segunda-feira, março 30

Ter como critério de leitura a sorte ou o destino

Costumo passar os fins-de-semana numa antiga casa de campo que, como quase todas as casas antigas, está cheia de coisas antigas que se vão juntando ao longo dos anos. Nesta casa existe uma biblioteca com cerca de três mil livros. Velhas edições que se foram acumulando, herdadas das gerações anteriores, e cuja maioria não sei quais são. É nesta biblioteca que eu gosto de passar o dedo indicador pelas prateleiras e tirar um livro ao acaso, sem grande preocupação sobre o título ou o autor que me vai sair. Normalmente fecho os olhos e escolho um pelo tacto, tendo apenas como critério o número de páginas que é possível ler num fim-de-semana. Às vezes, quando a sorte me é madrasta, faço batota e repito a operação. Desta vez foi à primeira, saiu-me um pequeno livro editado pela Portugália editora cujo título é Zadig ou o Destino. Como livreiro, evidentemente, já tinha ouvido falar dele, ainda para mais tendo sido escrito por Voltaire.
Zadig ou o Destino foi escrito em 1747, doze anos antes de Cândido ou o Optimismo, a mais famosa novela de Voltaire: O livro conta-nos a história de Zadig, um filósofo da antiga Babilónia; Voltaire não se preocupa com o rigor histórico, apenas se preocupa com os problemas sociais e políticos do seu tempo, disfarçados sob a história de Zadig. O livro é de natureza filosófica, e apresenta a vida como se esta estivesse nas mãos de um destino fora do controlo humano. É uma história de ortodoxia religiosa e metafísica, as quais Voltaire desafiou apresentando a revolução moral vivida pelo próprio Zadig e recorrendo a hábeis dispositivos de contradição e justaposição.

Zadig ou o Destino foi para mim um verdadeiro achado, uma verdadeira pérola da literatura que provavelmente nunca se teria cruzado comigo, não fosse a “sorte” ter-mo “destinado”.
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Jaime Bulhosa

Janela de Sónia de Manuel Rui


«Janela de Sónia» é a história da sobrevivência de uma família angolana durante a Guerra Civil de Angola (período Pós-Independência, com final «oficial» em 2002).Como em todas as guerras (ou poderemos dizer «como em todas as mudanças drásticas colectivas»?), há reorganizações sociais e económicas, há classes que ascendem e que decaem, há tradições que se perdem e que se ganham. «Janela de Sónia» é um livro que procura mostrar como a humanidade se renova, como é possível encontrar uma nova identidade nacional, local, individual, num país tão longamente maltratado por um ambiente de destruição. »



Manuel Rui, nasceu em Nova Lisboa (hoje Huambo), Angola, em 1941. Com participação activa em diversas áreas (política, social, cívica, ensino), alia a prática da advocacia, que exerce em Luanda, à escrita. Detentor de uma vastíssima, abrangente e multifacetada obra, tem colaboração dispersa em diversos jornais e revistas, figura em antologias de ficção e de poesia, e textos seus estão traduzidos em várias línguas. É membro fundador da União dos Artistas e Compositores Angolanos, da Sociedade de Autores Angolanos e da União de Escritores Angolanos. É cronista, crítico e ensaísta. Publicou até ao momento nove livros de poemas e mais de uma dezena de ficção: entre muitos outros títulos, Quem Me Dera Ser Onda (Prémio Caminho das Estrelas; adaptado para teatro e televisão e com várias reedições), Crónica de um Mujimbo, Rioseco, Um Anel na Areia, Conchas e Búzios (Infantil-juvenil), O Manequim e o Piano, Estórias de Conversa.





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Título: Janela de Sónia
Autor: Manuel Rui
ISBN: 978-972-21-2021-0
Género(s): Literatura
Acabamento: brochado
Dimensão: 13,4x21 cm
Páginas: 456
Preço: 15,90 €

sexta-feira, março 27

EXPOSIÇÃO Formas e Energias Colecção de Arte Africana de Eduardo Nery

(clique no logo para mais informações)



Páteo da Galé (Terreiro do Paço)
Até 30 de Junho

Inauguração 29 de Março


Máscaras, esculturas, cerâmicas, tecidos, mobiliário e instrumentos de música… Cerca de 220 objectos de arte tradicional da África Sub-Sahariana da colecção particular do artista plástico Eduardo Nery.

A Câmara Municipal de Lisboa inaugura no dia 29 de Março a exposição Formas e Energias - Colecção de Arte Africana de Eduardo Nery, no Páteo da Galé (Terreiro do Paço). Trata-se de uma colecção de arte tradicional dos povos africanos sub-saharianos com cerca de 220 peças entre as quais se destacam esculturas, tecidos, máscaras, peças de mobiliário e instrumentos musicais.

Inicialmente para Eduardo Nery mais importante que a função, simbologia ou pertença a um grupo étnico de cada objecto, eram as suas características estéticas ou plásticas.
Posteriormente, a sua selecção de coleccionador evoluiu para o equilíbrio entre valores estéticos e testemunhos de ordem cultural e funcional.

