros da nova Quetzal. Contando com as presenças do seu editor Francisco José Viegas, Luis Afonseca, Miguel Martí, Mário Moura entre muitos outros, aproveitou-se a ocasião para mostrar um excelente catálogo composto por autores como: José Luís Peixoto, Vasco Graça Moura, Manuel Jorge Marmelo, Rogério Casanova, Irvine Welsh, , Filipe Nunes Vicente, Vergílio Ferreira etc..

A Pó dos livros deseja o maior sucesso à nova Quetzal.

quarta-feira, outubro 1

Estratégia FNAC

Segundo a notícia do «Público», se a comunidade FNAC como lhes chamam os seus responsáveis, tem 250.000 aderentes, fazendo um raciocínio simples (não esquecendo que a margem perdida nos descontos praticados fica por conta do fornecedor, já que as margens oferecidas são superiores às da maior parte do retalho) e, se cada cartão custa 15€ e 5€ para quem é estudante de acordo com o folheto exposto na Internet pela empresa. Fazendo por hipótese uma média de 10€ cada cartão, multiplicarmos por 250.000 dá dois milhões e quinhentos mil euros facturados com o a venda do cartão. Mesmo com todas as vantagens que o cliente possa ter, por possuir um cartão FNAC, (não ponho em causa que sim) não deixa de ser um grande negócio para a FNAC.
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Jaime Bulhosa

Os livros na FNAC estão mais caros

Li hoje no jornal «Público» a notícia de que o grupo FNAC deixou de fazer 10% de desconto nos livros e que apenas os seus clientes com cartão FNAC terão esse privilégio (até ver). Parece-me claro que o negócio da FNAC deixou de ser o negócio dos livros, ou que nunca o foi. Depois de praticamente destruírem o mercado das pequenas e médias livrarias e de "esmifrarem" as margens comerciais dos editores, tornando-os FNAC-dependentes, têm agora caminho livre para fazerem o que querem, como quem diz: Pagas 15€ e és cliente de cartão, ou vai comprar a outro lado.
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Jaime Bulhosa

Santíssima Trindade

(Virgem com o menino)

Numa visita ao Museu Nacional de Arte Antiga, deparando-se com tanta arte religiosa e sacra o Vasco de cinco anos, exclama: “Este museu é só Deus e a sua mãe”. Afinal de contas o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um e a mesma coisa.
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Jaime Bulhosa