
Relembramos outro livro de Annemarie Schwarzenbach, Morte na Pérsia







- Bom dia, fala a Sandra, em que é que lhe posso ser útil? * HAL 9000 é uma personagem ficcional da série Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clark, e foi imortalizado pela adaptação cinematográfica feita por Stanley Kubrick do primeiro volume da mesma, 2001: A Space Odyssey, de 1968.
Nota: Este texto foi encontrado, por acaso, numa página da Internet sem referência à origem, nem ao autor.

- Tem A Morte de Ivan Iliitch ?
O livreiro novato depois de fazer uma busca por autor na letra”I”, responde:
- Infelizmente não temos nada desse autor.
O cliente apercebendo-se da gafe.
- Ai sim… Que pena. Veja lá então se tem algum livro do Tolstói?
Passado uns segundos o livreiro pasmado:
- É curioso!?... Desse temos vários e não vai acreditar! Um deles é sobre a morte do primeiro.

Se um escritor reconhecido vende 2000 livros é mais fácil que encontre alguém que tenha ganho o totoloto do que um leitor. Se esse escritor for poeta... então eu como livreiro devo estar a falar para o boneco. Mas espero, aspiro que aqueles que me possam estar ler ao menos tenham lido um livro.

Calcula-se que existam cerca de 600 mil palavras na língua portuguesa, mas este número não é estático. Todos os dias são criadas novas palavras e outras desaparecem por falta de uso. Por isso, fico sempre perplexo e sem saber o que responder quando alguém me pede:
- Queria um dicionário, mas um que seja completo.
Jaime Bulhosa

Há pessoas que para esconder a sua ignorância desenvolvem uma capacidade de resposta assinalável. Eu conheci um livreiro que achava que metade do mundo andava a enganar a outra metade e fazia questão de ter sempre a última palavra.
Passado um momento.
- Aqui tem.
- Desculpe! Eu não pedi Le Requim, de Jean-Michele Cousteau.
- Desculpe mas pediu!
O cliente irritado.
- Não! Eu pedi o poeta, romancista, dramaturgo e artista Jean Cocteau, não o Oceanógrafo.
- E eu tenho culpa que você tenha uma péssima pronúncia.
Jaime Bulhosa

- Bom dia. Eu queria um livro para ler!
- Sim…
Silêncio.
Depois de alguns segundos embaraçosos, o livreiro franze o cenho e diz:
- Qual é mesmo o livro que deseja?
- Sei lá! Você é que é o livreiro, não sou eu.
- Sem dúvida, uma boa piada!
- Nunca ouvi falar... Mas se você diz que é bom, eu levo.
- Não!... Referia-me simplesmente ao facto de ter dito: «Você é que é o livreiro.»
- Ah!... Não percebi, quer explicar melhor?
- Deixe estar, não tem importância. Quer, portanto, que eu lhe escolha um livro para ler?
- Isso!
- Sabe, não é fácil, eu não o conheço, não sei o que já leu e o que gosta de ler.
- Não seja por isso. Muito prazer, o meu nome é José, venho de uma aldeia perto de Santarém, tenho 75 anos e até aos 74 fui analfabeto. Se tiver a amabilidade de me aconselhar um livro, esse será o primeiro de muitos que ainda pretendo ler. - Disse o cliente, orgulhoso de si mesmo. E com razão.
Nota: Espero sinceramente que o senhor José tenha lido muitos mais e bons livros. Como curiosidade, o livro aconselhado foi O Velho e o Mar, de Hemingway. Para quem nunca leu o livro, e embora não pareça, o enredo tem muito que ver com esta pequena estória. O Velho de Hemingway, depois de uma extraordinária perseverança, levou para casa uma colossal espinha de peixe, mas valeu a pena.
Jaime Bulhosa


- Arte de Persuadir, Pascal
- A Morte de Ivan Iliitch, Tolstói
- Estrangeiro, Camus
- Gilgamesh, A.A.V.V
- Zadig ou do Destino, Voltaire
- Preceitos para uso pessoal doméstico e outros textos, Jonathan Swift
- Cartas Persas, Montesquieu
- Utopia, Thomas More
- Príncipe, Maquiavel
-Hamlet, Shakespeare
Jaime Bulhosa

A Pó dos Livros, à semelhança dos anos anteriores, como todas as livrarias e as demais lojas de comércio, não podia deixar passar em branco a efeméride do dia 14 de Fevereiro: o Dia dos Namorados. Lamentamos decepcionar-vos, mas não faremos montras alusivas ao facto. Mas, em compensação, porque não discriminamos ninguém, amanhã dia 13 de Fevereiro, celebraremos: o Dia dos Encalhados. Claro que também não faremos montras alusivas ao facto. No entanto, a quem for encalhado por vontade própria ou por meras sucessões de azar e quiser vir à Pó dos Livros comprar um livrinho para oferecer a si próprio, nós teremos todo o prazer em oferecer-lhe um destes artísticos leques que, apesar de ser Inverno, sempre servirão para afastar os maus espíritos.
Assinado: A Gerência




- Bom dia.
- Bom dia. Posso ajudar?
- A minha mãe pediu-me para saber se tem um livro sobre… Ai! Como se chama?...
- Sim!?...
- Esqueci-me.
- Vá lá um pequeno esforço.
- Sei que não é português e é um livro bué da pesado.
- Quer dizer de uma escrita densa?
- Não, não! É mesmo um tijolo.
- Um tijolo!?...
- Já sei! É Ronaldo Bologna.
- Ah, ah! Esse não temos, mas creio que a sua mãe ficará satisfeita com 2666, de Roberto Bolaño.
- Não, não está a perceber! É mesmo sobre o maestro brasileiro Ronaldo Bologna.
Ronaldo Bologna é natural de São Paulo, Brasil. Realizou seus primeiros estudos musicais com Savino de Benedictis, H. J. Koellreutter, Alfred Richter e Roberto Schnorrenberg. Completou os estudos em Freiburg im Breisgau e Berlim, sob a orientação de Carl Ueter e Herbert Ahlendorf, e
Jaime Bulhosa



- Queria um livro que tem por título qualquer coisa como História da Estupidez Humana?
- Não me sabe dizer qual é o autor?
- Não, não sei.
- E a temática do livro, sabe-me dizer qual é?
- !?...



A morte é um assunto de interesse permanente em todas as culturas do mundo. O próprio acto de morrer e os rituais que o rodeiam são extremamente variados e projectam uma luz fascinante sobre as culturas de que fazem parte. Douglas J. Davies, internacionalmente conhecido como um dos maiores especialistas neste campo da história, aborda alguns dos aspectos mais significativos da morte - o acto da própria morte em si, o luto, os funerais, as interpretações artísticas da morte, os memoriais, o medo da morte e os desastres/tragédias - e analisa-os numa abrangente história acerca das diferentes atitudes do homem perante a morte.
Agora em edição de bolso Lisboa Revolucionária 1908 - 1975, de Fernando Rosas, editado pela tinta-da-china.
