segunda-feira, março 9

Declaração dos Direitos do Livro


A Associação de Editores da Região Centro de França redigiu uma Declaração dos Direitos do Livro (só podiam ser os franceses). Eu, como tento ser cuidadoso (que é como quem diz, muito pouco democrata) no que toca a estas coisas do livro, proponho desde já dois pequenos acrescentos ao Artigo n.º 1 para posterior ratificação no Parlamento. Assim, acrescento a alínea [a]: Desde que seja um Livro na verdadeira acepção da palavra, isto é, não valem manuais técnicos que acompanham os electrodomésticos e demais aparelhos, nem aqueles livros que são escritos por pessoas que fazem copy paste. E a alínea [b]: Desde que respeitem todos os direitos do leitor definidos por Daniel Penac, que são os seguintes:
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O direito de não ler
O direito de saltar páginas
O direito de não terminar um livro
O direito de reler
O direito de ler qualquer coisa
O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível)
O direito de ler em qualquer lugar
O direito de ler uma frase aqui e outra ali
O direito de ler em voz alta
O direito de calar


Nota: Aceitam-se mais alterações à Declaração dos Direitos do Livro, excepto ao artigo n.º 4. Quanto aos outros, podem fazê-lo nos comentários.
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Jaime Bulhosa


Declaração dos Direitos do Livro


Artigo 1
Os livros, todos os livros, têm direito a existir.


Artigo 2
Os livros são iguais entre si, sem distinção de origem, fortuna, nascimento, opinião ou editor.


Artigo 3
Todo o livro tem direito à vida, à comercialização, à possibilidade de ser exposto ao leitor e de proporcionar ao seu autor a de ser lido e renumerado com justiça.


Artigo 4
Todos os livros são iguais perante a lei, a qual os submete à igualdade de preço em qualquer lugar onde sejam expostos.


Artigo 5
Todos os livros têm direito a que, em qualquer lugar, se reconheça a sua personalidade, a personalidade do autor e do editor.


Artigo 6
O livro, como uma obra de imaginação bem como de investigação, dirige-se à imaginação e às necessidades do ser humano. Assim, na sua comercialização, não deve ser tratado como um simples produto de consumo corrente.


Artigo 7
O livro é e será garante das nossas liberdades. Não pode em nenhum caso ser submetido a alienação, seja no plano do pensamento, seja no plano da sua vocação fundamental, que é promover o livre intercâmbio de culturas, mentalidades e saberes.


Artigo 8
O livro, motivador da abertura de espírito, da ciência, dos prazeres, depositário do saber enquanto obra de criação, deve ser tratado como um bem indispensável para a cultura, a promoção social e espiritual e a informação, não pode ser tratado como uma vulgar fonte de lucros.
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2 comentários:

Bando Da Leitura disse...

escrevi esta declaração
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO LIVRO

1- Todo livro gozará de todos os direitos enunciados nesta declaração. Todos livros, absolutamente sem qualquer exceção, serão credores destes direitos sem distinção ou discriminação por motivo de autor, ilustrador, cor, tamanho, letra e de sua origem,

2- O livro gozará da leitura e lhe serão proporcionadas oportunidades para que fique sempre ao alcance de todos.


3- Desde a sua criação, todo livro terá´direito a um nome, um autor e um lugar para ficar.

4- O livro gozará do carinho e amor de todas as crianças, jovens, adultos e idosos.


5- Para o desenvolvimento completo todo livro terá direito a uma biblioteca, estante, prateleira e um lugar na memória e no coração das pessoas.

6- O livro terá direito de ser lido, relido, folheado, apreciado e muito bem cuidado


7- Todo livro terá direito de ser emprestado mas de ser devolvido também.

8- Em qualquer circunstância, numa biblioteca ou livraria os livros e as crianças estarão em primeiro lugar.


9- Todo livro terá direito de ser livro a vida inteira.

10- O livro, com suas ilustrações, levará o conhecimento, a mensagem de paz e união entre os povos. Portanto terá direito de receber cuidados de proteção. Tendo também o livro, após ser lido e relido por gerações e gerações, o direito de ficar amarelinho, amarelinho e finalmente virar patrimônio da humanidade.


Adaptação da Declaração dos Direitos da Criança- Lucélia Clarindo/1992

Anônimo disse...

Eu criei uns direitos ó :
1. não sujar nem rasgar os livros;
2.Nunca roubar livros de uma biblioteca;
3.Não derramar coisas liquidas nas paginas do livro;
4.Nunca rabiscar os livros
5.Evitar ler e escrever livros com palavreados fortes;
6.Os livros,todos os livros são iquais entre si , sem distinção de origem, fortuna, cor de personagens, nascimento, opiniãoou editor;
7.Nunca jogar livros novos fora;
8.Todos os livros tem direito a existir, não importa o escritos ou editor;
9.O livro tem direito de ser lido, relido, apreciado, folheado e bem cuidado;
10.O livro tem direito de ter nome, um autor, uma editora e um lugar bom pra ficar.
Tenho 13 anos e fiz isso tudo sozinha tô m feliz!!!