O comissariado do projecto é da responsabilidade do Prof. José António Fernandes Dias (doutorado em Antropologia, professor na Faculdade Belas Artes da Universidade de Lisboa), que em diálogo com Eduardo Nery optou por se afastar da organização em grupos funcionais, preferindo os grupos estéticos relacionados com a Arte Ocidental.
Desse modo, a exposição é constituída pelos núcleos de: realismo e classicismo; cubismo e geometrização; surrealismo e fantástico; expressionismo; hieratismo e dinamismo.

A exposição inclui ainda algumas fotografias da autoria de Eduardo Nery, nas quais recorreu a objectos da sua colecção com o propósito de exprimir e de reforçar o seu valor mágico e poético.

Nota: A livraria Pó dos Livros vai lá estar com livros sobre o tema da exposição e não só.

Odes ao vinho

Que vale mais?
Sentar-se numa taberna e fazer exame de consciência
ou ajoelhar-se na mesquita, de alma fechada?
Nada me preocupa saber se temos um Senhor
e que fará ele de mim, no final


---Rubaiyat-Odes ao Vinho
Omar Khayyam
Tradução: Fernando Castro
Prefácio: E.M. de Melo e Castro
Capa:José Antunes
Editorial Estampa, 1999
p.v.p. 6.51€
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Omar Khayyam, 1048-1131, poeta, matemático e astrónomo persa
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Publicado por Isabel Nogueira

quarta-feira, março 25

Coisas sem importância...

Chegou à Pó dos livros um livro cujo título original é o seguinte: Firing Back - How Great Leaders Rebound After Career Disasters, editado em Portugal pela Actual Editora com o título muito sui generis: Recomeçar de Novo.

Ou estou maluco da cabeça ou não estou a olhar com os olhos como deve ser. Vou entrar dentro da questão e dizer que isto me parece uma falta de desrespeito para com a língua portuguesa, não podemos descer para baixo o nível da edição em Portugal e temos de destrocar os títulos estrangeiros para um português mais ou menos correcto. Só assim podemos subir para cima o nível. Eu não quero pisar com os pés ninguém e até sei que é uma figura de estilo muito buereré de usada.

Jaime bulhosa

Um por dia, não sabe o bem que lhe fazia!


De noite orava junto à água no palácio do musgo aquático.
Invocava alguém do interior do céu,
Senhora da nossa carne,
Senhora da nossa carne,
Aquela que de noite tem uma encosta de estrelas
Aquele que um dia enche a terra com algodoeiros
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in Poemas Ameríndios
(poemas mudados para português por Herberto Helder)
Poemário Assírio & Alvim 2009
PVP: 10.00 €
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Publicado por Isabel Nogueira

terça-feira, março 24

Pensamento do dia

«A balança comercial entre Leitores e Livros entrou em défice: à medida que aumenta a população com formação universitária, não aumenta o número de pessoas que lêem, mas sim o número de pessoas que querem ser lidas.»

Livreiro anónimo a partir de uma frase de Grabriel Zaid

Twitter

(via Facebook Carlos Vaz Marques)

Século XX Esquecido




Entrámos numa era de esquecimento. Para o autor, o mundo de hoje é tão diferente daquele do de há algumas décadas que se perdeu a noção das nossas origens. Os resultados desta ignorância revelam-se agora calamitosos e o futuro não se afigura risonho. Perdemos os laços com um período de três gerações de debate político internacional, de pensamento e activismo social, já não sabemos como discutir assuntos cruciais para as políticas públicas e caiu em esquecimento o papel dos intelectuais no debate, na transmissão e até na defesa das ideias que moldaram essa época. Numa obra que se lê como um roteiro para se ter a noção da história, de que tão urgentemente necessitamos, Tony Judt recupera assuntos tão díspares como o percurso de alguns intelectuais judeus e o desafio do mal, a interpretação da Guerra Fria, ou a memória do marxismo. Uma obra importante para se perceber como é que a história deu lugar à criação de mitos, que se sobrepuseram ao entendimento e à memória.

Título: Século XX Esquecido - Lugares e Memórias
Autor: Tony Judt
Tradução: Marcelo Felix
Edição: Edições 70
N.º Pág. 462
ISBN: 9789724415420
PVP: 24.00 €

segunda-feira, março 23

Ler é estúpido!

Desde o aparecimento do livro, sempre houve leitores, dos casuais aos que lêem os clássicos. Mas também sempre houve não-leitores, dos que não tiveram a oportunidade de aprender aos mais instruídos.

