segunda-feira, outubro 12

Escolha as 3 piores capas de livros de sempre em Portugal

A ideia partiu deste post com a eleição das 10 piores capas de sempre nos Estados Unidos. A Pó dos Livros propôs-se fazer o mesmo, mas com capas de livros editados em Portugal. Para a concretização desta eleição pedimos ajuda aos nossos leitores, para que nos enviassem imagens de capas de livros de acordo com os seguintes critérios:

1.º Mau gosto,
2.º Pior grafismo,
3.º Incongruência com o tema
4.º Um tiro ao lado em relação ao público-alvo.

Após três meses e algumas dezenas de capas enviadas, a Pó dos Livros seleccionou as 10 que considerou piores. Propomos-lhe agora que nos ajude a eleger as três piores de sempre, votando no inquérito, criado para o efeito, no canto superior direito do nosso blogue.

Nota: Esta eleição, pela dificuldade de recolha de imagens, não representa, de todo, o universo possível de capas que poderiam ter ido a concurso. Por isso, para quem não se sente representado nesta votação e de alguma forma se sente lesado por considerar ter conseguido fazer muito pior, pedimos desde já as nossas desculpas.

n.º1



n.º2

n.º3

n.º4

n.º5

n.º6


n.º7


n.º8


n.º9


n.º10

29 comentários:

marga disse...

Eu voto no n.º 3 - Exercícios de Estilo... é mau de mais. É que nada bate certo nesta capa!

Janaina Amado disse...

Voto na primeira - transformar "A Religiosa", este importante texto de Diderot, nesse horror, merece punição!

CPrice disse...

.. mas há alguma que se salve?

:))

José disse...

A do falo perdido é, que me perdoem, genial.

Cadáver Morto disse...

Eu diria a do falo perdido é, não genial, mas genital.

Anônimo disse...

Sem dúvida o terceiro. Não se percebe o que poderia ser o conteúdo.

S. disse...

A minha preferida é a nº 5. Com uma capa destas, não há amor pelas letras de Camilo que nos salve!

nils disse...

Quando a sugestão surgiu eu pensei em procurar nos livros que tenho em casa, mas achei que não teria nenhum. Enganei-me. O de Miguel de Unamuno tenho nessa edição. Mas não é definitivamente a pior...

elton disse...

A capa do terceiro pode ser uma piada sutíl sobre o título "Exercícios de Estilo". Como eu duvido muito disso, pra ela é que vai meu voto.

Anônimo disse...

Não há maneira de votar sem desvirtuar a essência da coisa...é que não há uma que se salve por isso eleger a pior é tarefa impossível

ADS disse...

O Sr. Cebolo do «Falo Perdido» era o mesmo do «Órgão Mágico» e outros manuais para tocar instrumentos musicais...

Anônimo disse...

conseguirem colocar as 10 piores capas e não incluir um único livro da extinta Hugin é sinal de que a lista não pode ser de longe perfeita.

Anônimo disse...

nº 3

J. Coelho disse...

Só agora tomei conhecimento desta iniciativa. Que pena! Tinha uma boa colecção de capas para enviar. Para mim, a piorzinha de todas é mesmo a número 6. Mesmo reles e sem imaginação nenhuma.

rsabacate disse...

A pior é mesmo a 1 - "A Religiosa". A capa de "O Falo Perdido", por já saber o que a obra de Cebolo nos reserva, apenas posso elogiar.

filinto disse...

A 3.

jpt disse...

Sigo o primado do critério "tiro ao lado do público-alvo": A religiosa, de Diderot.

Menção honrosa para a capa do Amor de Perdição.

A do falo perdido e a diabinho não me parece que devam estar aí - são relativamente conseguidas dentro do estilo ...

André . أندراوس البرجي disse...

Pondo de parte as capas datadas ou assumidamente pirosas, é sempre muito difícil escolher de entre as capas da Estampa. Eles primam sempre pelo mau gosto.

