sexta-feira, novembro 5

Memórias


As memórias dos factos mais marcantes das nossas vidas são extensas. Mantém-se, por vezes, quase de forma indelével no nosso ser. Há livros que leio e cujas ideias se desvanecem da minha mente, tão fugazes como a imagem de um rosto de um qualquer transeunte inusitado, com quem me cruzo no passeio a caminho do trabalho. Porém, as memórias dos grandes livros, aqueles que nos cunham e timbram o carácter, são como rochas. Ou como aquelas pessoas, preciosas, que nos fixam sentimentos, criam laços; e essas memórias apenas se corroem, se atenuam, com muito tempo e longa distância.

Jaime Bulhosa

6 comentários:

P.A. Lerma disse...

A fé não se explica

adivinha-se

Não é ave nem mulher,

E de ambas tem o nome;

Maria sempre foi um nome popular

Voa sem ninguém a ver,

mitos de invisibilidade e de mulheres voadoras

Tem com Deus grande poder,

do phoder no pheminino

E nos brados se conhece;

que grita muito nos êxtases da fé

Quando esta ave vem,

mesma temática

As outras desaparecem

é melhor qu'as ôtras

ana disse...

Gostei do seu texto porque sinto afinidades com o que foi escrito.

fallorca disse...

Quando abro o blogue, o rosto do Senhor surge cortado até meio do nariz, e há sempre algo que me é familiar no olhar.
Quem será? :)

Anônimo disse...

Todos os dias, em hora de ponta, o meu autocarro passa, exausto, na marquês de tomar. no meio do trânsito, das buzinadelas e da impaciência de chegar finalmente a casa, espreito sempre a livraria pó dos livros e, por breves segundos, esqueço tudo e contemplo apenas a magia inigualável e a serenidade - de algumas - livrarias e dos seus livros.

Cláudia Tomazi - Brasil disse...

Pensamentos são fortalezas e, fortalezas são pensamentos...
Onde moram as memórias, se não no poder da fé.

Malika Moura disse...

"Há livros que são pó no vento
Outros há, que não tendo pó
Estão na estante do pensamento… "

Jorge du Val