Noutro dia, falava sobre o meu trabalho de livreiro e da importância da leitura com um amigo, que me disse: «Sabes, os livros já passaram de prazo e foram escritos, na sua grande maioria, por pessoas que já morreram ou por quem nada tem a acrescentar. Ler é viver a vida dos outros e não ter vida própria, ler requer tempo e o tempo nos dias de hoje é um luxo. A verdadeira sabedoria está na experiência da vida per se e não nas sumidades da enciclopédia. A escrita é um simulacro da fala que parece muito útil para a memória, o saber, a imaginação, mas que acaba por ser contraproducente. As pessoas confiam nela e não desenvolvem a suas próprias capacidades. Se queres saber, acho que as pessoas lêem demais. Antes de lerem um livro, deveriam reflectir sobre se esse livro irá de facto melhorar a sua vida; é que a grande maioria deles não melhora.» Esta afirmação apanhou-me de surpresa, não estamos habituados a que pessoas instruídas neguem a importância da leitura. Onde terá ele ido buscar tanta sabedoria?

Jaime Bulhosa

Os Girassóis Cegos


Alberto Méndez (1941-2004) nasceu em Madrid. Estudou em Roma e licenciou-se em Filosofia e Letras na Universidade Complutense de Madrid. Trabalhou sempre em grupos editoriais nacionais e internacionais. O seu livro de contos, Os girassóis cegos, foi aclamado pela crítica espanhola e recebeu o Prémio Setenil de Contos, em 2004, o Prémio Nacional de Narrativa e o Prémio da Crítica, em 2005. Foi também adaptado ao cinema com o mesmo título, em 2008, pelo realizador José Luis Cuerda.


Os girassóis cegos integra quatro histórias inspiradas nos acontecimentos da Guerra Civil Espanhola, histórias do tempo do silêncio.Quatro contos, subtilmente ligados entre si, contados com uma mesma linguagem, mas com os estilos próprios de narradores distintos – um capitão do exército de Franco, um jovem poeta, um prisioneiro e um diácono –, que vão desenhando o verdadeiro protagonista deste livro: a derrota.
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Título: Os Girassóis Cegos
Autor: Alberto Méndez
N.º Pág. 184
ISBN: 9789898093202
PVP: 18.00€<>

sexta-feira, março 20

A nova literatura está no Twitter





Se tudo o que é escrito no Twitter passasse imediatamente a papel, tenho a certeza de que a máquina cuspiria a um ritmo de mais de uma resma por segundo. Ainda bem que não é assim - é bastante mais ecológico. Sejamos sinceros, 99 por cento do que lá se escreve é desperdício.
Para quem não está familiarizado com o Twitter, eu passo a explicar: o Twitter pode ser definido como uma rede social de microblogues que permite aos seus utilizadores enviar mensagens directas (twits) contendo um máximo de 140 caracteres.
Há dois grandes grupos de utilizadores: as pessoas colectivas e as pessoas singulares.
As pessoas colectivas, dependendo do âmbito da sua actividade, usam geralmente o Twitter para dar uma notícia ou para anunciar os seus serviços e produtos.
Já as pessoas singulares, apresentando ou não a sua verdadeira identidade, usam o Twitter para uma multiplicidade de objectivos, de que dou alguns exemplos:
1.º Os pensadores: são aqueles que debitam frases tipo adágios.
2.º Os conversadores: são aqueles que o usam para ter conversas particulares em público.
3.º Os provocadores: são aqueles que se sentem sós e por isso mandam todo o tipo de bocas, na esperança de que alguém os oiça.
4.º Os engatatões: são aqueles que andam sempre à procura de uma fotografia bonita, mandam indiscriminadamente uns piropos a pessoas que não sabem se estão livres ou não, esquecendo-se, incautos, de que podem estar a ser lidos pelo(a) respectivo(a) e que com um bocado de azar ele(a) tem duas vezes o seu tamanho.
5.º Os jornalistas: são aqueles que na sua infância gostavam de escrever diários, daqueles que tinham chave para ninguém poder ler, só que aqui dão a chave a toda a gente.
6.º Os políticos: são aqueles que, como o próprio nome indica, fazem política, usando apenas os slogans - é que com apenas 140 letrinhas não dá para mais.
7.º Os naturalistas: são aqueles que descrevem tudo os que estão a fazer em tempo real, nomeadamente descrevendo idas à casa de banho e respectivo cheiro.
8.º Os maníacos ou repetitivos: na prática, são os chatos, porque conseguem escrever 140 caracteres mais depressa que ninguém e por isso lançam novos twits de 10 em 10 segundos, inclusive twits repetidos.
Muitos outros exemplos poderia dar: Os 9.º Os conservadores, 10.º Os moralistas, 11.º Os marxistas leninistas, 12.º Os trotskistas, etc., ect., mas a verdade é que é no Twitter que as novas pérolas da literatura se fazem, e isto em apenas 140 caracteres. Soa mais ou menos assim:

irmaolucia 192 seguidores. o twitter tem mais animação e regabofe do que o pornotube

caradepau Gosto de falar para minha empregada: “Tomara que você ganhe na Loto, pois assim você terá empregados iguaizinhos a você”. Clodovil

susanacampos sou só eu ou o Papa Bento XVI é assim digamos que parvo?!

irmaolucia: se avançam com aquela cena dos casamentos gay é ver as criancinhas a torrarem a mesada no dia dos pais. e poupadinhas no da mãe e vice-versa

DeJoVu A ficção é a verdade dentro da mentira

CienAoNatural@chocolatealma Em 140 caracteres é difícil ser menos genérico.

