segunda-feira, janeiro 12

Livros no supermercado

Ao fazer as compras da semana num supermercado daqueles onde também se vendem livros, chamou-me a atenção um pequeno placard informativo que um funcionário teria provavelmente levado da secção de iogurtes, deixando-o, inadvertidamente ou não, em cima de uma grande pilha de livros. Dizia mais ao menos isto: «ESTES PRODUTOS SÃO RAPIDAMENTE PERECÍVEIS, DEVEM SER CONSUMIDOS LOGO APÓS A SUA ABERTURA.» Pareceu-me perfeitamente adequado ao tipo de livros que ali se encontravam.

A Pó dos livros também vai passar a usar este tipo de sistema informativo, mas em vez da secção de iogurtes passaremos a recorrer à secção de Legumes/Vegetais: «OS NOSSOS PRODUTOS SÃO SELECCIONADOS NOS MELHORES FORNECEDORES. ENTREGUES DIARIAMENTE EM EMBALAGENS ESPECIAIS, GARANTINDO A PRESERVAÇÃO DAS SUAS CARACTERÍSTICAS NATURAIS, AUMENTANDO A SUA DATA DE VALIDADE.»
--
Jaime Bulhosa

4 comentários:

Teresa Coutinho disse...

Que ideia original! Seria bom que se vendessem livros na mesma proporção que se vendem vegetais e legumes. Poderia ser sinal que 1º - os livros estavam baratos, 2º- as pessoas começavam a ler mais e 3º - A crise no sector livreiro seria menos severa.

José Alexandre Ramos disse...

muito bem pensado... hehehe...

Véra Oliveira disse...

Vivemos essa situação em nosso país.As soluções encontradas pelo setor livreiro são quetionáveis. A todo ano, são lançadas novas adaptações de obras literárias e as escolas exigem sempre outra editora. Já não basta que estudantes não leiam textos originais de Machado de assis (por exemplo)e apenas a mais recente adaptação é recomendável?

Bruno Duarte Eiras disse...

Excelente ideia!
Nas bibliotecas este tipo de mensagens também podem ter efeitos interessantes. Afinal, fala.se tanto na relação entre livrarias e bibliotecas... porque não também abarcar os hipermercados; os livros também lá estão.