sexta-feira, março 26

Anedota de livreiro II


- Queria trocar este livro.
- Com certeza! Naturalmente, a pessoa a quem o ofereceu já o tinha?
- Não, nada disso...
- Ofereceram-lhe e o senhor já tinha?
- Não!
- Então, falta-lhe um caderno, está mal impresso?
- Não, também não é nada disso... Faça o favor de o abrir.
O livreiro abre o livro.
- Não vejo qualquer problema no livro...
Muito exaltado, o cliente protesta:
- Por amor de Deus! Você não vê que o interior do livro está completamente em branco?
- Mas o que esperava de um livro cujo título é Memórias de um Amnésico?

6 comentários:

josé luís disse...

rabd!

[nestas ocasiões deve sempre usar- se rabd, que é a defesa da língua contra o lol (laughing out loud), uma vez que rabd = rir a bandeiras despregadas]

(tive um livro assim, acho que era a pequena enciclopédia das letras invisíveis...)

Bic Laranja disse...

Havia as memórias dum cavalo: mais de 200 páginas de pocotó pocotó pocotó em bom galope. No fim o cavalo relinchava.
Cumpts.

Carlos. Branco. disse...

;D

eu ri muito, muito bom esse livreiro.

O Poeta de Plutão

Tatiana Carlotti disse...

Excelente a anedota, excelente o blog! Abraços

Anônimo disse...

Seve disse...

impagável....

Seve

manuel disse...

Receio, apesar da bela anedota, que as "Memórias de um Amnésico"não pudessem ter as páginas em branco. Como saberá, esse é o título de um magnífico livro, escrito pelo compositor (um bocadinho avariado dos pirolitos, é certo, mas genial) Erik Satie. Está publicado em português, pela Hiena. E recomendo muito. Porque dá para muitos "rabd".