quinta-feira, novembro 27

"As Vozes do Rio Pamano" - Lançamento

( Clique na imagem para aumentar)
Contará com a presença do autor Jaume Cabré e o livro "As Vozes do Rio do Pamano" será apresentado por José Mário Silva.

Jacinto Lucas Pires- Vídeo do lançamento



“Assobiar em Público” é uma recolha de 22 contos, alguns dos quais inéditos, de Jacinto Lucas Pires. O lançamento decorreu no dia 19 de Novembro na livraria Pó dos Livros, com a presença do autor e do jornalista Carlos Vaz Marques. Foi um laçamento com casa cheia e muito descontraido.

Jacinto Lucas Pires nasceu no Porto em 1974. Vive em Lisboa. Em dez anos publicou quatro livros de teatro, cinco livros de ficção e um de viagens.Sobre o livro anterior, Perfeitos Milagres disseram:

“Um livro surpreendente e divertido” – Público – José Eduardo Agualusa

“Um dos melhores romances publicados este ano” – Blitz – João Villalobos

“Absolutamente contemporâneo” – Público – Eduardo Pitta

“O contrário do mundo construído pelo romance clássico e os seus avatares anacrónicos que por aí proliferam. Eis a primeira característica do livro de Jacinto Lucas Pires digna de ser salientada: o não fazer cedência a uma nova inocência romanesca, o que lhe permite colocar-se à altura da matéria de que se apropria” – Expresso – António Guerreiro

Prémio Europa - David Mourão-Ferreira

O “Centro de Estudos Lusófonos – Cátedra David Mourão-Ferreira” da Universidade de Bari e do Instituto Camões promove e organiza o Prémio Europa - David Mourão-Ferreira com o patrocínio do Instituto Camões, da Universidade de Bari, da Câmara de Bari, da Região Apúlia, do Banco Unicredit e de outras Entidades italianas e estrangeiras.
Este prémio tem o objectivo de difundir a língua portuguesa e as culturas dos países lusófonos homenageando o poeta David Mourão-Ferreira e favorecendo a divulgação das obras dos autores premiados através de um plano coordenado de traduções nos países da União Europeia e do Mediterrâneo.

Presidiu ao júri Eduardo Lourenço.

quarta-feira, novembro 26

Poesia Incompleta

Abriu uma nova livraria só de poesia que dá pelo nome de “Poesia Incompleta” (R. Cecílio de Sousa no Príncipe Real). A Pó dos livros, desde já, dá as boas vindas e deseja-lhes o maior sucesso. Como demonstração de uma concorrência saudável entre livreiros, sugerimos ao nosso cliente, mais conhecido como “ladrão de poesia”, este novo espaço. O local ideal para se servir a gosto. :)
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Jaime Bulhosa

É natal! É natal! No comércio tradicional.

Pesadelo nocturno


Juro que não estava preocupado com a crise financeira mundial, com as bolsas a cair, nem com os bancos a abrir falência ou a ser nacionalizados. Nem com as livrarias a fechar, nem com a crise no sector automóvel. No entanto, tudo mudou, desde que o Pai Natal visitou a Pó dos livros. Não posso garantir que era ele, porque a única vez que estive perto dele foi quando me vi ao espelho, disfarçado, para impressionar o meu filho mais novo. Mas era tal qual, gordinho, com barbas e cabelos brancos compridos. O que me inquietou foi o pedido que ele me fez, encomendando um livro cujo título era: “Os Efeitos da Falência”.


Jaime Bulhosa

Horário de Dezembro

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Estaremos abertos nos feriados dias 1 e 8 e nos domingos 14 e 21

terça-feira, novembro 25

É preciso ter cuidado com as companhias…

Não é por nada, nem é por que eu seja pudico ou muito susceptível com o uso do vernáculo. Mas ter um blogue sério, como o nosso, e depois ter links para blogues que tem títulos de post como este, no mínimo afugenta a clientela.

Jaime Bulhosa

Há livros que são mais do que um simples livro.

