quarta-feira, junho 30

Com a garganta entalada


Relata-se no livro Raridades da Natureza e da Arte, de Pedro Norberto de Aucourt e Padilha, editado no ano de 1759 que «a senhora condessa do Redondo Mãe muitos anos viveu com a goela totalmente tapada para poder comer, e só ao meio-dia, que lha abria com instrumento de ferro o Cirurgião da Câmara de Sua Majestade António Soares, é que podia receber alimento. Desta, e de outras queixas igualmente extravagantes (e todas mal empregadas no seu merecimento e virtudes) sarou de repente com o susto do terramoto de 1755.» É mais ou menos assim que eu me sinto, desde ontem à noite, como se tivesse qualquer coisa entalada na garganta, chamada Queiroz. E não é Eça.

Jaime Bulhosa

Um comentário:

AM disse...

Por muito que o Queiroz tenha culpa (foi ele que deixou que a equipa ficasse à defesa), diga-se de passagem que os únicos que estiveram realmente empenhados e brilharam no Mundial foram aqueles em que ninguém falava: Coentrão, Tiago, Eduardo... Até o Liedson e o Simão.
Por outro lado, o Ronaldo andou convencido que podia tudo e acabou por ser apenas um avançado competente. Apesar de poder parecer redutor, sendo ele a viga mestra da equipa, a sua lassidão fez com que a culpa também fosse dele.