segunda-feira, maio 24

Dedicatórias em obras literárias


«Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas.»
Machado de Assis (1839-1908), Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

«Para John Dillinger, na esperança de que ele ainda esteja vivo.»
Dedicatória de William S. Burroughs (1914-1997) no poema A Thanksgiving

«Para Vera e Alex e, é evidente, para o gato Benevides, que me deu tremendas lições de dignidade.»
Mário-Henrique Leiria, Novos Contos de Gin (1974)

«Além de não andar bom de saúde, estou sem cheta. E imperador por imperador, monarca por monarca, tenho em Nápoles ao grande conde de lemos que, embora eu não ostente graus nem diplomas universitários, me mantém, me ampara e me faz mais mercês do que as que posso apetecer.»
Miguel de Cervantes (1547-1616), segunda parte de Dom Quixote de La Mancha (1615)

Um comentário:

Guilherme Amorim disse...

Deliciosamente ironico a dedicatoria do mestre brasileiro.