Daniel Blaufuks foi o vencedor do Prémio BES Photo 2006, o mais importante prémio nacional de fotografia. Vale a pena ver um excerto do filme que vem como oferta no livro.


«Sob Céus Estranhos» é «uma meditação evocativa e poética sobre a experiência dos refugiados da Europa Central e sobre um sentimento de dispersão em trânsito na cidade de Lisboa e nos seus arredores. É uma descoberta comovente, positivamente modesta e humana do espaço, do tempo e do desenraizamento, transmitidos de geração em geração, dos avós que partiram da Alemanha para Portugal, para os pais, para o neto. Poucos refugiados permaneceram em Portugal depois de a guerra acabar, mas os avós de Blaufuks, ao contrário de tantos outros, decidiram não seguir viagem nem voltar para a Alemanha.Tendo crescido em Lisboa, no quinto andar do mesmo prédio onde moravam os seus avós, Daniel Blaufuks viveu a infância imerso num universo de vestígios dessa experiência dos refugiados - um mundo de alusões, fotografias, alguns objectos, comidas, costumes e memórias que não eram as suas, mas que acabariam por atraí-lo e marcá-lo de forma indelével.Utilizando algumas dessas reminiscências, bem como filmes da época e de família, excertos de memórias e textos de refugiados, relatos de familiares e material de arquivos europeus e americanos, Blaufuks oferece-nos um vívido documento com uma bela imagem sobre um momento significativo da história do século XX. O resultado - belo, delicado - é testemunho de uma importante, ainda que muitas vezes menosprezada, verdade. Apesar da sua natureza imperfeita, apesar da sua incapacidade para captar e comunicar a experiência através da memória, a transmissão entre gerações é envolta em valores e em lições que podem efectivamente passar de pessoa para pessoa, de geração para geração, através dos tempos.»

Leo Spitzer, professor de História, Dartmouth College

Tema: Fotografia, História Arte, fotografia: Daniel Blaufuks
1.ª edição: Março de 2007
n.º de páginas: 240
Formato: 17x22.5 cm
isbn: 9789728955229
pvp: 46 euros
Edição tinta-da-china

sexta-feira, novembro 21

Comunicado da Byblos

Não tenho qualquer pretensão em querer parecer melhor gestor que o administrador da Byblos, com as devidas distâncias de dimensão, até porque nos dias que correm não estou livre de também fechar portas (bate na madeira). Só que no caso da Pó dos livros, se isso vier acontecer, não será notícia de jornal, e ainda bem... Li o comunicado que a Livrarias Peculiares, S.A. (era assim que pelos vistos se chamava a empresa proprietária da Byblos) fez para a comunicação social. Como José Mário Silva chamou já a atenção no seu blog, nem uma palavrinha de agradecimento para com os funcionários. Como é possível esquecer quem connosco trabalha todos os dias? Para quem connosco partilha as dificuldades, sim, porque as dificuldades da empresa são também as dificuldades dos seus funcionários e no fim, quando as coisas correm mal, são os principais prejudicados. Não foi um erro de gestão o tratamento que a Byblos deu às pessoas que lá trabalharam, foi um acto imoral, de falta de valores essenciais de respeito pelo próximo. Depois, outro esquecimento imperdoável, o agradecimento devido aos seus clientes, demonstra bem que nunca foram uma prioridade. Por fim, a desculpa para a insolvência, o facto de o “Protocolo de Entendimento” para a tomada de 40% do capital não se ter verificado, chama-se em linguagem técnica de gestão “contar com o ovo no cu da galinha”. O mundo mudou de facto, mas mudou para todos.
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Jaime Bulhosa

