segunda-feira, agosto 31

O Galo de Sócrates




Não é o que estão a pensar. É muito melhor. São duas histórias literalmente fabulosas: O Galo de Sócrates e A mosca sábia.
A primeira é protagonizada por um galo, senhor de um ironia digna do próprio Sócrates, o genuíno, o filósofo. A segunda por uma mosca culta e tragicamente desencantada. Galo e mosca serão sacrificados. Em nome da humana estupidez.
Leopoldo Alas “Clarín” (1852-1901) é um dos melhores escritores espanhóis do seu tempo. E do nosso. Pois de então para cá o que é que mudou, além das moscas?

Autor:Leopoldo Alas “Clarín”
Tradução: de Horácio Vaz
80 pp. 13x13
ISBN 978-989-95833-2-0
pvp: € 7,50

sábado, agosto 29

John Dos Passos (Chicago 1896-1970)

Paralelo 42 é o primeiro volume da triologia U.S.A., que celebrizou John dos Passos como um dos maiores escritores norte-americanos do século XX ao fazer um esboço grandioso e caleidoscópio de uma nação em vias de se tornar uma superpotência. Tal como o paralelo que lhe dá título, este livro atravessa o coração dos Estados Unidos, ao seguir as vidas de cinco personagens nos anos que antcederam a Primeira Guerra Mundial. Mac, Janey, Eleanor, Ward e Charley são oriundos de diferentes partes do país e de diferentes estratos socio-culturais, e todos eles perseguem a sua versão do sonho americano. As suas histórias e percursos, que ora convergem ora divergem, são entrecortados por técnicas narrativas experimentais - como o recurso a colagens de notícias ou a fragmentos de um fluxo de consciência autobiográfico -, permitindo ao leitor construir, a cada página, um mapa detalhado da psique americana.


Título: Paralelo 42
Autor: John Dos Passos
Tradução: João Martins
Edição: Presença, 2009
ISBN: 9789722341684
PVP: 20,00€

sexta-feira, agosto 28

Teoria Geral das Lágrimas


Na idade em que, por inexperiência, tomamos gosto pela filosofia, decidi fazer uma tese, como toda a gente. Que tema escolher? Queria um que fosse ao mesmo tempo repisado e insólito. Assim que julguei tê-lo encontrado, apressei-me a comunicá-lo ao meu mestre:

- O que acha de uma Teoria Geral das Lágrimas? Sinto-me talhado para trabalhar nisso.

- É uma hipótese – disse-me ele -, mas ser-lhe-á muito difícil encontrar uma bibliografia.
- Que não seja por isso. Toda a história me apoiará com a sua autoridade – respondi-lhe eu, com um tom de impertinência e de triunfo.

Mas como ele, impaciente, me lançava um olhar de desprezo, resolvi de imediato matar em mim o Discípulo.


E,M. Cioran em Silogismos da Amargura, Letra livre

100 portas de Lisboa


Na Time Out desta semana saiu um artigo sobre as 100 portas de Lisboa onde é obrigatório entrar (pelo menos uma vez na vida). E a Pó dos Livros estava lá com este texto:

«Pó dos Livros: Os Clientes habituais tratam-no por senhor Carlos, e Carlos Loureiro é uma autoridade no mundo dos livros. Com mais de 20 anos de experiência, é o que um livreiro deve ser: alguém que acompanha, conhece e aconselha. E este é um dos grandes trunfos da livraria Pó dos Livros. Mas há mais: o bom gosto da decoração, a diversidade na oferta, as bonitas edições da Tinta da China, editora ligada aos proprietários, o café e o fundo editorial.»

Nocturnos

kazuo Ishiguro explora nesta obra os temas do amor, da música e da passagem do tempo. Um livro para quem se recusa a perder a esperança e insiste em ver o lado positivo de tudo o que sucede. Lições de vida e a vida em lições de mestria narrativa, de um autor já descrito pelo New York Times como «um génio extraordinário e original».
Das piazze italianas às colinas de Malvern, de um apartamento londrino à zona «reservada» de um luxuoso hotel de Hollywood, encontramos nestas páginas uma singular galeria de personagens – de jovens sonhadores a músicos de café e a vedetas em declínio – num momento particular de reflexão e de reavaliação das suas vidas.
Terno, íntimo e cheio de humor, este quinteto de histórias é marcado por um motivo recorrente: o esforço para preservar o sentido do romance na vida. É um livro para quem se recusa a perder a esperança e teima em ver o lado positivo de tudo o que de bom e mau sucede. Lições de vida e a vida em lições de mestria narrativa.
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Título original: Nocturnes – Five Stories of Music and Nightfall
Autor: Kazuo Ishiguro
Tradução: Rui Pires Cabral
Edição: Gradiva
ISBN: 9789896163228
PVP: 14.00€

