quinta-feira, abril 30

Às vezes os críticos...


Más críticas a obras famosas:

As Flores do Mal – Charles Baudlaire
Em cem anos de história da literatura francesa apenas mencionaremos "esta obra" como uma mera curiosidade.

Emile Zola 1953

A Sangue Frio – Truman Capote
Pode dizer-se deste livro – com suficiente verdade para que valha a pena dizê-lo: «Isto não é literatura. É pesquisa»

Stanley kauffmann The new Republic

O Grande Gatsby – F.Scott Fitzgerald
O que nunca esteve vivo dificilmente poderá continuar a viver. Por isso, este é um livro só de uma estação.

New York Herald Tribune

Madame Bovary – Gustave Flaubert
O senhor Flaubert não é um escritor.

Le Fígaro

Anna Karenina – Leo Tolstoy, 1877
Lixo sentimental…Mostrei-me uma página onde contenha uma ideia.
The odessa Courier

Nota: Em solidariedade aos poetas e escritores imerecidamente mal tratados

5 comentários:

Funes, o memorioso disse...

É curioso que, em relação aos livros citados que li, todas as críticas me pareceram absolutamente pertinentes.
A verdade é que já não se fazem críticos como antigamente

fallorca disse...

Também não se escreve nem se lê como antigamente

Anônimo disse...

Tabacaria - Fernando Pessoa:
«(...) Não digo que foi mau poeta. Digo que não foi poeta(...). E se foi poeta, foi-o só com exclusão de todos os outros, desde Homero até aos nossos dias. Veja a "Tabacaria": não passa de uma brincadeira. Que poesia há ali? Não há nenhuma, como não há nada... nem sequer cigarros!...»
Teixeira de Pascoaes.

Anônimo disse...

acho este senhor Funes um pouco pretensioso; é claro gostos não se discutem, mas as obras ali citadas fazem hoje parte do património da literatura universal, e são todos a meu ver livros magnificos. Acho uma falta de psicologia o seu comentário estimado funes, o memorioso !

disse...

Muito pior do que uma crítica desfavorável, demolidora até, é a recusa actual em olhar -- olhar só -- para as obras daqueles que não integram o círculo 'literário' estabelecido. Há uma espécie de jet set literário que barra ferozmente a entrada a quem não integra o meio. Por vezes, os amigos ainda não publicaram nenhum romance e o próximo (e primeiro) romance já é notícia, enquanto outros, entre os quais me incluo, vão publicando à sua própria custa sem conseguir que os nossos críticos aceitem sequer receber um exemplar como oferta e sem qualquer compromisso.
José Cipriano Catarino