Quando o tamanho não importa

Refiro-me a A MORTE DE IVAN ILITCH, de Lev Tolstoi, editado pela Leya, na colecção BIS. Bastaram 91 páginas, em formato de bolso, para conter uma obra maior da literatura mundial.
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Deixo-vos o prefácio, também ele pequeno q.b., de António Lobo Antunes, só para aguçar o apetite:
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“Este livro tão breve, uma das maiores obras-primas do espírito humano, tem sido, desde a sua publicação, um motivo de controvérsia para a crítica: trata-se de uma obra sobre a morte ou de uma obra que nega a morte? Lukacs, por exemplo, defendia a segunda hipótese, contrapondo o Llanto por Ignacio Sanchez Mejias, de Frederico Garcia Lorca, como o grande texto acerca do fim. Embora eu concorde com parte dos argumentos de uns e de outros é um tipo de discussão que só academicamente me interessa: a morte de Ivan Ilitch é ambas as coisas e transcende tudo isso, para se tornar o retrato implacável da nossa condição: não há sentimento que nele não figure, não há emoção que não esteja presente. Tudo o que somos se acha em poucas páginas, escrito de uma forma magistral. Li-as maravilhado, umas vinte ou trinta vezes, continuarei a lê-las maravilhado, até ao fim dos meus dias. Maravilhado, exaltado, comovido, a perguntar-me como é que ele conseguiu. E conseguiu. Reparem no que Tolstoi faz com as palavras e como nos retrata, de corpo inteiro, no mais íntimo de nós mesmos.”

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Isabel Nogueira

quinta-feira, novembro 20

Go Natural



Declaração de interesses: conheço pessoalmente o Frederico Carvalho (para mim, é o Fred). Ele é o cozinheiro chefe da cadeia de restaurantes Go Natural. É daqueles gajos (acho que ele permite que o chame assim) que se inveja, daqueles que nascem com um dom «divino», tipo Cristiano Ronaldo da cozinha, e que, para além das suas qualidades humanas, tem um jeito natural para a coisa…
Mais do que as receitas da Go Natural – ok, eu sei que são importantes para a saúde e super saborosas e equilibradas «caloricamente» –, entre amigos o Fred faz outras coisas. Já tive esse privilégio. Meu deus, divinal! Garanto-vos que vão ouvir falar muito nele.
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Quando Frederico Carvalho cria as suas receitas para a marca Go Natural – um processo que ocorre no início do Verão e do Inverno, ao ritmo de cinquenta novas receitas por ano – tem de ter em consideração uma série de princípios: pratos saudáveis, saborosos, com óptima apresentação, diversificados, inovadores. A cozinha mediterrânica é a influência mais forte nesse processo criativo, que não deixa de recorrer às vastas memórias e recordações do autor. O seu gosto pela culinária começou na casa dos avós, desenvolvendo-se e afirmando-se ao longo das diferentes viagens pelo mundo que fez. Por isso mesmo, pode dizer-se que o «chef» tem como fonte de inspiração todas as experiências gastronómicas por que passa, quer como cozinheiro, quer como consumidor.«Receitas Go Natural», ilustrado com deliciosas fotografias, divide-se em cinco categorias temáticas: Sopas, Sanduíches, Wraps, Saladas, Massas e Sobremesas e Pastelaria. Todos os pratos foram testados e afinados através de rigorosos testes e sessões de provas, contando com o apoio de uma equipa de nutricionistas.Na apresentação do autor pode ler-se: «Em cada receita há uma memória. Não espero que quem as prove o sinta – espero apenas que as minhas receitas deixem boas recordações.»
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Tema: Gastronomia
Fotografia: João Lança de Morais
1.ª edição:Novembro de2008
n.º de páginas: 192
Formato: 20.5x25.5 cm
isbn: 9789728955830
pvp: 27 euros
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Jaime Bulhosa

Byblos, algumas considerações

Não tenho especial prazer em assistir ao encerramento da Byblos, até porque não era à Pó dos Livros que fazia concorrência. A ideia de uma livraria que disponibilizasse todo o fundo de catálogo dos editores agradava-me. Mas sempre, desde o início, fui céptico em relação ao projecto tal como ele foi concebido.

