quarta-feira, janeiro 4

o risível



Quando o risível se fica pelo romance ou literatura ainda nos podemos salvar. Agora, se chega aos políticos, à economia ou à governação, estamos perdidos! 
 livreiro anónimo

3 comentários:

Areia às Ondas disse...

O 'risível' faz parte da vida, da realidade, chega a todo o lado. Devemos é saber apontá-lo, reconhece-lo e desmascará-lo, se for o caso...

Malu disse...

Lia Eça de Queirós e lembrei-me deste post.

No ano de 1871, Eça de Queirós disse:

«Estamos perdidos há muito tempo...

O país perdeu a inteligência e a consciência moral.
Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada.
Os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência.
Não há princípio que não seja desmentido.
Não há instituição que não seja escarnecida.
Ninguém se respeita.
Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram.
A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.
O povo está na miséria.
Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente.
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.
Diz-se por toda a parte: “o país está perdido!”
Algum opositor do actual governo?... Não!»


Autor: Eça de Queirós (1845-1900)

Pó dos Livros disse...

Malu,

Não podia estar mais actual. ;)