terça-feira, maio 7

Um comentário

Alguém deixou dentro deste livro em segunda-mão, «Portugal Arquitectura e Sociedade», de Carlos de Almeida, um comentário escrito num guardanapo de papel. O autor do comentário demonstra, desde logo, um enorme respeito pelos livros mesmo por aqueles de que não gosta, ao ter tido o cuidado de não escrever directamente nas páginas do livro.
Reproduzo aqui o comentário para aqueles que não perceberem a caligrafia do nosso estimado anónimo:

O autor deste livro é um autêntico filho da puta. Ataca a Igreja duma maneira indecente e falsa. É comuna primário.
Tinha que ser Almeida!

4 comentários:

Pinóquio disse...

Embora não concorde com o chamar nomes aos autores, acho estes comentários uma delícia. Esse faz-me lembrar um outro que encontrei num livro de António Ferro,chamado «Leviana» que dizia, a lápis,na página de rosto:
«Este livro é um disparate.» S.(não se percebe bem a caligrafia antiga)
E é que é mesmo, na minha opinião também!Nunca tinha lido nada assim, francamente!!

fallorca disse...

Eu diria que o comentador é um ignorande filho da puta, porque não sabe que não se escreve «ter que», mas «ter de».
E já fiz o gosto ao dedo, pronto

ematejoca disse...

Insultar uma pessoa, só pela troca de um "ter de" em vez de um "ter de" é de uma soberba a toda a prova.

Cá vai o meu gosto ao dedo:

Dois portugueses estão no rápido Lisboa-Porto.
-Para onde vai?, pergunta um.
-Vou para o Porto.
-Ah, o senhor vive no Porto?
-Não, vou lá só para dois dias.
-Mas então o senhor vai ao Porto e não para o Porto.
O outro passageiro fica silencioso.
-Então, o senhor não diz nada?, insiste o primeiro.
-Olhe, responde o outro, estou aqui a pensar se vou mandá-lo à merda ou para a merda.

Joao G. disse...

mas porque revela falta de amor aos livros quem os anota e marca e dedica e tudo o mais? como iremos então lidar com as sessões de autógrafos ali e acolá.