quinta-feira, agosto 27

Blues


POR TRÁS DO AZUL RAIA UM AZUL MAIS DENSO
O mar ali, sem dar por isso, o toma
e no-lo vai devolvendo
à palavra feliz. De onde desponta
um outro azul, de quase pensamento
e, como tal, a oferecer às coisas
espaço inteligível, luz de tempo
de que, de novo, se destacam novas.
Que azul tão lúcido o que abunda dentro.
Subiu salino deste mar. Agora
o ímpeto indizível deu em vento.
E o que se vê arrebanhou-o à volta
para, eficaz, o reconhecimento
ir repetindo o da primeira aurora.
E a sua solidão de antes do tempo.
Que punge o azul. E só a si se empolga.
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Título: Lugar de Estudo
Autor: Fernando Echevarría
Edição: Afrontamento, 2009
pvp: 16.00€
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Publicado por Isabel Nogueira


quarta-feira, agosto 26

Na ardósia da escola.


Pensamento do dia

«Escrever, ler ou adquirir um livro é sempre um acto de inteligência. Deve ser por isso que se vendem tão poucos livros.»

Livreiro anónimo à beira do suicídio

segunda-feira, agosto 24

Beloved


Publicado em 1987 e vencedor do Prémio Pulitzer de 1988, a obra-prima de Toni Morrison decorre num Ohio pós-Guerra da Secessão, um local que ofereceu a Morrison «uma fuga aos ambientes negros estereotipados... nem ghetto nem plantação de escravos».Beloved é a história de uma antiga família de escravos: Sixo, que «deixou de falar inglês porque não via nisso qualquer futuro»; Baby Suggs, que faz do coração o seu modo de vida porque «rebentou com as pernas, costas, cabeça, olhos, mãos, rins, ventre e língua»; Halle, o filho mais novo de Baby, que se deixa alugar para comprar a liberdade da mãe; Sethe, a mulher de Halle; e a filha de ambos, Denver. O romance centra-se em Sethe e no legado que o tempo de escravatura lhe deixou - o fantasma da sua primeira filha, Beloved -, pelo qual é, literalmente, assombrada.Numa engenhosa combinação de alegoria, fantasia, lenda oral, mito e prosa de tonalidade poética, Beloved é um poderoso romance de redenção que cria vida a partir da morte, instinto maternal a partir da crueldade e a história que fora esquecida a partir do silêncio.


Autor: Toni Morrison
Tradução: Maria João Freire de Andrade
Edição: Dom Quixote
ISBN: 9789722038157
PVP: 16.65 €

sexta-feira, agosto 21

Sinto-me tão completo...

Quem terá sido o tipo que teve a ideia peregrina de inventar a frase que diz que, para que a tua vida seja completa, terás de cumprir três tarefas: «plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro»? Cheira-me a rigor germânico ou a sabedoria oriental, que é como quem diz: uma chinesice qualquer. Eu sei que quem inventou o descanso foi um grande homem. Agora, inventar adágios sem pensar nas consequências? Isso até eu.
Plantar uma árvore, ainda vá que não vá, no meio de tanto caroço cuspido, algum deve ter germinado. Ter um filho, quem quiser assumir um monte de responsabilidades, com um bocadinho de sorte e a colaboração de outra pessoa, a coisa faz-se. Agora, escrever um livro? E se eu não tiver nada para dizer? E se não me apetecer dizer nada? Melhor: e se o que tiver para dizer não interessar nem ao menino Jesus? Sou menos completo do que os outros que já o fizeram? Para além do mais, esta ideia é perigosa e propaga-se mais do que a gripe A, tendo em conta a quantidade de gente que anda por aí a escrever livros. Há uns que até o anunciam antes de o terem escrito, para que, no caso de lhes acontecer alguma coisa (bate na madeira), possam dizer que só não chegaram ao fim por mero azar. A ideia de que cada um de nós tem o direito de ser ouvido é completamente inexequível. Como dizia o filósofo mexicano Gabriel Zaid: «Numa hipotética assembleia universal, não teríamos tempo de vida suficiente sequer para nos cumprimentarmos uns aos outros.» E porque não, em vez de escrever um livro, escrever num blogue? Eh pá! Espera aí… O tipo se calhar até tem razão, falhou foi na terceira hipótese. Sinto-me tão completo...
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Jaime Bulhosa

quinta-feira, agosto 20

E eu que adoro e-books...

O que me ri a ler este post.