Muito sucintamente, porque o tempo é escasso. A meu ver, a Byblos não resultou devido a cinco factores essenciais:

1.º - Localização: Representa no mínimo 80% do sucesso de qualquer loja de retalho. Só quem não conhece Lisboa é que não sabe que, naquela zona, o movimento de pessoas acaba nas Amoreiras e só começa novamente em Campo de Ourique. Não foi por acaso que também fechou o centro comercial que havia anteriormente naquele mesmo espaço.

2.º - Comunicação e Marketing: Falha de uma regra básica: não se pode prometer o que não se vai cumprir.

3.º - Pessoal: Não está em causa a qualidade do pessoal – eu próprio conhecia alguns livreiros – mas sim a forma como ele foi tratado, muito em pirâmide invertida, isto é, não dando importância a quem de facto vende.

4.º - Serviços: Na prática, não acrescentou nada de novo.

5.º - Credibilidade: Para qualquer empresa que inicie actividade, micro ou gigantesca, a credibilidade dos seus corpos sociais, face aos seus futuros fornecedores, é fundamental.
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Jaime Bulhosa

Byblos


Segundo o Diário Económico a Byblos a maior livraria do país vai fechar.

terça-feira, novembro 18

Ladrão de poesia

Nota introdutória: É um autêntico flagelo a taxa de furtos numa livraria. Para terem uma ideia, ronda entre os 2% a 3% da facturação anual. Com margem média de 30%, significa que por cada livro roubado o livreiro tem que vender três livros iguais só para cobrir o prejuízo. Devo dizer-vos que me irrita bastante, enquanto cliente, seguranças à porta, câmaras de filmar e antenas de alarme, mas não me parece que tenhamos outro remédio.
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Poder-se-ia à partida pensar que o livro é um objecto pouco apreciado pelos ladrões, se definirmos como estereótipo de ladrão uma pessoa pouco culta. Desenganem-se, roubam-se muitos, bons e maus livros e alguns desafiam a imaginação na forma como o fazem. Assim sendo, temos pelo menos quatro tipos de ladrões de livros:

Os profissionais - roubam por encomenda, sempre novidades e em quantidade. Best-sellers, que depois vendem por meia dúzia de tostões aos quiosques que alimentam e de facto lucram com este mercado paralelo. Outro dia apanhei um deles, um homem já octogenário reincidente a roubar na Pó dos Livros. Nesse dia, menos lesto de que o costume, entrou de rompante na livraria e saca cinco livros da montra; por azar deixa cair um deles, o que me chamou a atenção. De imediato fugiu dali para fora. Quarenta anos mais novo do que ele, não foi difícil alcançá-lo. Zangado por ele me ter roubado diversas vezes, e como forma de o persuadir a não voltar, agarrei-o pelos colarinhos e num tom de voz mais elevado perguntei-lhe: - sabes o quanto me custa ganhar a vida? - Desconcertante, responde-me: - Então imagina o que me custa a mim!

Os amadores – são aqueles que roubam apenas um a dois livros por ano, sobretudo quando o dinheiro não abunda. No entanto, são estes que causam maiores prejuízos às livrarias, pois estão em maioria. Sejamos honestos, quem é que nunca roubou um livrinho para ler, nem que tenha sido por empréstimo permanente a um amigo.

Os cleptomaníacos - roubam sem critério e compulsivamente, são raros.

Os VIP - é in roubar livros. Protegidos por uma imagem credível de figuras públicas ou respeitáveis, roubam a achar que nunca irão ser descobertos, o que é um engano. Mais cedo ou mais tarde são apanhados como os outros. Na minha vida de livreiro, por diversas vezes as antenas de alarme gritaram bip, bip, bip, bip... a advogados, políticos, actores, médicos, etc., alguns bem conhecidos da nossa praça pública. Mas o mais extraordinário é verificarmos o tipo de livros que roubam. Garanto-vos, pode ser uma grande desilusão. Só não digo os seus nomes porque pode parecer mal.

