terça-feira, agosto 24

Sempre Vivemos no Castelo

«Chamo-me Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e vivo com a minha irmã Constance. É frequente pensar que se tivesse tido um pouco de sorte poderia ter nascido lobisomem, porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento, mas tive de me contentar com aquilo que tenho. Não gosto de me lavar, nem de cães ou barulho. Gosto da minha irmã Constance, de Ricardo Coração de Leão e do Amanita phalloides, o cogumelo da morte. Todas as outras pessoas da minha família estão mortas.» Assim inicia Shirley Jackson o seu último romance, de 1962, considerado pela crítica uma das obras-primas da literatura norte-americana. Neste, atinge o auge a sua perícia narrativa de tornar real ao leitor um mundo inverosímil, conseguindo ao mesmo tempo convencê-lo de que a loucura e o mal habitam os cenários mais comuns.

edição: Cavalo de Ferro

título: Sempre Vivemos no Castelo

autor: Shirley Jackson

tradução: Maria João Freire de Andrade

formato: 14,5x22,5cm

n.º pág.:207

isbn: 9789896231194

pvp: 16.00€

3 comentários:

rosa disse...

fiquei muito impressionada com este livro, já tinha falado nele no meu blog também. A ler!

Eduardo F. disse...

"porque o anular e o dedo médio das minhas mãos têm o mesmo comprimento"

O "anular"???
Humm.... isso vem mesmo assim no texto do livro?

Pó dos Livros disse...

Eduardo F.
Vem assim no texto e pode-se escrever "anular" ou "anelar".

Obrigado