quarta-feira, setembro 29

Coincidências

A propósito deste post enviaram-nos esta imagem. Gostaríamos de esclarecer que, neste caso, não se trata de um plágio, nem de nenhuma ilegalidade ou de aproveitamento do trabalho dos outros. Situações como esta são bastante comuns, principalmente entre editoras de países diferentes. Existem bancos de imagens onde os editores compram os direitos de uso das fotografias que utilizam na composição de capas. Segundo a ficha técnica do livro editado pela Quetzal, esta foto foi comprada a Patrícia Mcdonough/Corbis. E, necessariamente, o tratamento dado à imagem e lettring utilizado são diferentes. No entanto, não poderíamos deixar de assinalar a coincidência.


21 comentários:

Anônimo disse...

é o que dá não considerarem uma mais valia o "verdadeiro" trabalho de um designer e contratarem alguém que vai a um banco de imagens. Ou será mais um fenómeno de globalização??

3,14

J. disse...

gostava apenas de sublinhar, no que respeita à informação que deixei sobre a mesma capa para dois titulos diferentes, que foi apenas uma curiosidade. quando deixei o comentario não não estava a pensar no plagio mas na coincidência de se falar do assunto "capas iguais" na mesma semana.

para informação, o livro "tu ne jugeras point", sobre a capa, tem a seguinte informação
en couverture: © p. mcdonough / getty images

efectivamente, em paises diferentes ou no mesmo pais, acontece, por vezes, encontrarmos a mesma capa para dois titulos distintos. esta é mais uma das capas utilizada para diferentes titulos

Pó dos Livros disse...

J.

Mais uma vez, obrigado pela informação.

Anônimo disse...

Não entrando em total desacordo com o autor do primeiro comentário, digo o seguinte: os designers também vão a bancos de imagem; a diferença entre os designers e os ditos contratados, é que um designer investiga o material a utilizar e procura saber se a sua proposta é autêntica, ou seja, se não está a repetir o trabalho de alguém (nem que seja a escolha de uma fotografia em particular).

Nestes casos não acredito em coincidências, quem trabalha neste ramo devia inteirar-se do que anda a fazer e compreender que copiar capas não abona a seu favor, porque se nota!

O caso da capa do livro da Tinta-da-China é uma vergonha! Portugal é uma ervilha, quem o fez e quem autorizou que se fizesse sabia perfeitamente o que estava a fazer.

Maria (designer)

Anônimo disse...

É o dedinho trapalhão dos Booktailors e dos "seus" RPVP. Preguicite aguda. Mas também, para quem é, bacalhau basta...

Luís R. disse...

O Caustic Cover Critic costuma recolher muitas destas reutilizações:

http://causticcovercritic.blogspot.com/search/label/stock%20photos

Mendez disse...

Nesta matéria já tinha dado o que considero um plágio (mas como é de livros e música deve não devem ter ligado).

Comparem as capas do Rolling Stones Rock n' Roll Circus com os volumes, sobretudo o primeiro d'Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft da saída de emergência. Deixo links:

http://www.saidadeemergencia.com/uploads/thumbs/d88401177b0c83df3185836f4227b768.jpg

http://123nonstop.com/pictures/The_Rolling_Stones_Rock_and_Roll_Circus

fallorca disse...

Mas qual é o drama? Não de trata d uma capa mas de um título; por ex, quando foi editado «O Último Leitor», de David Toscana (Col. Ovelha Negra / Oficina do Livro), já circulava há mais de um ano o título homónimo de Ricardo Piiglia, editado pela Teorema.
Não vejo onde possa estar o drama

Eduardo F. disse...

Ora, tenho o prazer de somar mais um à lista:
Os Mapas do Silêncio
http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?editoras_id=57&products_id=11717
e
Sempre Vivemos no Castelo
http://www.wook.pt/ficha/sempre-vivemos-no-castelo/a/id/5424308

:)
Mais sugestões?

Abraço.

Pó dos Livros disse...

Eduardo F.

Obrigado, mas acho que é suficiente. ;)

Rosa disse...

O facto de esta imagem ter sido adquirida simultâneamente na Corbis (do Bill Gates) e na Getty Images, é um bocadinho desconcertante visto que são duas agências concorrentes. É o que dá recorrer a estes mega bancos de imagem que exploram vergonhosamente fotógrafos e clientes.

Anônimo disse...

Agora já não é plágio. Pois, um dia o JLP pode fazer jeito à Pó dos Livros e a Quetzal é o que é...
AV

José Cipriano Catarino disse...

Desculpem, mas tenho muita dificuldade em compreender -- e mais ainda em aceitar -- a dualidade de critérios: se é uma capa do Peixoto, esclarece-se desde logo que não é plágio; já para uma do Carlos Maduro não há sequer o benefício da dúvida!

