segunda-feira, março 5

Curiosidades literárias


Num prefácio de Novelas Exemplares, de Cervantes, publicado em 1946, Jorge Luis Borges evoca uma passagem das Mil e Uma Noites. Nela vemos um génio aprisionado pelo rei Suleimã (Salomão) num pote de cobre e atirado para o fundo do mar.
O génio jura enriquecer quem o libertar. Passam cem anos. O génio jura fará do seu libertador dono e senhor de todos os tesouros do mundo. Nada se passa durante os cem anos que se seguem.
O génio jura então que realizará três desejos, quaisquer que sejam, formulados por aquele que o libertar. Ainda nada.
Os séculos vão passando. O génio jura então matar quem lhe der a liberdade.
Para Borges, esta história apresentava uma «trouvaille psicológica ao mesmo tempo verosímil e surpreendente».

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