Vancotrim Agora não apetece escrever nada de especial e que possa acrescentar alguma coisa...

BordadoIngles As meias parolas nunca se divorciam
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avelase já que tou numa de conselhos... BOMBA: quero aprender a fazer tricot. qual é o kit básico?
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p_o_l eu sou eu não sou?
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Ruiva Let me go hoooooooooooooooooommmmme

fcancio dormiste bem, querido? e banhinho, já tá?

fcancio não me digas que te lavas por baixo naquilo. Deve ser com cada corrente de ar que vou-te dizer.

Ruiva Aiiiiiii....deslarga-me!

RogerioCasanova: @fcancio Eu tinha 16 anos, a minha mãe tinha 44, o podengo tinha 6 meses. A combinação não durou muito tempo.

aff: @RogerioCasanova eu tive um gato que me urinou num livro de teoria da comunicação

irmaolucia: @almaradona @fcancio eu só amo o maradona se ele me pagar umas imperiais

azeite: @irmaolucia então, sabes a alegria que o dito me está a dar neste momento. espero que não fiques com ciúmes. não quero cá dessas mariquices.

deolindalisboa Hoje é dia de tirar o pó à grafonola

fcancio: @fjviegas usas bimby?

RogerioCasanova Desperdicei a infância a brincar aos "polícias e ladrões".

jorgecandeias As gajas que são aviões também se despenham?

irmaolucia só me faltava esta, spam nos followers do twitter. por todo o lado se sabe da minha necessidade de enlarge my pennis

fernandomateus Ai esta porra. Ainda agora cheguei e já vi que me roubaram twits durante a noite grrr.

Sousenhorademim Grrrrrrrr desapareceu-me da Home os meus twittos de hoje à tarde :@ que coisa pá! QUE COISA!!!

raquelvalentim isto hoje está um bocado lento ou é só impressão minha?


Jaime Bulhosa

The very hungry caterpiller

Parabéns a Eric Carle e à sua "lagartinha muito comilona", que hoje, até teve direito a uma abertura especial no Google.

Débora Figueiredo.

quinta-feira, março 19

Porque é que hoje é o dia do pai?


Jaime Bulhosa

Livro curioso

1909 é um livrinho editado pela Biblioteca Nacional de Portugal que consiste apenas numa cronologia do ano de 1909 com textos de autores e ilustrações da época.

Janeiro
As escolas republicanas – Brito Camacho

Fevereiro
1 de Fevereiro – Raul Proença
O Carnaval – Raul Proença

Março
Por ocasião da morte do grande actor Taborda – Branca de Gonta Colaço

Abril
O Jesuitismo – Guerra Junqueiro

Maio
Questão do divórcio – Ana de Castro Osório

Junho
Notas Vermelhas – José do Vale
O sufrágio feminino – Maria Valeda

Julho
A mulher e a República – Teresa Deslandes

Agosto
Elogio do povo, em forma de carta a um pessimista – João Chagas

Setembro
A Ditadura – Alfredo Pimenta

Outubro
Maura, o assassino! – Gomes Leal

Novembro
Um casamento – Marinha de Campos

Dezembro
Prémios Nobel atribuídos em 1909

Título: 1909
Edição: Biblioteca nacional
ISBN: 9789725654415
PVP: 5.00 €

quarta-feira, março 18

Um convite



Chegou na sexta-feira à Pó dos livros "O incrível rapaz que comia livros" de Oliver Jeffers, editado pela Orfeu Mini. Já o provámos e é mesmo saboroso. Venha também degustá-lo porque vale mesmo a pena. Aproveitamos para pedir desculpa pela dentada, mas não resistimos.
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Edição: Orfeu Negro
ISBN: 9789899556546
PVP: 15.00 €
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Débora Figueiredo

Coisas que nem nós sabíamos que tínhamos


«Passando pela Pó dos Livros, onde fui buscar uns livros que tinha encomendado e acabei por ficar à conversa, cedi finalmente ao impulso de descobrir o conteúdo do volume antigo que repousa junto à máquina de escrever-relíquia que ocupa uma das mesas.[…]»

Leiam o que a Sara Figueiredo do Cadeirão Voltaire escreveu sobre este livro.


Jaime Bulhosa

terça-feira, março 17

Nós bem que temos vindo a avisar

Mais de 9000 livros desapareceram da British Library. O Guardian revela alguns dos valiosos exemplares que continuam em parte incerta.

(via blogue Ler)

Pesquisas na Google



Andava pelo Sitemeter quando reparei que alguém e algures no Brasil pesquisou na Google a frase: «onde comprar latas para guardar bolachas» e veio parar aqui.

Ganhe bilhetes para antestreia do filme - Che Guevara

Temos mais 18 bilhetes duplos para a antestreia do filme de Soderbergh para oferecer a quem comprar um livro das Edições Tinta-da-china, aqui na Pó dos livros.