Carlos Maduro disse...

Ó amigo José Cipriano, que bom ouvi-lo nestas polémicas. Olhe, entre Cós e Alperiz é que não existe plágio possível. Ainda aparecia algum touro que enfiava os cornos onde agora não digo.
Mas não sou eu que estou envolvido, julgo eu, mas é como se estivesse.
Hoje tudo se faz e tudo se vende para conseguir publicidade, não sei se me entende. Falemos por meias palavras para que os interessados não tirem o proveito que pretendiam e que se regalem com os prejuízos causados a gente de bem.
Sabe, tenho-me lembrado de si e andava com intenção de o contactar. Queria que visse a minha Corda do Judas.

Pó dos Livros disse...

Não há dualidade de critérios. A capa de JLP é trabalhada sobre uma uma fotografia da qual se pagou direitos de uso. Já a capa do Carlos Maduro é uma digitalização directa sobre uma composição feita por uma designer (Vera Tavares que tem custos para a tinta-da-china), que fez pesquisa, seleccionou de entre centenas e centenas de postais de modo a criar uma capa original. Para além disso, não foram pagos por parte da Fonte da Palavra quaisquer direitos, nem houve sequer um simples pedido de autorização

Carlos Maduro disse...

Se não fosse um assunto sério, daria vontade de rir. Dá a ideia de que nem observaram com o devido cuidado a capa do livro de autoria de Manuel Dias Duarte, autor que muito respeito e que admiro. O Manuel Duarte anda nestas andanças há muitos anos, não queiram colocar-me num patamar tão elevado, sou um caloiro comparado com ele.
Nem tão pouco entendo como estão agora a usar o meu nome, só vejo uma explicação, sentiram-se incomodados com os meus comentários?
Vim ao terreno pelo facto de não ter gostado da forma como trataram este caso e, mais do que isso, pela forma como tentaram pôr a ridículo a Editora.
A Fonte da Palavra reconheceu o lapso e retirou o livro do mercado, ficaria bem à Tinta da China um reconhecimento idêntico pela forma como, indirectamente, ofendeu os autores desta editora.

José Cipriano Catarino disse...

Para Entre Cós e Alpedriz tive a sorte de ter um pintor amigo, o João Alfaro, que se entusiasmou com o romance e fez dezenas de desenhos para a capa, tendo as amigas leitoras seleccionado a definitiva. Nada tenho contra Peixoto, irritou-me o esclarecimento prévio da coincidência das capas, coisa que nem sequer foi esboçada para a coincidência de capas no caso do Carlos Maduro. Como o Carlos bem sabe, há um círculo fechado, hermético, que furiosamente escorraça os autores que ousam ser independentes. Não engraxamos? Não merecemos sequer referência, quanto mais leitura de um parágrafo que seja. Que importa o eventual mérito do nosso trabalho? Quem não tem bons padrinhos morre moiro. De um lado, nulidades elevadas aos píncaros da Lua, do outro nós. O Tempo decidirá.

Carlos Maduro disse...

Ó José, volto a lembrar que não tenho nada a ver com a capa. Mas pegando naquilo que diz, a coisa é assim e muito mais, lá teria as suas razões o Miguel Torga que nunca quis nada com eles. O assunto é ainda mais sério, passa pelo vampirismo das editoras entre si. Quando alguma mais comprometida quer criar o seu espaço, procurando lançar alguém de novo, é isto que se vê.
Quanto ao resto, nem me atrevo a falar de autores, comento, isso sim, as obras. Por exemplo o último exemplar da biografia da Grácia Nasi da Esfera dos Livros, uma biografia lamentável, que nada tem de novo, repassada dos inúmeros trabalhos que têm saído sobre esta judia. Está aí badalada com todos os suportes publicitários das editoras. Até à data ainda não vi ninguém a atrever-se a comentar seriamente este livro, será por compadrio ou por ignorância?

Luis Rainha disse...

Mas a que propósito é que este Maduro continua esforçadamente em bicos dos pés? Isso deve doer.

Carlos Maduro disse...

Só vim aqui pelo facto de ter recebido um e-mail do seu comentário. Tinha respondido a um amigo, que conheço dos livros. O Senhor meteu o nariz onde não era chamado. Mas eu vou responder-lhe à boa maneira do Porto. Espero que o responsável do blog deixe passar e o senhor entenda.
Olhe, a mim, não me dói nada, esteja descansado. Mas digo-lhe, se fosse da capelinha daqueles a quem dói, ai não tenho dúvidas que outro galo cantaria. Quer nomes?
Olhe, esgotaria espaço, talvez também com o seu.

Tinkerbell disse...

:O não percebo porque em x de inovarem... copiam! obrigada pelo link ;)!