Jaime Bulhosa

Os livros são objectos venerados


Os livros são objectos venerados. Porquê? Porque se lê pouco e porque muito pouca gente lê. E aquilo que é feito por uma pequena “elite” tende a ser desejado ou copiado. Infelizmente, não tanto quanto se desejaria. Mesmo aqueles que não lêem, por uma razão ou outra, têm a noção de que é importante ler. Imaginemos que vai mudar de casa e começa a juntar tralha para deitar fora: jornais, revistas velhas, bijutarias, etc. Não faz isso aos livros, pois não? Os livros colocam-se direitinhos numa caixa e levam-se para a casa nova. Nem mesmo um livreiro – que, na maior parte das vezes, vê o livro apenas como uma mercadoria – é capaz de deitar livros fora. Ele sabe que a partir do momento em que o lê, o livro deixa de ser só uma mercadoria. Não se deve destruir livros, destruir um livro é quase como assassinar, silenciar alguém que está lá dentro e que quer falar connosco, para nos contar uma história (a sua ou de outro), amores, desamores, aventuras, inventos, ideias, horrores que devemos denunciar, transmitir e recordar. Foi por isso que na história da humanidade, por diversas vezes e nos momentos mais conturbados, se destruíram bibliotecas inteiras. «As ideias perigosas não vêm de muitos livros, mas de um só.» Li esta frase escrita por alguém num livro guardado algures.
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Jaime Bulhosa

quarta-feira, agosto 19

A Sombra da Águia


A Sombra da Águia, que Arturo Pérez-Reverte publicou em 1993 nas páginas do El País sob a forma de folhetim, e que se encontrava até hoje inédita em Portugal, é, na sua aparente simplicidade, uma das obras que melhor espelha o virtuosismo literário do seu autor, o seu sentido de humor e a sua fidelidade aos grandes temas do ser humano, como a guerra, o heroísmo anónimo, a noção de Pátria.

A história é baseada num acontecimento real: em 1812, durante a Campanha da Rússia, num combate adverso para as tropas napoleónicas, um batalhão de antigos prisioneiros espanhóis, alistados à força no exército francês, tenta desertar, passando-se para os russos. Interpretando erroneamente o movimento, o Imperador encara-o como um acto de heroísmo e envia em seu auxílio uma carga de cavalaria que terá consequências imprevisíveis.

Ao mesmo tempo divertido e trágico, A Sombra da Águia revela-nos uma visão mordaz e descarnada da guerra e da condição humana. Uma pequena pérola com a assinatura do mais importante escritor espanhol da actualidade.


Autor: Arturo Pérez-Reverte
Edição: Porto Editora
Páginas: 120
Tradução: Helena Pitta
ISBN: 978-972-0-04515-7

PVP: 14.00€

Cum camandro...


- Por favor, tem um dicionário duplo de Português-Inglês e Inglês- Português?
- Tenho sim.
- Não me sabe dizer se é traduzido?
- Ó cum camandro…

terça-feira, agosto 18

Editores piratas


Por vezes questiono-me sobre como é possível que surjam alguns títulos no mercado. Nesses momentos lembro-me de ouvir recorrentemente os editores queixarem-se de como os custos sobre os direitos dos livros estrangeiros (os chamados advances, a descontar nos royalties) são muitas vezes incomportáveis, alegando ser este um dos principais impedimentos à edição em Portugal de um grande número de livros importantes. Queixam-se também da existência de editores, normalmente refractários, que pura e simplesmente não pagam os advances e os royalties.
Como em quase tudo na vida podemos, pelo menos, ter duas perspectivas sobre a mesma realidade: talvez seja benéfica para o leitor a presença no mercado português de alguns títulos traduzidos, que de outra maneira não teria acesso, mas esta prática não deixa de ser uma deslealdade para com os editores cumpridores. Não necessito de referir que se trata de uma prática totalmente ilegal. Só como curiosidade, uma vez ouvi a história de um editor estrangeiro (não sei se é verdade, nem o nome) que, questionado sobre a sua prática ilegal de não pagar direitos, respondeu: «O meu conceito de editora é igual à ideia que algumas prostitutas fazem das outras mulheres: todas são prostitutas, mas poucas se animam a exercer.» O mesmo editor, questionado sobre o facto de as suas edições e traduções serem de péssima qualidade, e uma vez que não podia alegar que os custos eram excessivos, respondeu: «Os livros são como as mulheres, se as tratamos bem atraiçoam-nos.» Não sei qual o tipo de argumento que usam por cá os editores piratas, mas sei que se forem deste calibre têm os dias contados.
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Jaime Bulhosa

Inherent Vice



Thomas Ruggles Pynchon, Jr. Nasceu em Long Island, 8 de Maio de 1937 é um dos mais originais escritores norte-americanos vivos. Famoso por criar livros longos e complexos - às vezes com centenas de personagens e dezenas de histórias paralelas -, ele é um dos principais expoentes do romance pós-moderno, juntamente com William Gaddis, John Barth, Donald Barthelme, Don Delillo e Paul Auster.
Vencedor do National Book Awards, seu nome é constantemente citado como condidato ao Prémio Nobel de Literatura. Em 1988, foi premiado pela Fundação MacArthur. O crítico literário Harold Bloom nomeou Pynchon um dos quatro romancistas anglófonos "canonizáveis" de seu tempo - ao lado de Don DeLillo, Philip Roth e Cormac McCarthy.
Sua ficção abrange diversos campos, como física, matemática, química, filosofia, parapsicologia, história, mitologia, ocultismo, música pop, banda desenhada, cinema, drogas e psicologia, unindo-os de maneira picaresca, humorística, absurda, poética e sombria. A preocupação central da obra de Pynchon é explorar a acumulação e a inter-relação entre estes diferentes conhecimentos, que resultariam numa realidade entrópica tangível apenas pela paranóia. Ele também é conhecido pela reclusão em que vive, o que gerou diversos rumores sobre sua real identidade. Nunca concedeu entrevistas e as únicas fotos conhecidas dele datam da sua juventude.
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Título: Inherent Vice
Autor: Thomas Pychon
Edição: Jonathan Cape
ISBN: 9780224089407
PVP: 21.50€