Cinemas Lusomundo Alvaláxia, 18 de Março, 21h30

Nota: Aceitam-se reservas pelo telefone até ao limite do stock.

segunda-feira, março 16

Assinaturas de ladrões



A propósito de um artigo que saiu na revista Sábado desta semana sobre ladrões de livros publico aqui uma pequena lista de títulos de livros roubados que enviei para a jornalista Lucília Galha.

Digam lá se não parece mesmo que através dos títulos os ladrões nos deixam a sua assinatura.

- Sinto Muito
- Manual de Boas Maneiras
- Consciência, Dialéctica e Ética
- Código Penal
- Legislação de Defesa do Consumidor
- Constituição da República Portuguesa
- Construir uma Biblioteca
- Ali Babá e os Quarenta Ladrões
- A Raposa Matreira
- O Corsário Negro
- Ladrão Honesto e Outras Histórias
- Factor Atracção
- Deus Apesar de Tudo
- Grandes Ideias Perigosas
- Desaparecido
- Veneno de Deus, Remédios do Diabo
- Os Males da Existência
- Comer, Orar e Amar
- Aventuras do João Sem Medo.

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Jaime Bulhosa

Caracol, caracol, põe os pauzinhos ao sol



Viagens, Marco Polo, Biblioteca editores Independentes

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É tão bom sair da Pó dos livros à hora do almoço, com uma sanduíche e um livro na bagagem, e ir para o jardim da Gulbenkian cheirar a Primavera!
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Isabel Nogueira

sábado, março 14

Century -O Anel de Fogo


A cada cem anos, a humanidade é posta à prova, e o pacto entre o homem e a natureza é renovado. A cada cem anos, quatro jovens têm de participar num grande desafio. Outros cem anos passaram e os jovens voltam a ser escolhidos. Desta vez o desafio começará em Roma, a cidade do Fogo, e os escolhidos são a italiana Electra, o japonês Sheng, a francesa Mistral e o americano Harvey. Até há pouco tempo não se conheciam, agora encontram-se debaixo do mesmo tecto, num hotelzinho em Roma, e descobrem que têm algo em comum: todos nasceram no mesmo dia - 29 de Fevereiro! Como se não bastasse essa estranha coincidência, quando saem do hotel às escondidas, na noite de 29 de Dezembro, para irem explorar a cidade coberta de neve, são seguidos por um estranho homem que lhes entrega uma mala e desaparece. O desafio começou. Dentro desta mala, um mapa de madeira com aspecto muito antigo desafia a imaginação dos amigos, mas muito em breve uma série de outros estranhos acontecimentos começará a arrastá-los para uma aventura inimaginável e gigantesca que passará por quatro grandes cidades do mundo e pelos quatro elementos da Natureza, que eles terão de apaziguar: Roma, Nova Iorque, Paris e Xangai serão os epicentrosdo grande desafio de CENTURY!

PIER DOMENICO BACCALARIO
Nasci a 6 de Março de 1974, em Acqui Terme, uma pequena e bela cidadezinha piemontesa. Cresci rodeado de florestas, com os meus três cães, a minha bicicleta preta e o Andrea, que morava a cinco quilómetros da minha casa. Quando frequentava Direito na Universidade, venci o Prémio Battello a Vapore, com o romance A rua do guerreiro, tendo sido um dos momentos mais importantes da minha vida. Desde então comecei a publicar romances. Após a Licenciatura, dediquei-me a museus e projectos culturais, procurando encontrar histórias interessantes mesmo nos velhos objectos repletos de pó.

Edição: QuidNovi
Titulo: Century - o anel de Fogo
Tema: Juvenil
Autor: P. D. Baccalario
Capa: Dura
N.º Pág. 336
ISBN: 9789896281267
PVP: 14.95 €

Twitter - DailyShow Jon Stewart

Dicas para uma alimentação saudável

Chegou ao balcão com uma pilha de livros: política, filosofia, história, um romance. Tirava já o cartão para pagar quando, de repente, se dirigiu à estante atrás de mim e voltou, a rir, com um pequeno livro na mão – este é para o pequeno almoço!


Carta ao Pai, Franz Kafka, Guimarães Editores

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Isabel Nogueira

sexta-feira, março 13

Rectificação à rectificação sobre o livro 'Sei Lá' de Margarida Rebelo Pinto


O livro Sei lá de Margarida Rebelo Pinto foi de facto colocado no mercado em Março de 1999 pela editora Difel e não em 1998 como eu referi aqui. Peço humildemente desculpa pela incorrecção à Margarida Rebelo Pinto e a todos os visados. O facto de a editora Oficina do Livro estar a comemorar os dez anos do livro e não a editora Difel levou-me ao engano. Mais uma vez as minhas desculpas e parabéns.
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, março 12

Sei lá... Margarida Rebelo Pinto? rectificação (o seu a seu dono)


