quinta-feira, junho 16

Herança



Revisitar o passado é um exercício, por vezes, tão falível e pouco credível como imaginar o futuro. Todavia, conta-se que um tal marquês de Fuscaldo se tinha tornado no homem mais erudito do seu tempo. Um dia, o marquês, ao folhear um livro, de uma enorme biblioteca que tinha recebido, como única herança, e que desdenhava completamente, encontrou entre duas páginas uma nota de mil liras. Questionando-se se o mesmo se passaria com os outros livros, passa o resto da sua vida a folhear sistematicamente todos os livros recebidos em herança. E foi assim que se tornou num poço de ciência.

sábado, junho 11

Os sentidos


Numa conversa com uma leitora especial de 8 anos que queria um livro sobre o corpo humano, lembrei-me de lhe perguntar sobre os cinco sentidos.

Resposta: Os cinco sentidos são: o ouvido, a vista, o cheiro, o bom gosto e a apalpadela

terça-feira, junho 7

A vaca


Dentro de um livro escolar antigo encontrava-se a seguinte resposta sobre a importância da vaca. Um aluno, no mínimo, com imaginação:

A Vaca


«A vaca é um mamífero cujas pernas chegam ao chão. A vaca produz carne, mas não põe ovos como as galinhas. Na cabeça da vaca, crescem cerca de dois olhos e compridas orelhas de burro. Dos lados, tem dois ossos curvos. Atrás do dorso tem outra coisa: a cauda, cuja extremidade serve para sacudir as moscas. Comemos o interior da vaca, mas do exterior os sapateiros fazem coiro.»

Fábrica de livros (Feira do Livro)


«Nada se pode escrever sobre nada.» Esta parece ser uma verdade absoluta, inexorável e impossível de rebater. Por ano, editam-se (estimativa) em todo o mundo um milhão de novos títulos e cerca de três milhões de inéditos ficam por publicar. Tendo em conta o que se edita por ano e que um leitor razoável apenas lerá, em toda a sua vida, 0,1% desse número, é-me cada vez mais difícil acreditar na veracidade da primeira afirmação.
Livreiro anónimo em reflexões sobre a indústria do livro.