segunda-feira, agosto 17

O autógrafo

«Num caloroso meio-dia uma rapariga pediu um livro de êxito. Antes que o embrulhassem o Dr. Sánchez, cliente habitual que estava lendo junto à caixa, tomou um ar displicente e disse à jovem atónita:

- Permita-me que lho dedique? Sou o autor.
E antes mesmo de esta lhe poder responder, já havia escrito: «À minha doce amiga…» - Como é o seu nome?

O Dr. Sánchez era capaz de autografar, sempre como autor, livros de Homero, Platão e Pascal.»


Memorias de un librero, Héctor Yánovar

Jaime Bulhosa

Poesia

«A única diferença entre o céu e o inferno é que no céu se lê poesia e no inferno explicam-na.»

Livreiro anónimo depois de ter lido um livro de poesia e não ter percebido nada.

Pornografia e Obscenidade


«O que elas são depende por completo da pessoa, como é hábito. O que é pornografia para um homem, faz-se riso do génio para outro.
Ao que se diz, a própria palavra significa «pertencente às prostitutas» - o sinal da prostituta. Mas o que é hoje em dia uma prostituta? Se for uma mulher que exige dinheiro ao homem para ir com ele para a cama – a verdade é que em tempos idos muitas esposas se venderam, e muitas prostitutas existem que se entregam de graça quando para aí lhes dá. Se uma mulher não guardar em si um leve traço de prostituta, regra geral é insonsa e vulgar. E provavelmente muitas prostitutas têm um leve traço de generosidade feminina num ponto qualquer do seu carácter. Por que havemos de ser tão drásticos e tão severos? A lei é uma coisa enfadonha, e o seu julgamento nada tem a ver com a vida.»
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Título: Pornografia e Obscenidade
Autor: D.H.Lawrence
Tradução Aníbal Fernandes
Edição Frenesi
ISBN:9789898006127
Pvp: 10.00 €

quinta-feira, agosto 13

sugestões estreladas

Ainda a pensar em férias, nas noites de verão no campo e na praia onde os céus estrelados são muito mais visíveis e iluminados do que nas cidades, escolhemos, como sugestão, cinco livros sobre astronomia, aproveitando o mote de 2009 ser o Ano Internacional da Astronomia .

São para "grandes" e "pequenos" e de certeza, que vão dar azo a várias noites bem passadas a conversar e a olhar para o céu, enquanto no ar vão surgindo mil perguntas, descobertas e outras tantas respostas.


"Pequeno Guia do Céu", Bernard Pellequer, Gradiva - pvp 9.50 €
"Descobrir o Universo", Coordenação Teresa Lago, Gradiva - pvp 16.00€
"Astronomia num minuto-140 perguntas e respostas", João Vieira e Jorge Fonte, Opera Omnia - pvp 12.50 €.
"Ciência a brincar 4-Descobre o Céu", Constança Providência, Nuno Crato, Manuel Paiva e Carlos Fiolhais, Bizâncio - pvp 9.50 €
"Cosmos", Carl Sagan, Gradiva - pvp 25 €



Débora Figueiredo

Merda d'artista

Gianfranco andava obcecado com o conteúdo das pequenas latas criadas por Piero Manzoni em 1961. Queria abrir uma para saber se eram mesmo as fezes do artista que estavam lá dentro.
O autor vê-se então envolvido numa aventura bizarra que é também uma viagem pela arte mais subversiva e incompreendida do século XX.
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« - Sim, mas no caso da "Merda d'Artista" entra-se no domínio do simbólico. As excreções do corpo são sujas, desprezíveis, depreciadas, por oposição ao ouro que é belo, apetecível, de grande valor. A merda, os dejectos do corpo, continuam a ser um grande tabu nesta nossa cultura de aparências.
- Talvez, mas isso são interpretações, a ideia de Manzoni é objectiva: a merda do artista vale ouro. O que está próximo de Kurt Schwitters, o malogrado fabricante de Merzbaus, quando dizia que tudo o que o artista mija é obra de arte. Os nazis deram-lhe cabo das obras que realizou na Alemanha. Morreu na miséria em Londres e como se isso não bastasse, os descendentes, uns idiotas, rejeitam a sua obra e na linha dos fascistas dizem que aquilo não é arte e querem destruir tudo.
Ninguém sabe quem é ou o que faz um artista, porque o reconhecimento é a forja da banalidade. Um artista é um ser humano excepcional, louco, insuportável, intolerante, com um ego desmedido que vive obcecado com o desejo de ser melhor do que todos os outros, fazer algo que nunca ninguém realizou antes ou imaginou. Sem este tipo de paranóia, a arte fica-se pelo artesanato ou pelo jeito, coisas objectivamente menores. "O génio é aquele que de forma mais intensa, mais vívida, mais consciente, mais continuada, exprime o seu enorme ego", avisou Otto Weininger há mais de cem anos. Muito poucos o entenderam até hoje.»
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Título: 30 Gramas
Autor: Leonel Moura
Edição: LxXl, 2009
ISBN: 9789728615055
PVP: 9,00€

