quarta-feira, junho 8

À conversa com o "Livreiro Velho"

«Há entrevistas que seguem direitinhas, a gente pergunta, o entrevistado responde, e tudo corre demasiado bem. São entrevistas chatas, quase sempre, mesmo quando isso se consegue disfarçar no texto final. Depois há outras em que tudo é inesperado e em que as nossas perguntas perdem o alinhamento, dançando ao ritmo da conversa e sugerindo outras perguntas, muito mais interessantes porque muito mais espontâneas, fruto daquilo que deve ser uma boa conversa. São as mais interessantes. E depois há entrevistas que são um desafio, porque as perguntas que fazemos são ultrapassadas pelas perguntas que nos fazem e não há alinhamento que se salve. Não sei se são as mais interessantes para o leitor, mas são as que não esquecemos. Foi assim com Manuel Medeiros, o Livreiro Velho, que me recebeu na Culsete, em Setúbal, com a hospitalidade que só os que sabem que as livrarias são casas podem praticar. O resultado está aqui

(retirado do blogue Cadeirão Voltaire, mantido pela jornalista Sara Figueiredo Costa)

Um comentário:

Cláudia disse...

Conferi a entrevista, e é impressionante a capacidade que o Livreiro Velho tem de tirar coelhos da cartola.

Fantástico.