terça-feira, junho 30

Os melhores 10 contos

É comum os editores dizerem que os livreiros não gostam de livros de contos e é por isso que os contos não vendem e se editam tão poucos. Não são os livreiros que não gostam de contos, talvez seja o público que não goste de contos. Eu adoro ler contos. Os contos são curtos, directos e sem rendilhados e alguns têm mais conteúdo numa página do que muitos romances em centenas de páginas. Pensei fazer uma lista dos melhores contos que li, num exercício puro de memória, aqueles que ficaram registados na minha cabeça por qualquer motivo que não sei bem explicar porquê. Uma lista dos melhores é sempre subjectiva, muitas vezes inútil e sem interesse, porque o universo de escolha é enorme e ninguém pode vangloriar-se de que leu tudo para seleccionar os melhores. Contudo, é através das referências de outros que vou descobrindo mais e mais contos para ler. Deixo aqui, para quem me quiser dar crédito, a lista dos melhores dez contos que li:

1.º - Bartleby, Herman Melville

2.º - O Capote, Nikolai Gogol

3.º - O Alienista, Machado de Assis

4.º - O Poço e o Pêndulo, Edgar Allan Poe

5.º - A Tortuosa Esperança, Villiers

6.º - O Duelo, Anton Tchekhov

7.º - O Nariz, Nikolai Gogol

8.º - O Ovo de Cristal, H. G. Wells

9.º - Passeio Nocturno, Rubem Fonseca

10.º - O Sacristão, Somerset Maugham

Jaime Bulhosa

13 comentários:

charlles campos disse...

Só acho que Bartleby não é um conto, mas uma novela. E concordo com boa parte da lista.

Pó dos Livros disse...

Charlles Campos,

Também pensei nisso. :)

HJTP disse...

Concordando com a lista, acrescentaria alguns contos de O. Henry.

Fernando Frazão disse...

É difícil escolher os dez melhores.
Eu incluiria as Ruínas Circulares do Jorge Luís Borges e Flores para Algernon de Daniel Keyes, ambos incluídos na Antologia que constitui o volume 100 da Argonauta.

R.B. NorTør disse...

Acho "criminosa" a ausência de qualquer coisa do Torga da lista, esse supremo contista português.

Vai daí a única obra que conheço é o sublime Alienista. Tanta coisa para ler...

Carlos Teixeira Luis disse...

E nada do Raymond Carver, o Tchékov americano - uns dizem o Tchékov minimalista, seja o que for...
Contos, penso sempre nele. Uma opinião como outra qualquer.

Um abraço,
Carlos TL

SEVE disse...

Bartleby não é um conto não é um romance não é uma novela é um marco na história da escrita, nem sei se KAFKA conseguiria melhor.Absolutamente genial.

Tenho os livros de contos do Tchécov, já li um e, para minha grande surpresa, foi uma grande decepção.

Por acaso ando agora a ler “OS MELHORES CONTOS AMERICANOS”, uma selecção de João Gaspar Simões, de grandes escritores americanos- John Steinbeck, Ernest Hemingway,Erskine Caldwell, Nathaniel Hawthorne,Edgar Allan Poe,Sherwood Anderson (já leram WINESBURG OHIO? ,William Faulkner, Dorothy Parker, O. Henry e outros, e lá está Bartleby de Melville-um marcio, repito). Este LIVRO (amarelado, ratado, rosado, velhado) é uma edição de 1948 da PORTUGÁLIA, curiosamente um dos contos tem a tradução de FERNANDO PESSOA, esse mesmo...

Anônimo disse...

É triste a ausencia de autores (neste caso, contos) portugueses. Ninguém leu o Eça? Como esquecer "Singularidades de uma rapariga loira", "Jose Matias" ... Tantas maravilhas em outros autores nacionais, mas apenas se referem nomes estrangeiros. Lamento profundamente este esquecimento.
FM

Jimi Aislan disse...

Poe é um dos mestres dessa área, mas curti muito quando li doze contos peregrinos do Gabriel Garcia Marquez...muito bons...parabés pelo Blog

Anônimo disse...

A estrela - Arthur C. Clarke

Nazaré Oliveira disse...

Eu também adoro contos. Bons contos.E temos magníficos autores portugueses!

Abraço.

bea disse...

Muito obrigada. Ainda não li nenhum dos contos que lhe ficaram na memória e gosto imenso de contos e de contar. Recuperam uma tradição oral a que a minha geração não foi alheia, mas que se foi perdendo. Talvez.

Mas, francamente, não sei se um conto diz numa página o que um romance num capítulo ou assim. Cada um é um. São géneros diferentes e que não se substituem. Tem razão, os portugueses, não se sabe bem porquê, pegam pouco em contos. Não culpo os livreiros.

Seve disse...

E acrescentaria ainda: BILLY BUD - Hermann Melville