quarta-feira, agosto 12

na montra de Agosto

Não sei se é por causa do mês, deste ambiente de férias, do calor ou da cidade calma e vazia, mas a montra infantil desta semana encheu-se de "clássicos".
Apareceram reis e princesas, belas e monstros, corridas entre a lebre e a tartaruga, outros animais e mais histórias que tais, a Condessa de Segúr, grandes aventuras e algumas viagens. A Caracolinhos de Ouro e os três ursos não param quietos, o rapaz dos hipópotamos conversa com o Robison Crusoe sobre ilhas desconhecidas, o lobo já pediu desculpas ao casaquinho vermelho por causa daquela dentada tão despropositada, e até o rei Rique, acompanhado pelo princípe Farhad, rumaram numa visita à exposição de "pontos" que a Bruaá inaugurou mesmo no meio da montra.

No andar de baixo continua a festa e há personagens e histórias espalhados pelos quatro cantos da Pó dos livros. Agora, o dificíl é mesmo escolher quais vão passar as férias connosco e habitar a nossa memória o resto da vida.
Boas férias.

Débora Figueiredo


"Quem ri no meu jardim ?", Annalisa Strada e Agnese Baruzzi, Livros Horizonte (princípe Farah) - pvp 12.00 €.
"A Bela e o Monstro", Jean-Marie Leprince Beaumont e Inês de Oliveira, Porto Editora - pvp 14.50 €.
"Os três ursos", Marisa Núñez e Minako Chiba, OQO - pvp 11.99 €.
"As aventuras de Robison Crusoe", Daniel Defoe, Edições Nelson de Matos - pvp 16.00 €.
"O rapaz dos hipopótamos", Margaret Mahy e Steven Kellog, Livros Horizonte - pvp 9.43 €.
"A lebre e a tartaruga", Helen Ward, Caminho - pvp 12.60 €.
"O General Dourakine" e "Os desastres de Sofia", Condessa de Ségur, Colares Editora - pvp 19.80 e 13.90 €.
"O Rei Rique e outras histórias", Ilse Losa e Júlio resende, Porto Editora - pvp 9.90 €.
"O ponto", Peter H. Reynolds, Bruaá - pvp 13.00 €.
"O casaquinho vermelho", Lynn Roberts e David Roberts, Dinalivro - pvp 9.98 €.

E muitos outros mais.

