segunda-feira, fevereiro 22

O Outono em Pequim


Ao contrário do que o título possa indicar, esta história não se passa no Outono nem em Pequim, mas no imaginário deserto da Exopotâmia, onde um estranho Sol emite raios negros e um grupo de pessoas bastante original tenta construir uma estação de comboios com vias-férreas que levam a lado nenhum.
Num cenário onde reinam o ilógico, o absurdo e o improvável, Vian, misturando um fantástico humor com uma desigual quantidade de náusea, introduz várias personagens excêntricas, tais como os melhores amigos Ana e Ângelo, ambos engenheiros, e Rochela, que se apaixona pelo primeiro, e se torna sua amante, enquanto Ângelo está loucamente apaixonado por ela. Além deste trio, deparamos ainda com o doutor Manjamanga, o arqueólogo Atanágoras Porfirogénito e Pipa, o dono do hotel, entre outros – todos eles num lugar que se assemelha a Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, onde existe um matiz negro e tudo é possível, excepto a felicidade.
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Edição: Dom Quixote
Autor: Boris Vian
Tradução: Luísa Neto Jorge
Isbn: 9789722039819
n.º pág.:285
Pvp: 16.00€

2 comentários:

Luís R. disse...

Embora esteticamente agradável, teria preferido que a capa fosse tão literal quanto o título (ou seja, nada). É pena que o designer não tenha optado por alinhar no jogo de Boris Vian.

jt disse...

Estamos a falar da Leya, o único jogo em que os seus designers alinham é em fazer capas o mais vistosas possível, com letras em relevo, para chamar a atenção e vender muito.
Compare-se com a belíssima capa da edição da Frenesi de "A Espuma dos Dias".