quarta-feira, janeiro 12

Um ladrão confessa-se


Um comentário anónimo a propósito do post: ladrão de poesia:

«Caro Jaime. Eu sou um ladrão de livros! Por questões monetárias, obviamente. Mas tenho um código. Nunca roubo em livrarias particulares, isto é, só actuo nas grandes superfícies, pois aí roubar ao Belmiro é como roubar a um "ladrão", e lá diz o provérbio, e seguidamente actuo também na FNAC. Que sejam os franceses a ficar com o prejuízo. Belmiro e franceses são os que se podem queixar, por outro lado, quantos e quantos livros já lidos e sem que me interesse ficar com eles são depois dados à biblioteca municipal aqui ao pé de casa, ou então dou-as ao sr. Herculano, alfarrabista conhecido. Roubo para ler e não para ganhar dinheiro. É feio? É sim senhor e um dia destes vou-me arrepender, mas até lá...Sou um Robin dos Bosques com uma costela de Oliveira e Costa...»

9 comentários:

Luna Tic disse...

e porque não ler livros da própria biblioteca em vez de roubar?

Cristina Torrão disse...

Eu acho que quem rouba, "precisa" de roubar. É uma compulsão, como deixar a parte do meio da torrada para o fim, ou ajustar o espelho retrovisor, antes de ligar o carro. Eu, por exemplo, ao estender a roupa, alinho as cores das molas em filas (não se riam, é mais forte do que eu).

Claro que há compulsões inofensivas, outras prejudiciais. Mas acho que só uma minoria dos ladrões rouba "por maldade", para prejudicar conscientemente os outros.

Naturalmente, não gosto que me roubem...

Bic Laranja disse...

Vergonha é ser apanhado. Mas por outro lado o segredo sempre foi a alma do negócio.
Cumpts.

pco69 disse...

E eu refiro que quando adolescente, roubei imensos livros na feira do livro. Durante vários anos. Não sendo a livrarias, era a editoras. Mas sei que elas no fim ficaram a ganhar. Porquê? Porque a qt de livros adquirida depois dessa fase é muito superior aos roubados.

Areia às Ondas disse...

Senhor Ladrão de Livros, também eu guardo um livro roubado: chama-se O bando dos Ayacks, é um livro para adolescentes e eu era adolescente quando o roubei da carrinha da Gulbenkian. No início de cada mês abasteço-me depois de receber o ordenado, como quem vai ao Casal comprar produto. Quem me dera conseguir explicar a necessidae que tenho em ter livros em lê-los, em consumi-los. Vou dar uma ideia que talvez ajude: escrevo neste momento num computador com o ecran todo partido. É o único que tenho em casa. Escrevo cada palavra tentando não errar porque me é difícil ver o que escrevo ou o que leio... tiro umas pelas outras, afasto o olhar para tentar perceber o que leio. Muitos dizem-me que já devia ter comprado outro computador. É verdade. Porém, acabo por gastar o dinheiro todos em meses. Onde? Já se adivinha... para além de leitora, sou bibliotecária e trabalho numa editora. Sempre entre livros. mas nunca me passaria pela cabeça tirar um bit ao Bill Gates. Também sou viciada em viagens e já tenho uma razoável conta de Planeta Terra mas quando entro numa agência de viagens de viagens peço para levar um catálogo, apesar de serem gratuitos.
Imagino-o uma personagem, direi romãntica, do género de quem rouba pão para comer, saído da imaginação dum Dumas, um Miserável... será? Muitas podiam ser as interpretações, as leituras e, concluo, quem sou eu para dizer seja o que for, pois nada disto é um julgamento, logo, não julgo. Apenas comento: sejam os franceses ou os aimoré, o Belmiro ou o João, há sempre solução, há sempre alternativa para não roubar. A menos que se seja um personagem comandado por alguém, apenas fruto da imaginação de outrém, sem vida própria. As nossas acções são comandadas por nós e roubar não é bonito, mesmo que se assine Robin e se namore uma Marion. Se a miúda não o quisesse iria raptá-la...?
O que não falta por aí são Bibliotecas, fica a informação, just in case...

Anônimo disse...

Nada justifica o roubo.
É muito engraçado fazer-se de engraçado,mas roubo é roubo.
Parece que é mais uma das muitas coisas que agora aceitamos como natural, mas que o não é.
Há sempre bibliotecas ou amigos que podem emprestar o livro que queremos ler.
Não há desculpa.
Roubo é roubo!
Isabel

ana disse...

Pelo menos não esconde... e é para se enriquecer culturalmente!
Robin.
As bibliotecas são lugares aprazíveis e pode encontrar o que procura!
Achei graça à história embora moralmente incorrecta.

Grace disse...

Por alguns comentários, não só aqui, mas noutros espaços que abordam este tema, fico com a sensação, que para algumas pessoas Roubar um livro é normal e até engraçado..
Pois bem, não consigo compreender. Eu, apesar de gostar muito de ler, nunca roubei um livro (parece que sou da minoria). Nem quando era adolescente e, não havia dinheiro para livros e, eu tinha de poupar durante meses para comprar um, Nunca me passou pela cabeça ROUBAR.
Não há desculpas para Roubar. É uma atitude errada e vai sempre prejudicar alguém.
Grace

Anônimo disse...

Robin rouba a Belmiro, o nosso xerife cá do burgo? Então têm cem anos de perdão fiscal e criminal. Porque lá diz o ditado, ladrão que rouba a ladrão...