segunda-feira, março 22

O Homem Que Era Quinta-Feira



Num artigo publicado um dia antes da sua morte, G. K. Chesterton considerou O Homem que Era Quinta-Feira, publicado em 1907, «um tipo de devaneio bastante melodramático». Na sua "Autobiografia" de 1936 afirmara tratar-se de um pesadelo «não das coisas tal como existem, mas como pareciam ser ao semipessimista da década de 90». O livro tem sido considerado a obra-prima de Chesterton. Embora seja muitas vezes considerado um thriller metafísico ou um pesadelo teológico, desafia, na verdade, toda e qualquer classificação. Numa Londres fantasmagórica, os polícias são poetas, os anarquistas não são o que parecem. A narrativa tem a ver com o ambiente de final do século XIX e o terror das conspirações anarquistas. Mas, como muitas vezes acontece com as criações de Chesterton, o mistério acaba por envolver enigmas teológicos, a liberdade da vontade e a existência do Mal sob a forma do irracional. O protagonista Gabriel Syme é um poeta empenhado na luta contra o caos, que foi recrutado pela secção contra-anarquista da Scotland Yard. Um dia um poeta anarquista com quem discutira poesia e os méritos da previsibilidade leva-o a uma reunião local para provar que é um autêntico anarquista. É então que Syme consegue ser eleito como representante local para o Concelho Central de Anarquistas, integrado por sete homens, cada um deles com um nome de um dia da semana e vestes a condizer. Domingo é o mais misterioso de todos, afirmando que «desde o princípio do mundo que todos os homens me têm perseguido como se caçassem um lobo: os reis e os sábios, os poetas e os legisladores, todas as igrejas, e todas as filosofias. Mas nunca me apanharam ainda, e os céus hão-de cair sem que eu tenha sido encurralado». E a verdade é que consegue abalar as convicções de Syme numa Ordem Universal.


edição: Relógio D’Água
título: O Homem Que Era Quinta-Feira
autor: G. K. Chesterton
tradução: Miguel Serras Pereira
formato: 15x21.5cm
n.º páginas: 185
isbn: 9789896411558
pvp: 14.00€

Um comentário:

Anônimo disse...

Já o comprei. Inteiramente à vossa responsabilidade. :)