segunda-feira, abril 5

Não sei se é capaz de me ajudar?

Ulisses e as Sereias - John William Waterhouse
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- Não sei se é capaz de me ajudar? Eu estou à procura de um livro que o meu professor disse que nós devíamos ler, porém, de momento, não me ocorre o título.
- Será que me sabe dizer, mais ou menos, qual é o enredo?
- O meu professor falou numas aventuras extraordinárias de um herói grego que leva imensos anos a regressar a casa. Acho que o nome dele era qualquer coisa como... Hércules.
O livreiro, identificando de imediato o livro que o cliente pretendia:
- Creio que o livro que pretende é a Odisseia de Homero e o nome do herói grego é Ulisses.
- É isso mesmo diz o estudante todo contente.
- Só um momento... vou buscar.
Passado poucos segundos, o cliente, dirigindo-se ao balcão:
- Não! Este não. Eu quero um livro.
- Mas este é um livro. E é o livro que me pediu.
- Não! Você não me entende. Tem que ser um livro!
O livreiro olha para o tecto tentando ver o céu, na esperança de uma intervenção divina, mas do tecto nada veio.
- Vamos lá ver se nos entendemos… O que eu lhe dei para as mãos não é um livro?
- Sim, mas tem que ser um livro para ler, de aventuras, não um livro cheio de versos e poemas.
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Jaime Bulhosa

5 comentários:

Fernando Frazão disse...

Não resisto a enviar este texto, um pouco brejeiro, mas que se aplica, via net.

Leia com contenção! Não se precipite!


Tudo depende da posição
Fazê-lo parado fortalece a coluna,

de barriga para baixo estimula a circulação do sangue;

de barriga para cima é mais agradável;
fazê-lo sozinho é enriquecedor, mas egoísta;
em grupo pode ser divertido;
no w.c. é muito digestivo;
no automóvel pode ser perigoso…
Fazê-lo com frequência
desenvolve a imaginação;
a dois enriquece o conhecimento;
de joelhos, torna-se doloroso…
Enfim, sobre a mesa ou sobre ao secretária;
antes de comer ou à sobremesa;
sobre a cama ou numa rede;
despidos ou vestidos;
na relva ou sobre o tapete;
com música ou em silêncio;
entre lençóis ou no roupeiro;
Fazê-lo é sempre um acto de amor e de enriquecimento.
Não importa a idade, nem a raça, nem o credo, nem o sexo, nem a
posição económica...







Ler é um prazer!!!!

fallorca disse...

«O livreiro olha para o tecto, tentando ver o céu, na esperança de uma intervenção divina, mas do tecto nada veio.» Que horror, imagino o gozo das sereias ;)

LuLu disse...

Va lá, não adicionou o facto de haver mais do que uma capa.

Até entender que o livro tem outra capa mas que o conteúdo é o mesmo..

Mas o livreiro é que é o culpado! O cliente tem sempre razão!

Beijo.

Rosa dos Ventos disse...

Para ele, aventuras, aventuras, só em prosa!

Anônimo disse...

E que tal vender-lhe só o resumo para tlm?