quarta-feira, julho 8

Como irritar um livreiro


Entra e fica especado como uma estátua, olha em redor, da esquerda para direita, de cima para baixo, coça a cabeça e pergunta:
- Isto é uma livraria?
O livreiro, meio atónito, responde:
- Sim, é uma livraria.
- Óptimo! Então queria um maço de tabaco, umas fotocópias e já agora 2 euros no euromilhões.  

10 comentários:

J. disse...

Talvez seja melhor colocar em letras grandes:

livraria
(livro + -aria)
s. f.
1. Biblioteca.
2. Grande colecção de livros.
3. Loja ou comércio de livros.

Pó dos Livros....livraria de paragem obrigatória!!!

J.

Pedro Carneiro disse...

Genial! E já agora poderia ter pedido para comprar selos e registar uma carta.

Pinóquio disse...

Então, o homem está apenas um pouco confuso, visto que nos hipermercados vendem tudo como nas boticas de antigamente: comidas, bebidas,livros, revistas...E são os sítios onde se vendem mais livros, mesmo com crise, de certeza!

SEVE disse...

Pois se até o Círculo de Leitores às vezes vende livros...

ematejoca disse...

Claro que foi só para irritar, porque tão burro não é ninguém.

Pedro Carneiro disse...

O Pinóquio e o nariz a crescer. Não acredito que se possam chamar de livros àquilo que vendem. Passe o exagero, claro. Eu adorava ter um peixaria onde pudesse vender livros, por exemplo. Ó sr. Jaquim dê-me aí duas postas de Lobo Antunes, do lombo se faz favor, ou, para assar o que tem hoje, e eu, vai uma Lídia fresquinha dona ou prefere uma Gersão que tem menos espinhas dona?

carla disse...

loja de artigos ortopédicos: "quanto custa cada fotocópia?" ; "tem creme da barba?" ; "vende aquecedores?" ; "tem lãs?" ; etc... :)

bea disse...

Tenho a certeza que há por aí muito livreiro irritado no dia a dia

Giuseppe Pietrini disse...

Já agora, exercendo o meu direito cívico ao contraditório, ou lá o que isso é, também existem livreiros que irritam solenemente o cliente incauto.

Em Lisboa, no bairro do Arco do Cego, aquele conjunto de pequenas moradias que envolvem o Liceu D. Filipa de Lencastre, há uma velha livraria onde entramos e parece que os livreiros - por vezes meia dúzia deles - estão todos os dias ocupados a fazer o inventários dos buques daquela chafarica e não nos ligam pevide. Sempre trajados com batas brancas de professores primários. E a deixarem os clientes especados à espera de uma palavrinha deles, como se fossemos transparentes. E quando se dignam a nos dirigir um olhar, não uma palavra ainda, olham-nos empurrando para a frente da cana do nariz deles as armaçõse com lentes bifocais, que todos também parecem ter. E se estamos distraídos e não notámos que houve eye contact, voltam rapidamente para a tarefa do inventário...

Mas eu gosto de lá ir e ser assim desconsiderado. É uma viagem. E depois, aquele é o último dos últimos recursos para se encontrar qualquer livro mais raro em Lisboa.

Abraço! ;-)
Giuseppe

Luis disse...

Estava eu a pensar que essa pessoa nunca deve ter entrado numa livraria. Senão talvez tivesse um dicionário em casa e não faria tanta confusão.

E veio-me uma dúvida à cabeça: Que percentagem dos menores de 20 ou 30 anos nunca entraram numa livraria? (o continente não conta, que uma livraria não é ter livros à venda)