Andreia disse...

O amor de salvação parece-me sobriamente mau.

D4N!€£ disse...

tenho ideia que quem fez a nº3, também fez a nº8 e nº10...não prémio para o autor? tipo: despedimento!

Ivone Ralha disse...

Indecisa entre a 1 e a 5...

Vera disse...

o n.º 2 e o 3.

Anônimo disse...

eu por mim escolhia já a do 2666, Roberto Bolaño, capa para primeiro lugar de vendas. até tira a vontade de o ler...
armando

Luís Graça disse...

Amigo avisado (leitor do jornal diário i) alertou-me: "Ó Luís, tens um dos teus livros entre as piores capas, informação do blogue da Pó dos Livros".

Confesso que fiquei bastante curioso e fui comprar o jornal.
(por acaso ainda não recortei a notícia, mas não pode falhar, que isto é histórico).

Só agora vim aqui ao blogue e descobri, com grata surpresa, que afinal não tinha UM, mas DOIS livros no top-ten. Ou seja, arrasei, apesar de não ter feito a capa de nenhum dos livros.Mas sendo igualmente responsável, já que não surgiram em livros meus por obra e graça do Espírito Santo (nem de outra qualquer instituição bancária).

Deve ter falhado qualquer coisa com o "A mulher que fazia recados às putas e mais contos perversos", já que lancei o trio no mesmo dia (17 de Maio de 2007). Isso é que era estilo.

E também era de bom tom ocupar o pódio, não me ficando pelas modestas posições do 6º e 7º lugares.

E se um dos comentadores me fez a desfeita de quase considerar injustiça o destaque, através das palavras "relativamente conseguidas", outro houve que soube reconhecer o mérito. Número 6 já ao primeiro lugar, com uma conjugação até agora original ("reles e sem imaginação").

Curiosamente, no que toca às pessoas que me conhecem, não há ninguém que me tenha colado os dois epítetos. Uns acham que não tenho imaginação, outros que eu sou reles.

Com dez livros individuais publicados, lastimo profundamente não ter ocupado na totalidade o top-ten, mesmo que o desejo roçasse a utopia. Afinal, estamos a falar das piores capas de sempre.

Quanto às companhias, nem me sinto mal: Unamuno, Pacheco, Miller...

Resta-me concluir. Se quem tem capa sempre escapa, eu não consegui, pelos vistos.

Talvez faça uma segunda edição de "De boas erecções está o Inferno cheio, king kong size, edição especial para masturbadores" com a reprodução de "As tentações de Santo Antão".
Alguém tem o número de telemóvel do pintor?

Luís Graça disse...

Afinal, o top-ten é apenas de nomeações. Estava distraído. Ainda posso ser 1º e 2º!
Obviamente, não vou votar, sendo parte interessada. Nem em mim, nem nos adversários.

Pó dos Livros disse...

Caro Luís Graça,

Não posso deixar de lhe dar os parabéns pela forma bem-humorada como encarou esta iniciativa.

PS. Já agora se me conseguir uma cópia do recorte de jornal, agradecia.;)

Um abraço

Jaime Bulhosa

Obrigado

Anônimo disse...

Os livros do Luís Graça são satíricos. Daí, penso eu, terem esse tipo de capas. Se calhar o pessoal não percebeu...

joao cotrim faria disse...

A do Pacheco. É grotesca, desde o cisne, ao palacete, ao Pacheco em grande plano. É por estas e por outras que o homem nunca foi devidamente reconhecido...

sara disse...

Bem, realmente a capa do livro do Luis Pacheco é má.. mas o "palacete" tem o seu sentido, trata-se de uma imagem do parque das Caldas da Rainha, de onde ele é natural e à qual dedica alguns dos seus mais satíricos textos. Mas, sem dúvida alguma, a pior capa é a da Religiosa de Diderot...
Epá Diderot é Diderot porra! Que raio de capa!!