Com o tempo aprendi a reconhecer as variadíssimas técnicas usadas pelos larápios para passarem despercebidos. Descrevo apenas algumas, para não dar muitas ideias: Os que usam disfarce. O mais famoso era conhecido entre os livreiros dos anos setenta como o padre do Chiado. Era um homem muito simpático, que durante anos se fez passar por padre e cliente habitual. Comprava um livro, normalmente de bolso, todos os dias, numa das livrarias do Chiado. Ao mesmo tempo levava três ou quatro livros num forro falso da sua batina. Anos mais tarde, ao ter sido descoberto, verificou-se que tinha em sua casa uma biblioteca com cerca de 30 mil volumes, todos eles roubados. Outra das técnicas consiste em fazer um apontamento no livro ou uma dedicatória a si próprios, para, no caso de serem apanhados, garantirem que o livro já lhes pertencia. Há ainda os que cortam as folhas, capítulos inteiros, um de cada vez, com uma tesoura ou x-acto, e depois escondem o resto do livro nas prateleiras por trás dos outros, para mais tarde voltarem. Acham que não é possível? Pois conto-vos que em pleno Natal, nos anos noventa, quando trabalhava no centro comercial das Amoreiras, corria a história que na loja da Singer tinha desaparecido, sem ninguém dar por ela, uma máquina de lavar roupa.

Por último, e o que motivou este relato, é o facto de ter surgido recentemente na Pó dos Livros um novo tipo de ladrão de livros: O Temático.

Ainda não sabemos quem é, ainda não o apanhámos, mas sabemos que ele existe. Só rouba poesia e da mais erudita. Quase poderíamos dizer que neste caso é apenas um acto de cultura. Excepto para o livreiro, claro está!
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Jaime Bulhosa

Hoje na Pó dos livros pelas 18h30


Quarta-feira, dia 19 de Novembro, às 18h30, convidamo-lo a assistir ao lançamento do livro Assobiar em Público de Jacinto Lucas Pires (vencedor do Prémio David Mourão-Ferreira). Está prevista a apresentação de Carlos Vaz Marques, jornalista da TSF. O evento decorrerá na livraria Pó dos Livros.

segunda-feira, novembro 17

A Invenção do Cinema Português - hoje nas livrarias

«O cinema feito em Portugal esteve, desde o primeiro momento, sujeito a um escrutínio público muito maior do que qualquer outra arte. Grande parte deste debate girou em torno da possibilidade, ou da necessidade, de o cinema português se construir como uma cinematografia nacional distinta de todas as outras, com temas próprios, um estilo autónomo e uma relação privilegiada com os espectadores do seu país de origem. Era isso realizável e desejável, ou não? E teria efeitos positivos no sucesso dos filmes portugueses, ou não? Houve respostas para todos os gostos, porque o que uma “cinematografia nacional” devia ser teve sempre as mais variadas interpretações e nunca deixou de mudar ao longo do tempo. O único dado certo, a única constante do cinema português foi, para o melhor e para o pior, o próprio cinema português. Onze décadas de invenção permanente sobre o que o “nosso” cinema devia ou não ser, sobre os temas que ele devia ou não abordar e sobre o modo como o deveria ou não fazer, dizem-nos muito mais sobre as expectativas depositadas no cinema português do que sobre o cinema feito em Portugal propriamente dito. A distinção entre uma coisa e outra não é um mero jogo de palavras. Serve para separar algo que sempre existiu – os filmes portugueses – de algo que, em rigor, nunca passou de uma ideia – a “nossa” cinematografia nacional, o «cinema português». A força desta ideia, porém, assombrou todo o cinema feito em Portugal e acabou por determinar quase tudo o que ele foi e quase tudo o que se pensou e escreveu acerca dele.»
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Tema: História do Cinema
1.ª edição: Novembro de 2008
n.º de páginas: 232
formato: 25.1x20.6 cm
isbn: 9789728955847
pvp: 44 euros
Edições tinta-da-china