Faz agora onze anos e não dez, como se diz aqui, aqui, aqui e aqui, que o livro Sei Lá de Margarida Rebelo Pinto foi editado. Foi em 1998, pela Difel, e não em 1999, pela Oficina do Livro (curioso a própria autora ter confundido a editora e as datas da efeméride). Considerado o melhor exemplo de literatura light - ou de literatura pop, como o seu editor preferiria chamar-lhe -, transformou para sempre, para o bem e para o mal (muito se falou e escreveu sobre este assunto), o mercado editorial português. Gonçalo Bulhosa, co-fundador da editora Oficina do Livro, trouxe para o mercado editorial português uma nova forma de trabalhar o livro, vindo mesmo a tornar-se num case study. Muito por causa da sua longa experiência como livreiro, Gonçalo Bulhosa percebeu, primeiro do que ninguém em Portugal, que havia uma grande fatia de leitores que não estava a ser levada em conta pelos editores. Juntando a isto um espírito inventivo, que lhe é característico, o excelente desempenho nas relações públicas e uma perspicácia inata para o marketing, Gonçalo Bulhosa inovou. Inovou quando percebeu que seria um sucesso pôr uma figura pública a escrever; ou melhor, inovou quando percebeu que podia transformar um escritor numa figura pública. Inovou quando percebeu que a capa de um livro é um dos factores principais da compra por impulso, o que o levou a fazê-las de cores garridas, executadas por jovens designers desconhecidos na altura. Inovou quando entendeu que ganhar visibilidade no espaço comercial era vital para as vendas de um livro e começou a comprar esse espaço. Inovou a forma de comunicar o livro, quando, por exemplo, colocou outdoors de livros pela cidade ou aviões com faixas a passar nas praias do Algarve. Inovou, inovou, inovou.

Até poderá ficar apenas conhecido como o editor da literatura light, mas, só a título de curiosidade, ao mesmo tempo que editava Margarida Rebelo Pinto na Difel, editava também Junot Diaz, Prémio Pulitzer para a Ficção 2008. Foi editor de muitos outros nomes portugueses conhecidos, que nem sempre lhe fazem a devida referência.

Nota: falar de um irmão de que se gosta muito, ainda por cima mais novo, é difícil. Nunca se é imparcial e é-se sempre muito emotivo. Parabéns, mano.
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Jaime Bulhosa

Kindle 2

quarta-feira, março 11

No futuro e-Book, Kindel e outras coisas do género


Estamos no ano de 2060, algures em Lisboa, numa casa de classe média com todas as comodidades modernas, casa inteligente, cheia de computadores e chips por todos os lados, encontra-se também, juntamente com esta inteligência artificial, uma velha biblioteca de livros. Conversam dois irmãos, uma rapariga de 20 anos e um rapaz de 15.

Rapaz: - O que é que o avô fazia com todos estes livros?

Rapariga: - Lia-os, evidentemente.

Rapaz: - Como! Então deve ter levado anos? Quero dizer, é muito mais fácil e rápido carregar num botão e ter imediatamente acesso a toda informação essencial de que precisas.

Rapariga: - Tens razão. Mas no tempo dele era assim, queriam um pouco mais.

Rapaz: - Um pouco mais… o que queres dizer com isso?

Rapariga: - Eles queriam tudo, não apenas uma parte, do que podemos chamar conhecimento.

Rapaz: - Qual é a diferença?

Rapariga: - Imagina que estás na escola na disciplina de Nostalgia e te davam a ler um livro inteiro, tinhas que o ler todo, não apenas um resumo. É como nos filmes, tens de o ver todo para depois fazeres o thrailer.

Rapaz: - O quê! Fazer todo o trabalho chato sozinho.

Rapariga: - Exactamente, no tempo dos avós era assim. Não podias simplesmente carregar num botão e já está! Tinhas de ser tu próprio a pensar.


Jaime Bulhosa

Edgar Allan Poe


Edgar Allan Poe (Boston, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, 7 de Outubro de 1849) foi um escritor, poeta, romancista, crítico literário e editor.
Poe é considerado, juntamente com Jules Verne, um dos precursores da literatura de ficção científica e fantástica modernas. Algumas das suas novelas, como The Murders in the Rue Morgue (Os Crimes da Rua Morgue), The Purloined Letter (A Carta Roubada) e The Mystery of Marie Roget (O Mistério de Maria Roget), figuram entre as primeiras obras reconhecidas como policiais, e, de acordo com muitos, as suas obras marcam o início da verdadeira literatura norte-americana.
No dia 3 de Outubro de 1849, Poe foi encontrado nas ruas de Baltimore, com roupas que não eram as suas, em estado de delirium tremes, e levado para o Washington College Hospital, onde veio a morrer apenas quatro dias depois. Poe nunca conseguiu estabelecer um discurso suficientemente coerente, de modo a explicar como tinha chegado à situação na qual foi encontrado. As suas últimas palavras teriam sido, de acordo com determinadas fontes, «It's all over now: write Eddy is no more», em português, «Está tudo acabado: escrevam Eddy já não existe».

