sexta-feira, abril 15

O Futuro do livro e das livrarias


Na semana em que o FMI aterrou em Portugal, «Nada de cultura» debate as livrarias do futuro. De que modo é que as livrarias vão enfrentar a crise? Poderão estar em risco as cadeias de livrarias, para voltarem à ribalta as independentes? Ou em último caso poderá, além da crise por si só, ser o livro electrónico uma ameaça? Para discutir estas questões, Francisco José Viegas convida Jaime Bulhosa, da «Pó dos livros», Marta Serra da «Bertrand» e Caroline Tyssen da «Livraria Galileu».
(Pode ver o programa aqui:: http://www.tvi24.iol.pt/programa/4162/13)

6 comentários:

Cláudia S. Tomazi disse...

Muito interessante este debate, e excepcional pessoa Sra. Caroline Tyssen.
E se me permite, Sr. Jaime Bulhosa. Mas, em se tratando do livro ser uma segunda pele, esta que formaliza o conhecimento e que através da mesma possibilidade a humanidade aprendeu a despertar o seu sentido para com o saber, creio que será difícil abalar como possibilidade de verdade impressa, até por que os espaços multiplicam-se, a mídia concorre com informações, sendo que a reserva técnica de saber sempre dependerá de algo presente, que foi impresso ou que será impresso, codex, e ao que é escrito e que descreve o mistério em ser convertido à uma sede dos princípios em respostas para com a natureza humana.

Aliás, a maior prova de sensibilidade, seria não decretar por juízo mediante ao primeiro susto.

ana disse...

Um debate pertinente!
Já tive que reduzir a compra de livros e recorrer mais à Biblioteca Municipal. Claro, que é diferente ter o nosso livro e podermos pegar-lhe quando queremos.

Não gosto do livro digital, não é a mesma coisa, não tem cheiro e não se folheia manuseando e dando tempo para que a página seguinte seja uma motivação.
O E-book é um brinquedo que não me diz nada.

Um livro é um livro! Por vezes, em alfarrabistas ainda encontro livros que têm que ser abertos. Delicia-me essa tarefa.

As livrarias não vão morrer mas vão acompanhar a crise lamentavelmente.

Ana

tetisq disse...

Um dia, não sei quando eu vou ter a minha livraria!!

SEVE disse...

Tal como o cinema não matou o teatro, o vídeo não matou o cinema, o livro não morrerá!

boris viande disse...

O livro está a ser substituído pelo e-book. Essa coisa do cheiro, do toque, do manuseio são lirismos que vão ter de dar lugar ao e-book para bem das árvores e do pouco espaço que há. Há que evoluir. Não fiquem indignados que não vale a pena. Se ficarem, PF enviem-me uma carta palpável em vez de um inodoro e-comentário/e-mail. O livro não vai morrer tal como o vinil não morreu. Apenas foi actualizado por um suporte mais prático.

Ana Eustáquio disse...

Interessante Debate. Fiquei curiosa: a lista de 10 livros que Jaime Bulhosa recebeu de seu pai pode ser divulgada? (As leituras desta que se assina estão muito aquém; ainda não li o D. Quixote...)

Quanto ao livro e ao e-book... lirismo tanto pode existir num suporte como noutro, todavia a leitura de um livro não é idêntica ao passar de olhos por um ecrã e vice-versa. Há lugar para todos: quem quiser recolher informação, despachar e partir para outra, escolhe o e-book; quem quiser reflectir, conhecer, auto-conhecer-se, aceder ao prazer do texto, escolhe um livro e vai com ele para todo o lado.