quinta-feira, novembro 13

Poemas de Luís Quintais lidos por Diogo Dória


Luís Quintais nasceu em 1968 em Angola. É antropólogo social de profissão, leccionando presentemente no Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra. Nesta qualidade, desenvolveu investigação de arquivo e de terreno sobre o exercício e as implicações públicas e forenses da psiquiatria. Trabalha actualmente sobre as relações entre arte, ciência e cognição.
Como poeta, está representado em diversas antologias, encontrando-se traduzido em inglês, alemão, castelhano, francês e croata. Publicou o seu primeiro livro de poesia, A Imprecisa Melancolia, em 1995, com o qual arrecadou o Prémio Aula de Poesia de Barcelona.
Em 1999 regressa à poesia, publicando os livros Umbria na extinta Pedra Formosa e Lamento nos Livros Cotovia. Dois anos depois, lança Verso Antigo com a chancela da Cotovia. Angst (2002) é o seu terceiro livro de poesia publicado pelos Livros Cotovia.
Em 2004 publica na Cotovia Duelo, obra a que foram atribuídos os prémios Luís Miguel Nava – Poesia 2005 e PEN Clube Português de Poesia. Em 2006 publicou Franz Piechowski ou a analítica do arquivo, um ensaio que colhe ensinamentos em vários domínios que vão da história e filosofia da medicina à antropologia social. Também no mesmo ano, retorna à poesia com a obra Canto Onde.

quarta-feira, novembro 12

Cadeirão Voltaire


Nova morada aqui.

" Uma Vida" - Simone Veil

Simone Veil é, reconhecidamente uma das mais corajosas, capazes e influentes mulheres da Europa.

Nascida em 1927, no seio de uma família judaica francesa, tinha somente 17 anos quando foi levada para os principais campos de extermínio nazis, Auschwitz e Bergen-Belsen. Nessa verdadeira «descida aos Infernos», Simone Veil assistiu a enormes atrocidades, incluindo a perda de familiares, como a mãe, o pai e um irmão.

Jurista, Simone Veil dedicaria a vida às causas das mulheres, das crianças adoptadas, dos idosos e dos imigrantes, tendo sido responsável pela lei francesa de despenalização do aborto (1975). Em França, serviu como Secretaria-geral do Conselho Superior de Magistratura ou como ministra da Saúde e dos Assuntos da Família. Em 1979, sagrar-se-ia como a primeira mulher a tornar-se Presidente do Parlamento Europeu (PE), cargo que ocupou até 1982.

Nos dois anos seguintes, também no PE, assegurou a Presidência da Comissão dos Assuntos Jurídicos. Actualmente, é Presidente da Fundação para a Memória do Holocausto.

Largamente homenageada por diversos países e entidades, ainda em Abril de 2008 recebeu no Parlamento Português, pelas mãos do Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, o Prémio Norte/Sul do Conselho da Europa.
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Livros de Seda
Categoria:Autobiografia
Dimensões:21,6 x 28,5 cm
Nº de páginas:270
ISBN:978-972-770-658-7
Encadernação:Capa mole
Preço:17.85€

terça-feira, novembro 11

"O Fabuloso Teatro do Gigante"


Um dia dois forasteiros chegam à aldeia de Lagares, isolada no meio das serras, lá nos confins do Minho. Um dos forasteiros era de estatura colossal, a quem logo chamam o Gigante, mas que na realidade tem por nome Thomas, o outro era Eunice, uma mulher pequena de cabelos cor de fogo que dentro em breve daria à luz dois gémeos. Ele, originário de um incerto país latino-americano, é um grande contador de histórias tão verdadeiras quanto inesgotáveis e que fazem as delícias dos habitantes de Lagares. Um dia, porém, o Gigante adormece e o seu sono prolonga-se por meses, anos, mas continua a contar as histórias com que vai sonhando. Nessa espera interminável, Eunice decide anotar por escrito tudo o que sonha aquele homem que ama e que tanto a fascina. E será a partir daí que as coisas seguirão um novo e extraordinário curso, mudando para sempre a vida daquela gente. Este é o primeiro romance de David Machado, uma obra inovadora, que abre caminho a um novo imaginário no espaço da literatura portuguesa.Depois de A Noite dos Animais Inventados, Prémio Branquinho da Fonseca 2005, este é o primeiro romance para adultos de David Machado.