«Para mim a poesia não foi nunca uma intenção, mas uma paixão; e as paixões merecem ser tratadas com respeito; não devem – não podem – ser excitadas a nosso bel-prazer com vista às compensações triviais, e às honrarias mais triviais ainda da humanidade»

E.A.Poe

«Poe fez poucos poemas; lamentou-se algumas vezes por não poder entregar-se, não só com mais frequência mas com exclusividade, a esse género de trabalho que considerava ser o mais nobre. Todavia, a sua poesia tem sempre um efeito poderoso. (…) É algo de profundo, espelhando como o sonho, misterioso e perfeito como o cristal.»

Charles Baudelaire

Título: Obra Poética Completa
Autor: Edgar Allan Poe
Tradução, introdução e notas: Margarida Vale de Gato
Ilustrações: de Filipe Abranches
Capa dura: Vera Tavares (sobre ilustração de Filipe Abranches)
ISBN: 9789728955939
PVP: 27.70 €

terça-feira, março 10

Alguém ainda se lembra como se lança o pião?


Não resistimos e compramos uns piões aqui para secção infantil da Pó dos livros. Deixamos os miúdos pintá-los e até ficaram giros, o pior foi quando nos perguntaram para que é que serviam, para além da pintura. Quando tentamos fazer uma demonstração… Ups! uma vergonha.

Caos Calmo



Prémio Méditerranée 2008 para o melhor romance estrangeiro Prémio Strega 2006.
Enquanto Pietro Paladini salvava uma desconhecida de morrer afogada na praia, a sua mulher morria perante os olhos incrédulos de Claudia, a filha de ambos. A partir desse dia, tudo muda. Pietro decide não voltar ao trabalho e começa a passar os dias sentado em frente à escola da filha. Mas a dor e o luto pela mulher parecem não o afectar como seria de esperar. A sua vida continua, ainda que agora num novo e inusitado cenário, que, por sua vez, exerce um fascínio inexplicável sobre os novos e os velhos amigos, o irmão, a cunhada e os colegas de trabalho que ali se deslocam para terem com Pietro conversas para as quais nunca haviam tido coragem. Em vez de lhe darem os pêsames, fazem-lhe confidências, expõem sentimentos e inseguranças numa série de histórias paralelas que levam o protagonista a reflectir sobre a sua própria existência.

Esta obra foi adaptada ao cinema, num filme realizado por Antonello Grimaldi, protagonizado por Nanni Moretti e distribuído em Portugal pela Midas Filmes.
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Nota: Brevemente o DVD do filme à venda na Pó dos livros, bem como outros filmes da Midas.
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Edições ASA
Título: Caos CalmoAutor: Sandro Veronesi
Tradução: Regina valente (directamente do italiano)
ISBN: 9789892302119
PVP: 17.00€






segunda-feira, março 9

Declaração dos Direitos do Livro


A Associação de Editores da Região Centro de França redigiu uma Declaração dos Direitos do Livro (só podiam ser os franceses). Eu, como tento ser cuidadoso (que é como quem diz, muito pouco democrata) no que toca a estas coisas do livro, proponho desde já dois pequenos acrescentos ao Artigo n.º 1 para posterior ratificação no Parlamento. Assim, acrescento a alínea [a]: Desde que seja um Livro na verdadeira acepção da palavra, isto é, não valem manuais técnicos que acompanham os electrodomésticos e demais aparelhos, nem aqueles livros que são escritos por pessoas que fazem copy paste. E a alínea [b]: Desde que respeitem todos os direitos do leitor definidos por Daniel Penac, que são os seguintes:
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O direito de não ler
O direito de saltar páginas
O direito de não terminar um livro
O direito de reler
O direito de ler qualquer coisa
O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível)
O direito de ler em qualquer lugar
O direito de ler uma frase aqui e outra ali
O direito de ler em voz alta
O direito de calar


Nota: Aceitam-se mais alterações à Declaração dos Direitos do Livro, excepto ao artigo n.º 4. Quanto aos outros, podem fazê-lo nos comentários.
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Jaime Bulhosa


Declaração dos Direitos do Livro


Artigo 1
Os livros, todos os livros, têm direito a existir.


Artigo 2
Os livros são iguais entre si, sem distinção de origem, fortuna, nascimento, opinião ou editor.


Artigo 3
Todo o livro tem direito à vida, à comercialização, à possibilidade de ser exposto ao leitor e de proporcionar ao seu autor a de ser lido e renumerado com justiça.


Artigo 4
Todos os livros são iguais perante a lei, a qual os submete à igualdade de preço em qualquer lugar onde sejam expostos.


Artigo 5
Todos os livros têm direito a que, em qualquer lugar, se reconheça a sua personalidade, a personalidade do autor e do editor.


Artigo 6
O livro, como uma obra de imaginação bem como de investigação, dirige-se à imaginação e às necessidades do ser humano. Assim, na sua comercialização, não deve ser tratado como um simples produto de consumo corrente.


Artigo 7
O livro é e será garante das nossas liberdades. Não pode em nenhum caso ser submetido a alienação, seja no plano do pensamento, seja no plano da sua vocação fundamental, que é promover o livre intercâmbio de culturas, mentalidades e saberes.


