sexta-feira, fevereiro 11

Pátria Apátrida


Surgem-nos todos estes textos associados ao nome de um escritor, até de uma obra. Mas não é a especificidade de cada um o guia W. G. Sebald, é a generalidade de uma ausência comum a todos: a pátria e a ausência dela.

Será a pátria uma cosa mentale a que a vida atribui uma certa realidade? Será o que confere o sentimento de pertença? O de comunidade? Será a garantia de que o passado foi real? Será um espaço (e um tempo) a conquistar no futuro?

Com a sua escrita requintada nunca isenta de acuidade crítica, W. G. Sebald não nos leva, nem pelo mar. Desta vez viajamos na história.

É a Áustria e os seus autores que desfilam diante de nós num percurso que em muito pode contribuir para entendermos, leitores de hoje, o modo de evolução desse país e o rosto que apresenta à Europa.

edição: Teorema

título: Pátria Apátrida

autor: W. G. Sebald

tradução: Telma Costa

formato: 15,5X23,5cm (capa mole)

n.º pág.: 186

isbn: 9789726959434

pvp: 19.90€

3 comentários:

Galandum disse...

Um grande autor que só recentemente descobri. Li o "Vertigo" e estou a ler "Os Emigrantes". Há ali qualquer coisa de Vila-Matas e de Robert Walser, histórias sobre histórias com pessoas pelo meio, um ritmo sereno e uma forma única de misturar ficção e realidade.

Anônimo disse...

Pode-se ler também "O mito das nações" de P. Geary.
Não é um romance mas é um livro que explica como o mito nacional se funda na História precisamente pela mão dos historiadores do século XIX.

fallorca disse...

À atenção dos apreciadores de Sebald, se me dás licença, Jaime

http://aindanaocomecamos.blogspot.com/2011/02/blog-post_11.html