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Tema: Literatura
Colecção: Grandes Narrativas
Nº na Colecção: 330
Preço c/iva: €14,00
ISBN: 978-972-23-3624-6
Nº de Páginas: 216
Edição: Presença

segunda-feira, novembro 10

Sem palavras


Durante um evento numa livraria, um cliente incomodado com alguém de quem não gostava (nitidamente por razões políticas), dirigiu-se ao balcão e pergunta:

- É o gerente?

- Sim.

- O livro de reclamações, por favor.

- O livro de reclamações… aconteceu alguma coisa grave?

- Sim! Acho deplorável que a livraria promova eventos com pessoas de tão baixa categoria.
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Jaime Bulhosa

Contos Policiais


«É um crime, caro leitor. Um crime! A vítima somos nós, leitores portugueses, e não há dados que nos apontem para um possível assassino. É praticamente um dado unânime que a literatura portuguesa é vítima de um crime de ausência: a do policial entre a nossa ficção. (...) Talvez a melhor solução seja mesmo um livro de contos policiais, com uma mira atirada à própria cultura de um país. Daí este livro que tem em mãos...»
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Pedro Sena-Lino.
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Nove destemidos autores portugueses aceitaram o desafio de escrever um conto policial. O resultado desta perigosa experiência é um tiro certeiro: nove contos policiais de alto calibre! Muito cuidado com os textos de: Dulce Maria Cardoso, Francisco José Viegas, Gonçalo M. Tavares, Hélia Correia, Mafalda Ivo Cruz, Mário Cláudio, Rui Zink, valter hugo mãe. E com a estreia de Ricardo Miguel Gomes. Coordenada por Pedro Sena-Lino, esta colectânea de Contos Policiais é a obra inesperada do ano, com incalculável valor literário.
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Edição: 2008
Páginas: 160
Editor: Porto Editora
PVP: 14.90€

sábado, novembro 8

Afastamento da Joana Morais Varela da Colóquio/Letras

Eduardo Pitta escreve no seu blog:

«Gostava de vos chamar a atenção para o afastamento da Joana Morais Varela da Colóquio/Letras e do seu mais que provável... despedimento da Gulbenkian. »Detalhes nestes dois posts:

Com justa causa

Isto não pode estar acontecer

notícias pequenas


Parabéns à Planeta Tangerina que ganhou o prémio de "Melhor Ilustração de Livro Infantil" com o livro "O meu vizinho é um cão", no Festival de BD da Amadora.
"A grande questão" - é o novo livro da editora Bruaá e está quase a chegar à Pó dos livros.

Débora Figueiredo

sexta-feira, novembro 7

Vídeos do lançamento do Livro "Eu fui o capitão do Exodus"

Com a presença do Embaixador de Israel Ahrom Ram, o sr.Mordechai Atzmon e João Rodrigues da Sextante Editora


quinta-feira, novembro 6

quarta-feira, novembro 5

Livros que valem pena…voltar a falar




Estive ontem na nova FNAC do centro comercial Vasco da Gama, no lançamento do livro “Cidades Sem Nome” da jornalista Fernanda Câncio. Apesar de toda a simpatia e disponibilidade demonstrada pelos funcionários da FNAC, o espaço que oferecem é exíguo e sem condições para eventos deste e doutro género. Parece-me que o nome da loja merecia a perda de mais uns metros quadrados de espaço comercial.

Voltando ao tema:“Cidades Sem Nome” é um livro que apesar de ter sido já editado em 2005 por uma entidade pública, só agora aparece nas livrarias editado pelas Edições tinta-da-china.

Tive a felicidade de poder divulgar o texto pelo qual o sociólogo António Barreto apresentou o livro. Vale a pena ler... o livro e o texto que se segue:

«O livro é magnífico! Interessante, pertinente, racional! Sem facilidades. Sem Pieguice, mas comovedor.