Artigo 8
O livro, motivador da abertura de espírito, da ciência, dos prazeres, depositário do saber enquanto obra de criação, deve ser tratado como um bem indispensável para a cultura, a promoção social e espiritual e a informação, não pode ser tratado como uma vulgar fonte de lucros.
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sábado, março 7

Outras Cores

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Outras Cores recolhe um vasto leque de textos de grande interesse e de valor intemporal, desde apontamentos da vida pessoal do autor e das suas complexas relações familiares, com laivos de lirismo e toques de humor, até ensaios sobre cultura e análise política, que formulou numa narrativa contínua. Em Outras Cores refere os seus primeiros contactos com a sociedade ocidental, o recente e mediático caso com a justiça turca, a censura que limita a liberdade de expressão. Além de uma short story da sua autoria, o livro inclui igualmente uma entrevista dada à Paris Intervew, a conferência do prémio Nobel, intitulada "A Mala do Meu Pai". Outras Cores, numa escrita secretamente iluminada pelas palavras deste arquitecto que preferiu ser romancista, lê-se com deslumbramento.

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Título: Outras Cores
Autor: Orhan Pamuk
Tradutor: Miguel Romeira
Capa: Ana Espadinha
Editora: Presença, 2009
ISBN: 978-972-23-4112-7
Nº Pág: 423
PVP: 22.00€

sexta-feira, março 6

Cancioneiro da Trafaria


CROMOS & BASBAQUES,
PELO GRAÇA, O ORFEU DA REBOLEIRA

Ó escriba
Põe-te de cócoras.
Mas tem cuidado
Que se não veja
O colhão de oiro
Do calção dependurado!

&etc
Nunes da Rocha
Capa: Pedro Serpa
Isbn: 9789898150127
Pvp:10.99 €

A frase de António Barreto contextualizada


«Da maneira como o Governo aposta na informática, sem qualquer espécie de visão crítica das coisas, se gastasse um quinto do que gasta, em tempo e em recursos, com a leitura, talvez houvesse em Portugal um bocadinho mais de progresso. O Magalhães, nesse sentido, é o maior assassino da leitura em Portugal. Chegou-se ao ponto de criticar aquilo a que chamaram “cultura livresca”. O que é terrível. É a condenação do livro. Quando o livro é a melhor maneira de transmitir cultura. Ainda é a melhor maneira. A coroa de todo este novo aparelho ideológico que está a governar a escola portuguesa – e noutras partes do mundo – é o Magalhães. Ele foi transformado numa espécie de bezerro de ouro da nova ciência e de uma nova cultura, que, em certo sentido, é a destruição da leitura.»

António Barreto in Revista Ler n.º78

(entrevista de Carlos Vaz Marques)

Pensamento do dia


A diferença entre ler um bom livro ou um mau livro, é a mesma entre jantar num restaurante gourmet ou no McDonald’s, com a vantagem de nos livros pagar exactamente o mesmo.
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, março 5

Serrote

Chegou à Pó dos livros uma nova remessa de livros e cadernos da Serrote. Desta vez com três novidades: o caderno papel moeda, que nunca tinhamos recebido, um caderno liso novo e uma colecção de 12 cartões para todas as ocasiões.
Agora, repousam mesmo em frente ao balcão à espera de serem escritos, rascunhados, desenhados e "passeados" pelos nossos visitantes.



Débora Figueiredo

«O 'Magalhães' é o maior assassino da leitura em Portugal»

Li esta frase de António Barreto na capa da Revista Ler (ainda não li a entrevista) e fez-me lembrar este filme.


Jaime Bulhosa

Revista 'Ler' n.º 78

A Tinta-da-china dá livros no Twitter - saiba como:


A TINTA-DA-CHINA DÁ LIVROS NO TWITTER - SAIBA COMO: «O Japão É Um Lugar Estranho» foi o primeiro livro a ter uma conta própria na rede social twitter. Assinalando a publicação da obra de Peter Carey na colecção de literatura de viagens coordenada por Carlos Vaz Marques, a tinta-da-china lança, também no twitter, um concurso em que vai atribuir livros aos autores das frases mais criativas acerca do prazer (ou da angústia, ou do receio, ou do desejo) de viajar. As frases terão de ser divulgadas pelos concorrentes no twitter. Todas as frases a concurso devem ter a antecedê-las a etiqueta @JAPAOcarey e devem terminar com a etiqueta (ver http://bit.ly/Bpegu). O texto do twit deve ter este formato: @JAPAOcarey [texto do concorrente] (ver http://bit.ly/Bpegu) Serão escolhidas as três melhores frases. Ao primeiro classificado serão atribuídos três livros da colecção de literatura de viagens (http://bit.ly/QBjAT), ao segundo classificado dois e ao terceiro premiado um. Os concorrentes podem candidatar-se com tantas frases quantas as que entenderem enviar. Em caso de haver necessidade de desempate, o maior número de frases de um candidato será tido em conta.O concurso prolongar-se-á por uma semana, sendo os vencedores anunciados publicamente pela conta de twitter do livro “O Japão É Um Lugar Estranho”, @JAPAOcarey.