terça-feira, agosto 11

Editores ignoram livro famoso

Na revista Sábado desta semana saiu um artigo intitulado O livro que nunca teria sido editado, com chamada à capa e assinado pela jornalista Susana Torrão. Em síntese, o artigo consiste numa pergunta: como é possível que um livro premiado, de um escritor reconhecido, passe completamente despercebido aos editores?
A jornalista Susana Torrão teve a ideia, já de si pouco original, de plagiar um livro (como todos nós sabemos, o que mais se vê por aí são livros quase totalmente plagiados e editados com sucesso comercial), de forma a criar um logro e enganar os editores mais incautos. A experiência consistiu no seguinte: Susana Torrão criou uma nova autora imaginária, de nome Isabel Sousa, supostamente nascida em 1959. Agarrou no livro Até ao Fim, de Vergílio Ferreira, alterou-lhe o título para um pouco sugestivo “Vigília”, deu outros nomes às principais personagens, fez contactos com algumas editoras, enviou umas cópias do “original” e ficou à espera das respostas. Surpresa! (só se foi para a autora do artigo), porque passados seis meses ninguém se mostrou interessado em editar o livro nem deu pelo plágio. Quem conhece minimamente o mercado editorial sabe que as coisas não funcionam assim. Não basta enviar um original para uma editora e de imediato ter a garantia que o lêem. Possivelmente, só no tempo de Vergílio Ferreira, e mesmo assim duvido. É certo que aumentou muito o número de editoras desde 1943 data de edição do primeiro livro de Vergílio Ferreira O Caminho Fica Longe, mas aumentou ainda mais o número de pessoas que deseja ser publicado.
O artigo deixa transparecer, negligentemente, a ideia de que os editores portugueses são incompetentes, uma vez que deixam fugir por entre as suas mãos autênticas maravilhas da literatura, textos que nem sequer, na maior parte dos casos, se dão ao trabalho de ler.
Antes de publicar este artigo, a jornalista da revista Sábado deveria ter pesquisado um pouco mais sobre como Vergílio Ferreira terá conseguido editar o seu primeiro livro; deveria ter procurado responder a perguntas como: Terá Vergílio Ferreira enviado simplesmente o manuscrito para as editoras? Será que não conhecia ninguém no meio editorial? O seu primeiro livro não teria tido já referências? (Só foi publicado quatro anos depois de ter sido escrito.) Faz hoje sentido editar o livro Até ao Fim como primeiro livro de um autor?
Mais, não deveria Isabel Sousa - a ficcionada autora já com cinquenta anos de idade, com pretensões a escritora - ter publicado, nem que fosse num blogue ou numa qualquer publicação local, artigos, poemas, contos, ou outros textos que de alguma forma deixassem rasto e permitissem aos editores fazer uma avaliação prévia? Enfim, perguntas para as quais seria necessário haver respostas, se se quisesse dar credibilidade à pseudo-autora e tornar a experiência efectivamente engraçada. O resultado da experiência de Susana Torrão, que nada acrescenta, não poderia ter sido outro se não a total ausência de interesse por um manuscrito entre dezenas e dezenas de outros que os editores recebem por ano. O artigo apenas vem demonstrar, que os escritores não nascem do nada (nem apenas do talento). E os editores sabem-no bem.


Jaime Bulhosa

segunda-feira, agosto 10

Agosto

Um post pouco fértil em palavras, mas com boas sugestões:
Dois livros de Eudora Welty, no ano do centenário do seu nascimento (1909-2001).
"Os Ventos e Outros Contos" uma antologia de oito contos imperdíveis, editada pela Antígona e "O Coração dos Ponders" uma novela acabada de chegar à Pó dos livros, editada pela Relógio D'Água.

Boas leituras.



"O Vento e Outros Contos", Eudora Welty, Antígona, 2008 - pvp 16.00 euros.
"O Coração dos Ponders", Eudora Welty, Relógio ´D'Água, 2009 - pvp 12.00 euros.

Débora Figueiredo

sexta-feira, agosto 7

O fim dos livreiros


A proliferação dos novos aparelhos para leitura de livros digitais (e-books) é tal que não passa um dia em que os Blogtailors (coitados, já devem estar desorientados...) não tenham de anunciar um aparelho novo, maravilhoso, extraordinário, mais leve e com maior capacidade que os anteriores. O sucesso parece garantido. A partir de agora são muitos os que vaticinam o fim do livro tradicional e, consequentemente, o fim dos livreiros e das livrarias. O raciocínio é simples: basta transferir para o mercado dos livros o que aconteceu no mercado dos discos. Se a linha de pensamento for assim tão linear, eu iria ainda mais longe e acrescentaria o fim de muitas gráficas, distribuidoras, editoras e, por fim, de muitos autores. A pirataria vai ser tal e os direitos de autor tão completamente vandalizados, que os escritores (aqueles que vivem apenas da escrita), à semelhança dos músicos, terão de passar a fazer espectáculos ao vivo. Só assim poderão garantir a sua sobrevivência. É claro que, consequentemente, os editores passarão a ser os seus agentes culturais (se é que já não o são frequentemente). Com este cenário tão dramático, não me resta outra alternativa senão começar a pensar num novo emprego. Como já trabalho nos livros há muitos anos, não é fácil imaginar-me a fazer outra coisa. Não posso desesperar: afinal de contas, muitos outros antes de mim, por uma razão ou outra, tiveram que mudar de profissão, acabando por ser bem-sucedidos. Só tenho de escolher entre vir a ser, por exemplo, ditador ou economista (duas profissões muito bem vistas nos dias que correm).
É por isso que deixo aos meus colegas, para que também eles se possam orientar, uma lista de nomes de pessoas que, em tempos, foram nossos colegas de profissão:

George Orwell – de livreiro a guerrilheiro.

Mao Tsé Tung – de bibliotecário a ditador.

Casanova – de bibliotecário a Don Juan.

Achille Ratti – de livreiro a Papa Pio XI.

David Hume – de livreiro a filósofo empírico iluminado.

William Blake – de livreiro a artista pobre mas sem dívidas.

Marcel Duchamp – de bibliotecário boémio francês a artista americano ainda mais boémio.

Archibald Macleish - de bibliotecário a três vezes prémio Pulitzer.

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Jaime Bulhosa

Ideias Optimistas


Num mundo refém de previsões apocalípticas, como as mudanças climáticas e o terrorismo global, será que há algum factor capaz de nos tornar optimistas?

Qual é a sua ideia optimista? E porquê?