A Fernanda Câncio correu os riscos de um estilo difícil, de uma narrativa complicada, tentado colocar-se ora dentro, ora fora, destes bairros, destes sítios e destas comunidades. O livro está a meio caminho de vários géneros, da reportagem, do estudo, do ensaio. Este cruzamento nem sempre é fácil. Creio que a Fernanda soube resolver os problemas de estilo e de narração.

Deu a palavra a muitas das pessoas que visitou ou com quem conviveu, mas nunca foi condescendente. Ela parece saber que “as coisas” e “os factos” não falam por si próprios. E que a palavras das pessoas, mesmo sendo genuína, mesmo sendo verdade, não é toda a verdade. Não estou a insinuar, generalizando, que as pessoas mentem. Podem mentir, claro, mas esse não é o ponto. O que as pessoas sentem e dizem, se for genuíno, é sempre verdade. Mas apenas uma verdade. Um ponto de vista. Uma versão. Como uma carta. Como uma fotografia. Apenas uma parte da verdade.

O livro é sobre as periferias. Os subúrbios. Os arredores. “ Cidades sem nome” é um belo título. Belo e real.
São as periferias das áreas metropolitanas. Eu creio que a Fernanda quer dizer que ali se vive"normalmente”, como ela defende nos seus programas em exibição na RTP2 a horas inadmissíveis.

Apesar de tudo nos levar a pensar e dizer a dizer que as periferias são uma espera, um espaço adiado, um local de passagem, um sítio para dormir, apesar disso, ela diz-nos que ali está também uma comunidade, ou parte dela. Suspensa, talvez. Destroçada, por vezes. Resignada, geralmente. Resistente, também. Mas tudo isso faz uma vida. Uma comunidade.

Mais do que locais, os bairros são gente. Boa e má. Bem comportada e delinquente. Corajosa e desistente. Mas gente como todos nós.

Apesar disso, apesar da normalidade, apesar do habitualmente, há qualquer coisa de especial nas periferias. De adiado ou de suspenso. Por vezes de provisório. Quando as pessoas, algumas das quais falam neste livro, afirmam insistentemente que o bairro é uma comunidade, que não é uma periferia, que não é um subúrbio… Quando o fazem com essa insistência, é porque o problema existe. É talvez porque se trata mesmo de uma periferia. Afirmar que esta não existe é uma maneira de lhe garantir existência. Mas também um modo de sobreviver e de se atribuir a si próprio uma identidade. Do que as pessoas não abdicam.»

JB

Ler


Já saiu o número de Novembro da Revista Ler, apesar de ainda não ter chegado aqui à Pó dos livros. Aguardemos.

terça-feira, novembro 4

Quando me sinto deprimido...

Quando me sinto deprimido, triste, desamparado, derreado, muitas vezes recorro à secção de livros de auto-ajuda para encontrar as respostas às dúvidas que me assaltam o espírito. Foi o que eu fiz ao consultar este livro:

Jaime Bulhosa

Instruções Para Salvar o Mundo

Num cenário de subúrbio, onde a noite reclama o seu território e os fantasmas reivindicam o seu espaço, um taxista viúvo que não consegue superar a perda da mulher, um médico desiludido, uma cientista anciã e uma belíssima prostituta africana sedenta de vida cruzam os seus caminhos, para nos obsequiarem com uma visita guiada ao mundo vertiginoso e convulso que cada um encerra dentro de si. Mas esta não é uma história de horrores, é antes uma fábula de sobreviventes, de quatro personagens que reúnem todos os elementos necessários para serem considerados uns desgraçados, que se movem nos mundos limítrofes à máfia, ao tráfico de mulheres brancas, e a universos virtuais como Second Life, mas que conseguem encontrar um apoio que lhes permite a remição e a saída das trevas que os mantinham prisioneiros. Uma intensa e hipnótica história de esperança que deambula entre o humor e a emoção e nos mergulha na sociedade caótica dos nossos dias. Uma história que pode ser a de qualquer um de nós.
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Edição: 2008
Páginas: 288
Editor: Porto Editora
Pvp: 16.50€