quarta-feira, novembro 3

O Vice-Rei de Ajudá


D. Francisco veio de S. Salvador da Baía em 1812 e, durante mais de trinta anos, foi o melhor amigo do rei do Daomé, mantendo-o abastecido de rum, tabaco, coisas finas e espingardas Long Dane, que não eram feitas na Dinamarca mas em Birmingham. Como recompensa por estes favores, gozava do título de Vice-Rei de Ajudá, do monopólio da venda de escravos, duma adega de Chateau Margaux e dum inexaurível serralho de mulheres. Quando morreu, em 1857, deixou sessenta e três filhos mulatos e um número desconhecido de filhas cuja progenitura, cada vez mais escura, hoje incontável como gafanhotos, se estende de Luanda ao Quartier Latin.
É sobre esta fabulosa personagem e o seu cruel universo — Ajudá, onde os portugueses ergueram a Fortaleza de S. João Baptista, foi um importante porto do tráfico de escravos — que Bruce Chatwin constrói este seu romance. Entre a ficção e a realidade, O Vice-Rei de Ajudá leva-nos a um estranho país em que os soldados são ferozes amazonas, o poder é absoluto e imprevisível e a feitiçaria e a morte são a realidade quotidiana. O Vice-Rei de Ajudá foi adaptado ao cinema por Werner Herzog no filme Cobra Verde.

Edição: Quetzal 2010 (1.ª edição 1980)

Título: O Vice-Rei de Ajudá

Tradução: Carlos Leite

Formato: 15x23cm (capa mole)

n.º pág.:141

isbn: 9789725649053

pvp: 12.95€

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