Foi este o mote que deu origem às entusiásticas ideias reunidas neste livro. O progresso da humanidade alicerça--se, em grande medida, nas perspectivas e propostas optimistas dos grandes cientistas e pensadores. Procurando alhear-se de evidências pouco promissoras e ignorando previsões catastróficas, eis um conjunto de textos de mais de cem eminentes personalidades que imaginam um futuro luminoso e ousam afirmá-lo: dentro de um século, o homem poderá habitar outros planetas; iremos encontrar brevemente a cura para o cancro; os jovens adultos de hoje viverão, em média, até aos 120 anos de idade; é possível alcançar a imortalidade; seremos capazes de garantir a sobrevivência dos recursos naturais do planeta; dentro de algumas gerações, serão inventadas máquinas que se reproduzirão a partir da energia solar;
o terrorismo irá extinguir-se…

Depois de «Grandes Ideias Impossíveis de Provar» e de «Grandes Ideias Perigosas», «Ideias Optimistas» propõe-nos um futuro auspicioso, afastando nuvens negras, desanuviando perspectivas e contribuindo para dar alento a todos os leitores.

Edição: Tinta da china
Tema: Ciência , Filosofia, Ensaio
Tradução: Jorge Palinhos
Prefácio: Daniel C. Dennett
coordenação: John Brockman
1.ª edição: Julho de 2009
n.º de páginas: 400
formato: 14x21 cm
isbn: 9789896710026

pvp: 19.9 euros

quarta-feira, agosto 5

Os novos livreiros


Cliente: - Por favor, tem o Photomaton & Vox de Herberto Helder?

Livreiro: - Desculpe! não estou a ver qual é o livro. Mas ajude-me, em qual dos canais de televisão esse senhor está agora a passar?

Nota: A culpa não é só dos livreiros se tivermos em conta que esta é a realidade de grande parte da inspiração da edição em Portugal.

Jaime Bulhosa

The Kiss

terça-feira, agosto 4

Colares


Acabámos de receber dois livros novos da Colares Editora - "O Azeite na Cultura e no Património Alimentar" e "Comidinhas Anticrise" (de uma nova chancela, "feitoria dos livros").

Eu sou suspeita para falar deles, gosto dos livros da Colares Editora. Sempre que chegam à livraria, não resisto a pegar-lhes e ficar a vê-los. Gosto das capas, do interior, dos arranjos gráficos, da colecção, do papel, do "aspecto artesanal" e até, confesso, das facturas da editora (são amarelas, bem impressas e parecem mais uma página de um livro do que uma factura).
Para além do objecto, gosto das várias histórias da gastronomia que vão publicando, de passear por entre civilizações, regiões, utensílios e ingredientes, das pequenas curiosidades, das receitas e especialmente das memórias dos cheiros e sabores que nos ficam quando os acabamos de ler.



"O Azeite na Cultura e no Património Alimentar", Manuel Paquete, Colares Editora, 2009-pvp 16.80 euros.
"Comidinhas anticrise", Maria Antónia Goes, feitoria dos livros, 2009 - pvp 13.50 euros.

Débora Figueiredo

Preguiça


Vim de férias e, naturalmente, a imaginação para escrever no blogue não abunda, pois é inversamente proporcional à preguiça. À imagem do que acontece com os grandes escritores (embora não esteja a tecer comparações), também eu precisava de um pequeno incentivo para escrever este post, podia ser um cigarrinho. É sabido que muitos escritores recorriam a pequenas ajudas para estimular a inspiração. Por exemplo: Balzac bebia cerca de 40 chávenas de café por dia e, quando não trabalhava, mastigava grãos de café (o duplo expresso e o Benzendrine não tinham sido ainda inventados). Jack Kerouac inalava benzedrine ou ingeria os seus ingredientes activos. Robert Southey, para escrever e traduzir, inspirava óxido nitroso (gás hilariante) e não percebeu porque é que se riu tanto enquanto traduzia a História das Guerras Peninsulares. Como afirmou mais tarde: «tenho a certeza de que no paraíso o ar é como este maravilhoso gás, uma autêntica viagem (trip, no original) da felicidade.» Aldous Huxley, ao que parece, não inventou a droga «soma» no seu livro Admirável Mundo Novo – a droga de facto existe; se ele a tomava ou não, não sabemos. William S. Burroughs, como o próprio comentou no filme Drugstore Cowboy, tinha no dilaudid (um derivado da morfina) a sua droga de eleição, sendo o supositório rectal a forma de ingestão preferida do escritor (a agulha, segundo Bourroughs, não era essencial).
Eu poderia continuar a nomear escritores famosos e a falar da sua relação com o álcool, as mulheres ou as ervas ilícitas, arriscando a que esta lista se tornasse infinita. Mas acho que já perceberam a ideia...
Jaime Bulhosa

Curso de Jornalismo Literário, por Paulo Moura

Início a 26 de Outubro em Lisboa.

