terça-feira, maio 17

Sobre o mesmo tema do post anterior

O Gonçalo Mira partilha a sua opinião sobre a 81ª edição da Feira do Livro. Para ler aqui, na íntegra, retirado do blogue Cadeirão Voltaire.

Deixemos o túnel então e passemos para o ar puro. Dos outros dois pesos pesados, só posso falar do espaço físico. Pouco ou nada olhei para os livros da Leya e da Porto, mas pareceu-me que não havia nada que não houvesse na Fnac, o que é, no mínimo, lamentável. Os espaços são parecidos, sendo que o da Leya é mais agradável que o da Porto porque parece mais aberto (o que pode muito bem ser só um efeito do muito sol que já se apanhou na moleirinha quando se chega ao topo do Parque, onde está a Leya). De qualquer modo, alarmes à entrada e saída, seguranças, uma caixa central onde se vai pagar um livro de qualquer uma das editoras do grupo, tudo isto se parece demasiado com uma Fnac; com o acréscimo de que na Fnac há melhores livreiros. Aquilo não é propriamente parte da Feira. São duas livrarias essencialmente de novidades encaixadas no espaço da Feira.

Foi provavelmente por isso que só comprei livros na Assírio & Alvim, na Tinta-da-China e nos Alfarrabistas. Fui à Feira sobretudo para estar com as pessoas. E mesmo quando ia para ver livros, acabava por ficar retido na Assírio para mais uma imperial e dois dedos de conversa.

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