Ver mais informações aqui.

A Breve e Assombrosa Vida de Oscar Wao




Oscar Wao é enorme. E dominicano. Gozado pelos colegas e isolado do mundo, sonha com raparigas e aventuras extraordinárias, sente vergonha por não estar à altura da reputação viril dos machos dominicanos, mas não consegue mais do que uma vida de desilusões. Para Oscar, o drama é um fado demasiado familiar. A sua breve e assombrosa vida está marcada a ferro e fogo por uma maldição ancestral, o fukú, que, nascido em Santo Domingo, é transmitido de geração em geração, como uma semente ruim. Alimentada pela sorte dos seus antepassados, quebrados pela tortura, pela prisão, pelo exílio e pelo amor impossível, a história de Oscar escreve-se fulgurante e catastrófica, e integra a grande História, a da ditadura de Trujillo, a da diáspora dominicana nos Estados Unidos e a das promessas incumpridas do Sonho Americano.

Vencedor do Pulitzer Prize for Fiction 2008
Melhor Romance de 2007, pela New York Magazine
Vencedor do National Book Critics Circle Award (fiction)
John Sargent Sr. First Novel Prize
Anisfield-Wolf Book Award e Dayton Literary Peace Prize
Eleito "Notable Book" pelo New York Times
"Best of the Month" na Amazon US (Setembro 2007)

Autor: Jonot Díaz
Páginas: 296
Editor: Porto Editora
ISBN: 978-972-0-04148-7
pvp: 16.50€

sábado, agosto 1

Na montra

A montra desta semana tornou-se mais sonora do que é habitual. Ouvem-se muitos "hiii-hooon, hiii-hooon" e vários "quiquiriqui, quiquiriqui" que se espalham pelo ar. Se passar à porta da Pó dos livros não se assuste porque já descobrimos os livros de onde vêm estes sons e vale a pena espreitá-los para os ouvir melhor.
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"Quiquiriqui" de Marisa Núnez e Helga Bansch (as mesmas autoras da "Chocolata"), editado pela OQO que esteve esgotado durante algum tempo e que agora regressou em 2ªedição. Ainda bem porque já tinhamos saudades desta divertida história da Mãe Galinha e o seu filhinho Quiquiriqui.


"Burros" de Adelheid Dahimène e Heidi Stöllinger editado pela Orfeu Negro conta a história de dois burros apaixonados e teimosos que vão passar por uma série de peripécias e também aprender algumas coisas.

Débora Figueiredo

Carta a Bosie


"Caro Bosie, Depois de muito ter esperado em vão, decidi-me a escrever-te, tanto para teu bem como para o meu, pois não gostaria de pensar que passei dois longos anos na prisão sem ter recebido um única linha tua, tão-pouco notícias ou mensagens, a não ser aquelas que me causam dor. (...)"
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Começa assim a longa carta que Oscar Wilde escreveu a Alfred Douglas. A carta foi escrita na prisão de Reading, onde cumpria pena por "ultraje aos costumes" e nunca chegou a ser enviada porque não lhe foi permitido. Quando terminou a pena, Oscar Wilde entregou o manuscrito ao seu amigo jornalista Robert Ross e aqui começa a segunda parte da história desta carta. "(...)Segundo o próprio Ross, este teria então mandado a Douglas, não o manuscrito original, conforme as instruções de Wilde, mas uma das cópias passadas à máquina, o que Douglas sempre negou ter recebido. Em 1905 , Ross publicou extractos que correspondiam a menos de metade da carta, sob o título De Profundis, e uma versão um pouco maior apareceu na Collected Edition de 1908. Em 1908, Ross ofereceu o manuscrito original ao Museu Britânico, com a condição de que o seu acesso não fosse facultado a pessoa alguma dentro dos próximos cinquenta anos. A segunda cópia feita à máquina em poder de Ross, e eventualmente deixada em testamento a Vyvyan Holand, forneceu o texto para a «primeira versão completa e exacta» que Sr. Holland publicou, de novo sob o título De Profundis, em 1949. Evidentemente que todos acreditaram que a cópia feita à máquina e o manuscrito eram idênticos e que esta edição era, na verdade, completa e exacta. Mas na realidade não era nem uma nem outra coisa. Continha várias centenas de erros (...). *
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Podemos agora, ler uma tradução da versão integral e correcta que foi publicada em 1962, no volume epistolar "The Letters of Oscar Wilde"com a publicação do livro "Carta a Bosie" de Oscar Wilde, edição Vega, e comovermo-nos com esta carta a que Albert Camus se referiu como "um dos mais belos livros que nasceram do sofrimento de um homem.".**
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*Da nota introdutória de Rupert Hart-Davis.
**Da contracapa do livro.




"Carta a Bosie" de Oscar Wilde, Edição Vega 2009, Tradução de Maria Célia Coutinho, pvp - 12.60 euros.

Débora Figueiredo